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22 de junho de 2022

 ALERGIAS NA PELE


Existem diversos tipos de alergia na pele, a seguir teremos um texto da Drª Juliana Toma, sobre os 7 tipos mais comuns.




Você provavelmente já teve ou conhece alguém que tem alguma Alergia na pele. Estima-se que cerca de 30% dos brasileiros convivam com alergias dos mais diversos tipos. 

Fisiologicamente falando, elas são uma reação anormal do sistema de defesa do corpo a alguma coisa. Dentre os possíveis desencadeadores deste processo, podemos citar picadas de mosquito, calor, certos cosméticos e até mesmo alguns alimentos.

O quadro clínico também é muito variável, os sintomas mais comum são manchas, coceira, descamação e urticária. Pacientes mais graves podem sofrer choque anafilático, havendo risco de morte. 

Entenda o que é a alergia na pele, porque e como elas acontecem. Além disso, conheça os tratamentos mais usados e aprenda a se prevenir.

A alergia na pele é um reflexo de uma resposta do sistema imunológico a uma possível ameaça ou a algum estímulo que ele tenha identificado como tal. É tida como uma reação anormal do corpo, já que em situações comuns, tais fatores não desencadeiam esse tipo de processo.  

Na grande maioria dos casos possui origem genética. No entanto, podem surgir em qualquer fase da vida. Sendo assim, uma pessoa que nunca teve alergia a um determinado fator, pode surpreendentemente desenvolver o distúrbio ao longo do tempo. 

Em geral, as alergias merecem atenção e cuidado. Existem diversas opções de tratamento disponíveis e ótimas formas de conviver bem com o problema, resguardando sua qualidade de vida. 

Contudo, quando não tratadas adequadamente, podem se tornar graves. Além disso, há risco de choque anafilático, uma reação alérgica súbita e generalizada que traz risco de inconsciência e morte. 

 1 - URTICARIA

Sem dúvidas, o tipo mais comum. Dentre os sintomas da URTICARIA, lesões na pele, inchaço e coceira intensa. O distúrbio pode se manifestar em qualquer região do corpo, inclusive no rosto. 

Além disso, pode surgir de maneira aguda, durando apenas alguns dias, ou crônica, permanecendo por semanas e até meses. 

Suas causas também são diversas e vão desde picadas de insetos e luz solar, a produtos químicos e medicamentos.

A urticária é uma reação de pele caracterizada por manchas vermelhas, edema e prurido. 

Este é um problema bastante comum e está entre as dermatoses mais frequentes. Estima-se que cerca de 15% a 20% da população terá pelo menos um episódio agudo da doença ao longo da vida

 Por causa desta alta prevalência, é muito importante falarmos sobre como tratar urticária. 

Se você tem algum tipo de alergia de pele saiba que as chances de desenvolver este problema é ainda maior, já que os mecanismos de tais distúrbios possuem similaridades. 

Mas não se preocupe, urticária tem cura. Para isso, é preciso identificar a sua causa e se afastar dela. Caso isso não seja possível, será então considerado um quadro crônico da doença e o seu tratamento deverá ser realizado continuamente por muitos anos. 

As urticárias aparecem como placas vermelhas inchadas (parecida com picada de insetos) com relação à coceira intensa. Ela pode ocorrer em minutos e horas em surtos. Em alguns casos elas surgem como edema (inchaço) de lábios e pálpebras (angioedema).

Normalmente ela é desencadeada devido a:

·         Alimentos.

·         Medicamentos.

·         Corantes.

·         Infecções.

·         Exercício.

·         Calor.

·         Frio.

·         Exposição solar.

·         Fatores emocionais.

·         Picadas de insetos.

·         Entre outros.

No caso onde a urticária é crônica (várias semanas) é preciso investir as causas por meio de exames específicos.

Geralmente o médico pode orientar uma dieta na qual é preciso evitar os alimentos que agravam, como:

·         Frutos do mar.

·         Ovo.

·         Chocolate.

·         Enlatados.

·         Comidas com aditivos.

·         Corantes e conservantes.

·         Leite.

·         Trigo.

·         Refrigerantes.

·         Sucos artificiais.

·         Bebida alcoólica.

·         Alguns temperos.

 

Além disso, é preciso evitar medicações, tais como: anti-inflamatórios não esteroides, ácido acetil salicílico, penicilinas e sulfas, vitaminas, medicamentos coloridos e com sabor, radiocontrastes.

Para lidar com estas alergias cutâneas é importante optar por um tratamento com anti-histamínicos ou com uso de corticosteroides.

Por fim, os aspectos físicos que podem gerar urticária incluem:

·         Contato com látex

·         Contato com pelo de animais

·         Pressão sobre a pele

·         Exposição ao sol

·         Temperatura (exposição ao frio ou calor)

 

Recomendações Gerais

Agora que você já sabe como tratar urticária, vamos a algumas recomendações mais genéricas. Seguem algumas dicas para você que já teve urticaria ou mesmo que possua alguma propensão ao problema. 

·         Seja cuidadoso. Se você já sabe qual é o fator responsável por desencadear seus surtos, mantenha-se longe dele. 

·         Em meio aos episódios de urticária, evite coçar a pele, você pode acabar piorando os sintomas. 

·         Não se automedique. Siga as orientações medicas. Caso ainda não tenha se consultado para uma avaliação, faça uma visita a um dermatologista de sua confiança. 

·         Aplique compressas frias sobre as áreas de vermelhidão, você sentirá um considerável alívio da coceira, que sem dúvidas, é um dos sintomas mais incômodos deste distúrbio. 

·         Diante de qualquer sinal de complicações (inchaço no rosto, nos lábios, na língua ou sensação de falta de ar), busque atendimento médico com urgência. 

 

 Relaxe e cuide da sua saúde emocional. O estresse é uma das causas mais comuns de urticária!

2 - Angioedema

O Angioedema é muito comum em pessoas que possuem histórico de urticária. Em geral, o quadro é bem similar ao descrito anteriormente. No entanto, neste caso, a alergia afeta as camadas mais profundas da pele e as mucosas, em especial da boca, dos olhos e das vias respiratórias. 

Quando em áreas respiratórias, se torna um problema grave, havendo ainda risco de choque anafilático.

3 - Dermatite de contato

A dermatite de contato é uma alergia de pele bastante conhecida. Suas manifestações clínicas incluem erupções cutâneas, bolhas e vermelhidão. 

Como o próprio nome nos leva a pensar, é ocasionada pelo contato entre a pele e alguma substância irritativa. 

Suas causas são diversas, as mais comuns são detergentes, shampoos, metais, medicamentos tópicos e látex.

4 - Dermatite Atópica

A Dermatite Atópica é uma condição crônica muito popular. Na maioria dos casos aparece associada a alergias alimentares e a rinites alérgicas. 

Sua sintomatologia típica inclui ressecamento da pele, vermelhidão, coceira e alterações da sensibilidade, o que pode variar bastante de pessoa para pessoa. 

5 - Alergia a picada de inseto 

Mesmo os insetos mais inofensivos são portadores de substâncias próprias capazes de desencadear reações alérgicas. O problema é bastante comum em crianças e pode estar relacionado aos mais diversos tipos de insetos: mosquitos, abelhas, vespas e até formigas.

Independentemente se a pessoa é ou não alérgica, o seu corpo responderá a este contato de alguma forma. Para diferenciar um caso de alergia na pele é preciso saber reconhecer os sintomas, que neste caso são dor, vermelhidão, inchaço e coceiras que duram por um longo período de tempo.

Em casos graves há risco de reação anafilática. Esses pacientes devem ser atendidos com urgência para evitar complicações e fatalidade. 

 6 - Alergia ao látex

A alergia ao látex é um dos subtipos mais comuns da alergia de contato. Geralmente a reação é desencadeada por uma proteína específica presente neste tipo de material. 

É preciso ter cautela, já que o látex está presente em materiais de uso médico e odontológico, em preservativos, balões, pneus, etc. 

7 -  Alergia ao Níquel

Este é um problema bem conhecido entre as mulheres. A substância faz parte da composição de bijuterias e acessórios e possui um alto potencial alérgico. 

Dentre os sintomas comuns, coceira, vermelhidão e inchaço. Em casos mais avançados pode haver queimação e formação de pus. 

Em geral, a sintomatologia começa a aparecer cerca de 12 horas após o contato

Fonte: Blog da Dra. Juliana Toma


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Segundo Texto:



Sobretudo, a mancha vermelha na pele pode ocorrer por inúmeros fatores. Como por exemplo, após um beliscão, após um a exposição excessiva ao sol, ou então após ingerir um alimento que você provavelmente tenha alergia.

Contudo, além desses casos, existem outros um pouco mais graves. Doenças como o Zica Vírus e rubéola, inclusive, são bons exemplos.

Aliás, por serem mais graves, essa doenças precisam ser acompanhadas por médicos especialistas. Isso porque poderão identificar as causas das manchas e iniciar um tratamento adequando para acabar com elas.

Por isso, não invente de brincar de médico. Pois, o seu corpo precisa de ajuda e de pessoas qualificadas que realmente entendem do assunto.

contudo, não se desespere. Caso você tenha alguma mancha vermelha na pele, confira o apanhado de informações que selecionamos para você. Abaixo, certamente, estão as possíveis causas e doenças que podem deixar mancha vermelha na pele.

Principais causas

  • Estresse;
  • Alergia;
  • Urticária;
  • Eczema;
  • Doenças reumatológicas como psoríase e lúpus;
  • Doenças hematológicas, como púrpura trombocitopênica trombótica;
  • Infecções;
  • Câncer de pele, entre outras.

De modo geral, é importante observar as características e os sinais das manchas que aparecem no seu corpo. Pois, elas podem ser acompanhadas de coceira, dor, febre, aumento de tamanho, sangramentos e alterações de cor. Sobretudo, em todos os casos, nós indicamos que você informe o seu médico.

Inclusive, vale destacar que a mancha vermelha na pele que coça pode ser sinal de urticária, eczema ou lúpus. Já, a mancha que não coça, pode ser ainda mais preocupante. Porque pode ser sintoma de câncer de pele, púrpura trombocitopênica idiopática ou psoríase.


10 doenças que causam manchas vermelhas na pele

1. Alergia

princípio, a alergia pode ser uma das doenças que podem causar a mancha vermelha na pele. E isso pode ocorrer após o contato com plantas, pelos de animais ou ingestão de remédios. Ou então, pode ser causada por picada de inseto ou intoxicação alimentar.

Inclusive, essas manchas podem ter tamanhos variados, podem ser brancas ou vermelhas, podem causar coceiras ou não e ter líquido ou não.

Sobretudo, para tratar as manchas de alergia, o mais indicado é consultar um dermatologista. Somente um especialista pode te indique um remédio apropriado para o seu caso e iniciar um tratamento específico.

2. Micose

Já a micose, assim como a alergia, também é um caso comum e fácil de tratar. Inclusive, em casos de micose, nós também indicamos que você procure por um dermatologista para que ele te indique os remédios adequados. Seja, antifúngicos ou antibióticos.

Sobretudo, micoses podem ser grandes e afetar uma região bem delimitada do corpo. Aliás, em alguns casos, aparecem bolhas e ocorre descamação na área.

3 - Priori

A priori, a mancha vermelha da pele, decorrente da Zica Vírus começa a aparecer no rosto e logo depois, se espalha para o restante do corpo. Inclusive, isso ocorre em poucas horas e pode durar em torno de 5 dias. Normalmente, nesse caso aparecem pintas avermelhadas, com uma leve coceira.

Basicamente, para tratar a Zika vírus o mais indicado é repouso e hidratação. E claro, acompanhamento médico. Pois, somente ele poderá lhe informar os remédios específicos que podem aliviar os sintomas e o desconforto.

4 - ECZEMA

Primeiramente, o eczema é também conhecido como dermatite. Ou seja, uma inflamação na pele, a qual é responsável por causar mancha vermelha na pele. Inclusive, normalmente, elas coçam e incham muito. Tanto é que muitas pessoas relacionam essa inflamação com reações alérgicas.

Sobretudo, é importante destacarmos que os sintomas dessa inflamação podem piorar com estresse, temperaturas frias ou quentes. Ou então se caso a pele for exposta à água ou ao sol. Assim como as demais, o eczema também necessita de acompanhamento médico, em específico dermatologista.

Até porque, eles irão lhe prescrever os remédios antialérgicos, ou então pomadas ou cremes corticoides. Vale salientar, que o eczema é mais comum de ocorrer em picada de inseto ou intoxicação alimentar.

5. Rubéola

A princípio, a rubéola é uma doença que precisa de acompanhamento médico e tratamento específico até ela ficar devidamente controlada. Assim sendo, é comum de aparecer manchas pequenas, ligeiramente elevadas e com coceiras.

Inclusive, normalmente essas manchas começam no rosto, logo depois se espalham para o restante do corpo. Além do mais, são manchas que permeiam por mais ou menos 3 dias.

6. Psoríase

A priori, a psoríase é uma doença inflamatória da pele de causas genéticas. Sobretudo, é uma doença não contagiosa, e que causa mancha vermelha na pele. Essas manchas, normalmente apresentam o centro branco com bordas vermelhas, causam coceiras, são secas, podendo até mesmo descamar.

Aliás, essas manchas geralmente surgem nos cotovelos, joelhos e no couro cabeludo. Assim sendo, ela pode ser tratada com aplicação de cremes ou pomadas anti-inflamatórias. As quais, inclusive, devem ser prescritas por um dermatologista.

No mais, para tratar essa doença, os médicos também indicam a pessoa evitar comer comidas gordurosas e produtos industrializados e evitar exposição solar. Além do mais, os médicos afirmam que o consumo de alimentos ricos em ômega 3 e betacaroteno podem ser ainda mais benéficos para a pessoa nesse caso.

7. Lúpus

Primeiramente, é importante destacarmos que o lúpus é uma doença autoimune, a qual pode afetar diversos sistemas no corpo. Contudo, a pele é o órgão mais acometido. Assim sendo, essa doença também apresenta mancha vermelha na pele e também deve ser tratada com acompanhamento médico.

Basicamente, essas manchas geralmente são avermelhadas planas ou elevadas que aparecem em qualquer parte do corpo. Porém, aparecem mais nas orelhas, no nariz e no rosto. De modo geral, elas causam coceiras, não doem, sofrem alterações com o tempo e podem piorar na exposição solar.

8. Urticária

Sobretudo, a urticária é um tipo de alergia, que inclusive, pode ser desencadeada por inúmeros fatores. Como por exemplo, alimentos, picadas de insetos, produtos químicos, estresse, pólen, remédios e processos infecciosos. Sobretudo, essa alergia, assim como as demais, também causa mancha vermelha na pele.

Porém, as manchas da urticária tendem a desaparecer em poucos dias. Porém, essa alergia geralmente permanece para o resto da vida.

9. Púrpura trombocitopenia idiopática

Primeiramente, a púrpura trombocitopenia idiopática é uma doença autoimune que atinge as plaquetas. Aliás, as plaquetas são células do sangue responsáveis pela coagulação. Sobretudo, ela também causa manchas vermelhas na pele. Inclusive, elas costumam ser vermelhas arroxeadas.

Além das manchas no corpo, a púrpura trombocitopenia idiopática também causa outros sinais no corpo. Como por exemplo, sangramentos no nariz, gengiva, sistema digestivo e urinário. Por isso, ela deve ser tratada com médicos especialistas.


10. Câncer de pele



 Sobretudo, o câncer de pele normalmente é responsável por também causar manchas de pele. Inclusive, as manchas geralmente, aparecem em áreas que ficam mais expostas ao sol. Basicamente, as manchas decorrente ao câncer de pele, não costumam coçar e crescem com o tempo.

Além do mais, essas manchas pode também sangrar e evoluir para feridas. Aliás, são manchas bem difíceis de cicatrização. Principalmente, no caso de melanoma, que é a forma mais agressiva de câncer de pele. Nesse caso ainda, as manchas causam coceira e dor.



Fontes: Tua saúdeMédico responde

Imagem de destaque: Portal da cidade


 

16 de dezembro de 2020

COMO ESTÁ SEU FIGADO?

 

11 sinais e sintomas mais comuns que indicam problemas

Embora os sintomas possam ser considerados genéricos e, muitas vezes, poucos específicos, saber como identificar problemas no fígado

com antecedência pode evitar que certas doenças se agravem. Como muitas doenças relacionadas a esse órgão são, de certa forma, silenciosas, a atenção deve ser redobrada.

Talvez você não saiba, mas o fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, pesando em média 1,5 quilo. Além disso, ele é um dos poucos órgãos com capacidade de regeneração, podendo voltar ao tamanho normal em caso de anomalias ainda que com funções limitadas. O fígado é responsável por sintetizar o colesterol e desintoxicar o organismo, entre outras características.

Por sua importância, ao menor sinal de problemas você deve procurar um médico. Porém, quais são os sinais mais frequentes? Nesse artigo, falaremos um pouco sobre eles.

Sintomas mais comuns em problemas no fígado

A lista de sintomas que possivelmente representam um problema no fígado é extensa, mas vale lembrar que perceber apenas um deles não significa necessariamente que este é o órgão afetado. Um exame mais apurado feito por um médico e eventualmente exames laboratoriais é que vão determinar um diagnóstico preciso. 

Preste atenção aos seguintes sintomas:

  1. Dores na região superior direita da barriga;
  2. Enjoos ou tonturas com muita frequência;
  3. Dores de cabeça diárias;
  4. Cansaço sem razão aparente;
  5. Facilidade de ficar com hematomas após pancadas leves;
  6. Cor amarelada nos olhos ou na pele;
  7. Urina com cor escura e cheiro mais forte;
  8. Falta de apetite;
  9. Fezes de cor amarelada, esbranquiçada ou cinzentas;
  10. Barriga inchada;
  11. Sensação de coceira em todo o corpo.

Se você marcou apenas um problema da lista são pequenas as chances de que o seu fígado esteja com algum problema. Porém, dois ou mais sintomas confirmados podem ser um sinal de que alguma coisa está errada e não custa verificar com um médico que tipo de problema isso pode representar.

Quem está mais propenso a apresentar problemas no fígado?

O excesso de gordura é uma das principais causas de problemas no fígado. Assim, pessoas com alimentação inadequada, composta por muitas frituras ou alimentos industrializados, estão mais suscetíveis a apresentar alguns desses sintomas. Pacientes com sobrepeso ou que não praticam atividades físicas têm riscos ainda maiores. A 

Outro vilão do fígado são as bebidas alcóolicas. O órgão tem a capacidade de transformar esse elemento em outras substâncias. Porém, quando a ingestão de álcool ocorre em quantidades maiores do que o fígado é capaz de processar isso pode resultar em lesões nas células hepáticas. A doença hepática alcóolica está entre os males mais comuns que acometem o fígado.

Quais são os problemas mais comuns relacionados ao fígado?

Além da doença hepática alcóolica, podemos citar ainda as hepatites (A, B, C, D e E) – todas causadas por vírus – a esteatose hepática, a esquistossomose a hepatite autoimune e a hepatite medicamentosa. Doenças causadas por acúmulo de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson) no fígado também são recorrentes, mas menos comuns.

A esteatose hepática é causada pelo acúmulo de gordura no fígado, porém os problemas não precisam necessariamente ser causados pela má alimentação. O diabetes e a ingestão de bebidas alcóolicas em excesso também podem resultar nessa condição. Nesse caso, os sintomas são pouco perceptíveis e somente exames de sangue ou ultrassonografia podem identificar a doença com precisão.

Já a hepatite autoimune é causada por disfunções no sistema imunológico. Nesse cenário, são produzidos anticorpos capazes de destruir as células do fígado. O grande problema dessa doença é que praticamente não há sintomas nas fases iniciais e quando o paciente descobre o fígado já pode estar bastante danificado.

A esquistossomose, popularmente conhecida como “barriga d’água”, é causada por um parasita presente em caramujos encontrados em lagoas da região Nordeste. A doença tem sintomas similares aos da cirrose, mas também se manifesta somente em fases mais avançadas.

Por fim, há ainda as hepatites virais. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C, enquanto na África e na Ásia as do tipo D e E são mais frequentes. A transmissão pode ocorrer em decorrência de contato com fezes, especialmente em áreas sem saneamento básico adequado, por meio de transmissão sanguínea, em decorrência de sexo desprotegido ou compartilhamento de seringas e agulhas, ou ainda da mãe para o filho durante a gravidez

Orientação médica é essencial

Como mencionamos acima, o simples fato de você perceber um ou dois sintomas relacionados a problemas no fígado não significa necessariamente que se trata de uma doença associada a esse órgão. Porém, a recomendação principal é: se você apresenta dois ou mais sintomas como os descritos acima, procure um clínico geral.

Ele é o profissional que poderá fazer exames preliminares e encaminhá-lo, se necessário, a um hepatologista, especialista em doenças do fígado. Como muitos dos sintomas se manifestam de forma tardia, ao percebê-los é fundamental não adiar a visita ao médico, pois o quadro da doença pode ser mais avançado do que o que se imagina.

Alimentação saudável, exercícios físicos, não usar bebidas alcoólicas e sexo seguro são as principais formas de evitar qualquer problema relacionado ao fígado. Como se trata de um dos órgãos mais importantes do corpo humano, dê atenção total a ele. Faça exames de rotina e consulte um médico em caso de dúvidas.

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12 alimentos bons para o fígado

Fígado saudável é sinônimo de corpo bem cuidado: conheça o poder dos alimentos bons para o fígado e mantenha a sua saúde em dia.

O fígado desempenha papel fundamental em nosso corpo, realizando funções que afetam todo o metabolismo e permitem o funcionamento geral de nosso organismo.  Por isso, ter uma rotina que inclua o consumo de alimentos bons para o fígado é essencial para a nossa saúde.

Maior glândula do corpo humano, o fígado é especialmente conhecido por seu papel fundamental na digestão (produção da bile). É nele também que ocorre o metabolismo de proteínas e lipídeos, o processamento dos hormônios e a destruição de células sanguíneas que já não estão em boas condições. Ainda, esse órgão tem a função de armazenar vitaminas e minerais e transformar alguns carboidratos em glicose, a nossa principal fonte de energia.

Outra função muito famosa do fígado é a desintoxicação do nosso organismo. Esse órgão promove o metabolismo de gorduras, álcool, nicotina, cafeína e medicamentos, entre outras substâncias, além de filtrar o sangue, capturar as toxinas e enviá-las ao rim para que sejam eliminadas.

Ou seja, o fígado regula o corpo para que ele continue funcionando em toda sua capacidade e promove uma verdadeira limpeza no organismo. Em consequência, um problema nessa glândula causará prejuízos a vários outros órgãos e processos, de forma que é essencial cuidar bem dela. Pensando nisso, elaboramos uma lista com 12 bons alimentos para o fígado para você incluir na sua dieta:

1. Maçã

As maçãs agem como um limpador e neutralizador de toxinas ao longo de todo o sistema digestivo. Isso acontece porque a fruta é rica em pectina e outras substâncias que favorecem a desintoxicação, diminuindo a carga de trabalho para o fígado.

2. Abacate

Além fornecer gorduras boas que ajudam a equilibrar os níveis de colesterol, o abacate é fonte de muitos nutrientes que ajudam o fígado a produzir glutationa, substância que permite a desintoxicação causada por diversos elementos absorvidos em nosso dia a dia.

3. Alho

O alho é um alimento rico em alicina e selênio, ambos de extrema importância para a limpeza do fígado. Este vegetal ainda possui alto nível de enxofre, que estimula o funcionamento das enzimas envolvidas na eliminação das toxinas.

4. Cebola

Muito parecida com o alho na grande quantidade de alicina, a cebola também está entre os alimentos bons para o fígado, favorecendo o funcionamento das enzimas que promovem a limpeza do organismo.

5. Frutas cítricas

As frutas cítricas possuem alto nível de vitamina C, uma substância que facilita a tarefa do fígado na hora de converter toxinas em compostos químicos solúveis em água, o que favorece sua eliminação pela urina.

Frutas como o limão, a toranja, laranja e a lima são os destaques nesse grupo. Consumir algumas delas in natura, na forma de suco ou como tempero são boas maneiras de estimular o funcionamento do fígado.

6. Nozes

As nozes são alimentos bons para o fígado por fornecer ômega-3 e glutationa em abundância, componentes que ajudam a fazer a limpeza do organismo. Esses alimentos também são excelentes companheiros do fígado na eliminação da amônia devido ao seu conteúdo de arginina.

7. Cenoura

Com fartura de flavonoides e betacaroteno, a cenoura oferece também uma grande variedade de vitaminas (A, B, C, potássio, fósforo e cálcio). Todos estes elementos favorecem o bom funcionamento do fígado e colaboram na prevenção de doenças, principalmente infecções.

8. Beterraba

Assim como a cenoura, a beterraba é rica em flavonoides, betacaroteno, vitaminas e minerais, substâncias que são fundamentais em qualquer dieta para permitir o bom funcionamento do fígado e outros órgãos.

O famoso suco de beterraba e cenoura é uma combinação perfeita para quem quer dar uma mãozinha às funções hepáticas.

9. Chá verde

O chá verde, muito conhecido como peça-chave em dietas de emagrecimento, conta com muitos antioxidantes da classe das catequinas, que facilita a execução das principais funções do fígado, principalmente em relação à desintoxicação do organismo.

10. Azeite de oliva

Este alimento, assim como a maçã, poupa o excesso de trabalho do fígado. Isso porque ele participa da produção lipídios capazes de absorver uma série de toxinas ao longo de todo o trato digestivo, facilitando sua eliminação.

11. Grãos

Os grãos atuam diretamente no controle de gorduras no fígado e fazem com que o órgão se mantenha em equilíbrio para atender a todas as demandas do corpo. Alguns exemplos de bons grãos são os cereais integrais (arroz e trigo, por exemplo), feijão-branco, lentilha e Quinoa.

12. Vegetais de folhas verdes

Vegetais de folhas verdes como agrião, couve, espinafre, rúcula e salsinha, entre outros, estimulam a produção da bile, necessária para a digestão das gorduras. Além disso, esses alimentos contêm uma grande quantidade de clorofila, substância que neutraliza compostos prejudiciais como produtos químicos, resíduos de pesticidas e metais pesados.

Já os brócolis e a couve-flor favorecem a produção de enzimas que combatem substâncias cancerígenas, ajudando o fígado a livrar o organismo dessas toxinas.

Mude pequenos hábitos e melhore a saúde do seu fígado

Alguns hábitos que você pode adotar no seu dia a dia ajudam o fígado a funcionar de forma plena e regular, o que beneficia outros órgãos e sistemas e proporciona o bom funcionamento do organismo como um todo.

Hábitos como tomar bastante água, optar por refeições com maior valor nutricional e menos alimentos industrializados, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, podem melhorar significativamente o desempenho do seu fígado em todas as suas funções.

Também é importante se lembrar de incluir em suas refeições os alimentos bons para o fígado que listamos neste artigo, de preferência alternando entre eles durante a semana para fornecer ao seu organismo uma boa variedade de nutrientes e benefícios.

Fonte(s): Mundo Boa Forma (1 e 2), Melhor com Saúde (1234 e 5), Toda BiologiaConquiste Sua vida  e Tua Saúde

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Cirrose Alcoólica: 

Sintomas, Tratamentos e Causas

 

A doença hepática alcoólica é a lesão no fígado causada pela ingestão excessiva de álcool.

Em geral, a quantidade de álcool consumido (cerca de 20g/dia nas mulheres e 40g/dia nos homens) determina a probabilidade e a importância da lesão hepática. Contudo, nem todas as pessoas que bebem excessivamente desenvolvem hepatite alcoólica, enquanto pessoas que bebem menos podem ter a doença.

As mulheres são mais vulneráveis à doença hepática alcoólica do que os homens. O álcool pode provocar três tipos de lesões hepáticas: a acumulação de gordura (esteatose), a inflamação (hepatite alcoólica) e o aparecimento de cicatrizes (cirrose).

 

Causas

Quando o álcool é metabolizado no fígado, ele produz substâncias altamente tóxicas. Estas substâncias podem causar inflamação no fígado, um quadro conhecido como hepatite alcoólica. Se essa inflamação persistir cronicamente, surgem cicatrizes no órgão (fibrose). Quando a fibrose é muito extensa, o quadro se caracteriza como cirrose.

Apesar do alto consumo de álcool provocar a doença hepática alcoólica, não se sabe exatamente como a doença se desenvolve. Dessa forma, outros fatores podem estar envolvidos no surgimento da doença, tais como:

·         Fatores genéticos que afetam o modo como o corpo processa o álcool

·         Presença de outras doenças do fígado, tais como a hepatite C

·         Subnutrição.

·         A doença hepática alcoólica é um problema sério. Aproximadamente 35% dos alcoólatras ou bebedores pesados desenvolvem o problema.

·         Marque uma consulta médica se você tem qualquer sinal ou sintoma de doença hepática alcoólica ou outros sintomas que causarem desconfiança. Se você sentir que não tem controle sobre a quantidade de álcool que está bebendo e precisa de ajuda, marque uma consulta.

·         Se você suspeita que tem algum problema relacionado ao consumo de álcool, interrompa o uso até a consulta médica. Se não conseguir, peça ajuda a algum familiar ou amigo.

·          

 

 

Os sintomas de doença hepática alcoólica grave incluem:

·         Retenção de grandes quantidades de líquido na cavidade abdominal (ascite)

·         Confusão e mudanças de comportamento devido a danos cerebrais do acúmulo de toxinas (encefalopatia)