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31 de maio de 2011

ENERGÉTICOS EM EXCESSO PREJUDICAM A SAÚDE

As bebidas, cápsulas e pós energéticos estão se tornando um hábito muito comum entre as pessoas, principalmente entre os jovens e adultos que precisam se manter acordados seja para fazer uma prova, estudar ou trabalhar. Para isso, surgiram vários meios de adquirirem esses efeitos energéticos, os mais usados são o pó de guaraná, bebidas como o red bull, comprimidos vendidos em farmácias e em outros lugares, enfim, são várias formas de conseguir manter-se acordado durante algumas horas a mais. Porém, algumas pessoas abusam dessas maneiras, passando a ingeri-las frequentemente ou todos os dias como um hábito diário, o que é extremamente errado e inadequado, segundo especialistas da área da saúde.

O hábito de ingerir o energético a todo momento que sentir sono irá prejudicar o organismo, pois possui substâncias que se ingeridas ocasionalmente não afetarão a saúde, porém, se ingeridas frequentemente irá causar resultados indesejáveis com o decorrer do tempo. A cafeína é uma das substâncias essenciais seja no líquido ou cápsulas energéticas, até mesmo no pó de guaraná, por isso não é recomendado que se beba refrigerantes no período da noite já que ele interfere no sono. Assim, se ingeridos em excesso, o organismo se acostumará com a substância e então ela não surtirá mais nenhum efeito, assim tendo que ingerir em quantidades cada vez maior para buscar o mesmo efeito que do início, causando a dependência ou sintomas desagradáveis para a saúde.

Segundo algumas pesquisas, se for utilizado em uso exagerado pode causar inúmeras consequências para o organismo, afetando o sono profundo durante a noite, o que é muito importante para a disposição diária, bom humor, raciocínio, enfim, vários fatores que seriam prejudicados com o uso abusivo dessas substâncias. As dores de cabeça também seriam muito comuns, além da falta do efeito energético quando ingeridos, pois o organismo já vai ter se adaptado à bebida ou o comprimido. As dificuldade de concentração, raciocínio, memória, mau humor, indisponibilidade e irregularidade nos hábitos naturais do corpo seriam apenas alguns dos sintomas e partes que seriam afetadas com o excesso de energéticos, assim em vez de causar efeitos benéficos, iriam prejudicar ainda mais a saúde e os outros quesitos que você teria intenção de melhorar com essa bebida ou cápsula.
Fonte
: Guiadicas.net
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O consumo de bebidas energéticas se tornou comum no país, seja em festas ou como estimulante na hora de estudar. Mas, segundo pesquisadores das universidades do Texas, nos Estados Unidos, e de Queensland, na Austrália, esses produtos podem ser perigosos.
A alta concentração de cafeína, um dos principais ingredientes, acelera o metabolismo e pode provocar problemas à saúde. O cardiologista Nabil Ghorayeb explica ainda que uso excessivo desses enérgicos pode atingir diretamente o coração.
“Você está jogando um acelerador no seu organismo, que inclui o coração. A ingestão excessiva da cafeína pode trazer alguns efeitos colaterais nas pessoas. Aqueles que têm tendência ou facilidade para arritmias cardíacas, essa própria cafeína pode desencadear arritmias, disparos no coração, falhas nos batimentos cardíacos”.
Nabil Ghorayeb lembra que, ao contrário do que muitos acreditam, além de fazer mal ao coração, a bebida prejudica os estudos.
“Se você tiver de uma noite mal dormida, ou acordada por conta de usos de energéticos você está deixando de absorver o conhecimento que você está querendo ter. Então é um erro muito grave. Apesar do uso do energético a tua produtividade vai ser muito ruim por que desgasta fisicamente a pessoa, ela não tem condições de fazer trabalhos intelectuais de qualidade.”
Para manter o organismo disposto, Nabil Ghorayeb recomenda atividade física regular e dieta saudável, de preferência receitada por um nutricionista.


Fonte: Rádio do Ministério da Saúde
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Sete energéticos naturais - Conheça algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição
Se você se sente cansado e sem disposição ao longo do dia ou é daqueles que só começa a produzir se tomar uma dose generosa de café, atenção! A nutricionista e doutora em medicina natural, Michelle Schoffro Cook alerta que o excesso de cafeína pode trazer riscos à saúde, e lista outra sete opções naturais para garantir energia e saúde durante todo o dia.
De acordo com a especialista, apelar para o café pode causar dependência, variações dos níveis de açúcar no sangue e destruição da glândula adrenal - o que o torna mais vulnerável ao estresse. Veja a seguir algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição:

Pólen de abelha


De acordo com Michelle, o pólen é apresentado como uma fonte de juventude por muitos livros antigos, incluindo o Talmud, a Bíblia, o Alcorão, e pergaminhos do antigo Oriente, Grécia, Roma, Rússia e Oriente Médio. "Atletas da Antiga Grécia comiam pólen de abelha regularmente para aumentar sua força e vitalidade", diz. Para completar, a nutricionista informa que descobertas científicas recentes apontam que a substância tem propriedades anti-cancerígenas.
Ainda segundo Michelle, o pólen de abelha possui 22 aminoácidos, antibióticos naturais, DNA / RNA (código genético de plantas), 18 de enzimas (que auxiliam na digestão e em outras funções corporais), glicosídeos (fontes naturais de energia no corpo), hormônios vegetais, 27 minerais e pelo menos 16 vitaminas. Portanto, não é nenhuma surpresa que essa substância aumente a energia e vitalidade. A única contra-indicação é para quem sofre com alergias ao pólen ou a abelhas.
Veja mais sobre o polén na postagem de Setembro de 2010, aqui neste blog.

Geléia realA - geléia real é o resultado natural da combinação do mel com o pólen. De acordo com a especialista, essa é uma mistura poderosa de vitaminas do complexo B. A geléia também contém vitaminas, minerais, hormônios, enzimas, 18 aminoácidos e substâncias antibacterianas e antibióticas.
Ela tem sido tradicionalmente utilizada para tratar a asma, pancreatite, doença hepática, insônia, úlceras estomacais, doença renal, fraturas ósseas, problemas imunológicos e doenças de pele. Para completar, a geléia real também é eficaz para aumentar a energia, garante Michelle.


Ginseng siberiano - Como o nome sugere, o ginseng siberiano tem origem na Sibéria, mas cresce também no Japão, China e Coréia e em partes do Canadá. "Ele tem sido usado medicinalmente há pelo menos dois mil anos", diz Michelle. O ginseng siberiano é um de apenas um de uma série de ervas adaptogênicas, o que significa que ele trabalha para normalizar as funções corporais. A substância inibe a resposta adrenal ao estresse e funciona como um estimulante do sistema imunológico, especialmente para combater os efeitos do estresse e da depressão. Ela ainda ajuda a desintoxicar o fígado, incluindo os agentes quimioterápicos e a radiação.
O ginseg siberiano também estimula a atividade de vários componentes do sistema imunológico, sendo excelente para a Síndrome de Fadiga Crônica e outras infecções virais", diz. De acordo com Michelle, atletas de todo o mundo usam o ginseng siberiano para aumentar o desempenho, reforçar o sistema imunológico durante os treinos, e reduzir a fadiga e o estresse.

Espirulina - O povo asteca descobriu que a espirulina, uma alga unicelular que eles chamaram tecuitlatl, fazia bem para o corpo e logo a incorporaram à sua dieta. Ela é rica em proteínas, além de ser uma grande fonte de vitamina B12 (muitas vezes chamado de "vitamina da energia"), possui oito minerais e vitaminas, incluindo sete tipos de precursores de vitamina A, conhecidos como carotenóides. Ela também é repleta de clorofila, o pigmento verde que dá cor à alga e que possui propriedades de purificação do sangue. E, claro, aumenta os níveis de energia.

Centella Asiática - De acordo com Michelle, a centella (ou centelha) asiática é uma erva repleta de nutrientes e fitoquímicos. Como uma das primeiras plantas energéticas utilizada pelos herbalistas, a centella asiática diminui a fadiga e a depressão, sem os efeitos nocivos da cafeína. Na verdade, ao contrário da cafeína, que pode mantê-lo acordado durante a noite, a centella asiática ajuda a melhorar o sono.

Ho Shou Wu - Também conhecida como fo-ti, a raiz desta videira nativa da China é um poderoso tonificante capaz de aumentar a energia e o vigor enquanto mantém o efeito calmante. Ela contém uma forma natural da lecitina, que ajuda a diminuir a placa e a pressão arterial. Em estudos de laboratório, a ho shou wu provou ser capaz de reduzir o colesterol no sangue e os triglicerídeos, além de prevenir o aumento dos níveis de colesterol.

Pimenta de Caiena - Por fim, a especialista indica o uso da pimenta de caiena, que é eficiente para aumentar a energia e melhorar a circulação. De acordo com Michelle, o alimento também é eficaz para ajudar a evitar resfriados, sinusite e dor de garganta, bem como reduzir a dor e inflamação.


Obs. Eu gostaria de dizer aqui também que todos os produtos omnlife são fontes naturais fabricados com frutas e legumes orgânicos e poderão ser usados por pessoas de qualquer idade, para dar energia ao corpo, fortalecimento, na prevenção e cura das doenças.
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Mais alguns Alimentos  Naturais para Repor as Energias sem prejudicar a saúde:

Com a correria do dia a dia muitas vezes se sentimos cansados e sem energia pra mais nada, porém existe formas saudáveis de repor as energias, muitas pessoas buscam a  ajuda através de medicamentos e também de certos tipos de suplementos para atleta, porém isso vai da sua disciplina alimentar.
Para pessoas que praticam esporte o melhor fruta para repor as energias é o açaí, porém vale lembrar que se trata de uma fruta bem calórica então não deve exagerar todos os dias.

Quando estamos sem energia ficamos totalmente desanimados, mau humorados e sem raciocínio.
Seja suco ou a massa de açaí ajuda a repor as energias antes e após, porém não é somente a fruta que tem muitas calorias e sim o xarope de guaraná, por isso evite seu consumo diariamente.

O caldo de cana  é hidratante e rico em vitaminas, ferro e carboidratos e deve ser tomado durante e depois dos exercícios pois repõe os eletrólitos e a água que são perdidos com os exercícios. Mas vale lembrar que a cana não é indicada para pessoas que possui a pressão baixa, pois tende abaixar ainda mais.

A banana é uma fruta saborosa e pode ser consumida após certos tipos de exercícios pois ajuda a repor energia e contém potássio, além das frutas o consumo de verduras e legumes na alimentação é importante pois todas tem um tipo de vitaminas que ajuda a melhorar nosso organismo auxiliando nas nossas energias.
Beba sempre dois litros de água por dia, pois além de hidratar ajuda a desintoxicar alimentos que estão no organismo e não fazem bem, procure se alimentar sempre saudavelmente retirando do cardápio muitos doces, frituras e gorduras.

Agora que você já conhece outras formas naturais de manter a energia, é só aproveitar.

4 de maio de 2011

TRANSTORNO DISFÓRICO


Transtorno Disfórico Pré-Menstrual - TDPM

É a Tensão Pré-Menstrual piorada e que precisa de tratamento.A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão emocional no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates. Desde então o ciclo menstrual da mulher tem sido relacionado ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos, desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas, juntamente com queixas físicas de inchaço, dores específicas ou generalizadas, cefaléias.
As primeiras descrições do problema com a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) apareceram em 1931 (Frank, 1931), relatando mulheres que, na última fase do ciclo menstrual, experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). As queixas vagas de alterações físicas, tais como edemas, retenção de líquidos, dores abdominais ou lombares, dor nas mamas, etc. e emocionais sem características inespecíficas. Isso tornava o diagnóstico de TPM muito vago e muito abrangente no público feminino, atingindo uma incidência de até 90% das mulheres.
Mais tarde os estudos duplo-cego envolvendo placebos para o tratamento das mulheres com esses sintomas vagos e se auto-diagnosticando como portadoras de TPM mostram que 80% delas melhoravam com comprimidos sem nenhuma ação farmacológica (Teng, 2000).
Em seguida, ampliou-se o conceito da vaga TPM para a Síndrome Pré-Menstrual (SPM), a qual associava ao mal estar físico da TPM, também alterações emocionais e comportamentais mais específicos, como irritabilidade, sensibilidade exagerada, crises de choro ou de ira. Na SPM os principais sintomas físicos eram dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias antes da menstruação.
A partir de 1987 o conceito da SPM evoluiu para o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), o qual, além de tudo isso, especificava mais ainda as alterações emocionais como sendo predominantemente ansiedade e depressão e tendo, desde então, os critérios mais específicos de diagnósticos estabelecidos pelo DSM.IV, que é o Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais da Associação Norte-americana de Psiquiatria, 4ª. Revisão. Sobre o TDPM o DSM.IV diz:
“Transtorno Disfórico Pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação.”
Acredita-se que cerca de 80% das mulheres que ovulam apresenta alguns sintomas de alterações do humor, do comportamento e de natureza física. Psiquicamente os sintomas costumam estar entre irritabilidade, mau humor, tristeza, ansiedade, angústia, descontrole emocional. Para a grande maioria delas a intensidade desses sintomas é leve.
Entre essas mulheres com sintomas, 20% apresenta o quadro com intensidade suficiente para interferir no desempenho cotidiano e de 5 a 8% tem sintomas graves o suficiente para exigir tratamento especializado, ou seja, com diagnóstico de TDPM.
Calcula-se a incidência do TDPM esteja entre 15 e 25% e sua maior prevalência é em mulheres solteiras, com idade entre 33 e 34 anos, predominantemente com alto componente de estresse. A intensidade dos sintomas tem sido associada também à presença de traços ansiosos de personalidade (Tchudin, 2010).
Assim sendo, podemos dizer que as alterações pré-menstruais atingem uma grande parte da população feminina, sendo a mais comum e menos grave delas a Tensão Pré-Menstrual, um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias", e a pior, felizmente menos comum, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual.
Sabe-se hoje que as pacientes portadoras de TDPM podem e devem ser tratadas adequadamente, notando-se sensível melhora com o tratamento especializado. É um tratamento, por assim dizer, altruístico, pois seus filhos e maridos agradecem, bem como seus colegas de trabalho.
Tratamentos a base de antidepressivos que aumentam a disponibilidade o neurotransmissor serotonina tem tido sucesso nesse tipo de transtorno (Freeman, 2001). De fato, o TDPM se apresenta de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade.
Entre as 80% das mulheres que apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual, 52% delas mostram sintomas que interferem drasticamente no estado de humor, no comportamento e no organismo em geral. As conseqüências emocionais do TDPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?
Portanto, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais específicas que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais, segundo os critérios do DSM.IV, são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente.
Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores lombares e nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite. Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas do Transtorno Disfórico Pré-menstrual na maioria dos ciclos e não apenas em alguns.


Sintomas:
A sintomatologia do TDPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem se manifestar isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa:

1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente sintomas depressivos.
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces.
Esses 4 grupos de sintomas do TDPM se relacionam a alterações hormonais, bioquímicas, metabólicas e desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo). Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 5 a 8% costumam satisfazer os estritos critérios de diagnóstico de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, conforme a listagem abaixo.

CRITÉRIOS PARA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo, devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação

1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou auto-depreciativos.
2. Marcante ansiedade e tensão
3. Marcante labilidade afetiva
4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal
5. Diminuição do interesse para atividades usuais
6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração
7. Cansaço, fadiga e perda de energia
8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos
9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia)
10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle
11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso.
12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento.

Apesar desses critérios, embora a expressiva maioria das mulheres que experimenta algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual não seja rigidamente classificada como portadoras de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, elas podem ser abordadas como portadoras de quadros mais leves, como por exemplo, Tensão ou Síndrome Pré-Menstrual.

Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton relacionou as causas da então Tensão Pré-Menstrual principalmente com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM.
Hoje em dia, embora alguns casos de Transtorno Disfórico Pré-menstrual também possam se beneficiar com a terapia hormonal, nos últimos 12 anos a teoria da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TDPM e naquelas sem esse transtorno.
Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas do TDPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que cada qual está sujeita. Parece, assim que o TDPM é um distúrbio relacionado a pelo menos dois sistemas, hormonal e neuroquímico.
Em alguns casos o TDPM pode ser resultante de distúrbios endócrinos que interferem no funcionamento dos ovários e das supra-renais. O TDPM seria, dessa forma, decorrente de uma sensibilidade cerebral diferenciada, provavelmente de origem genética, para as flutuações ovulatórias fisiológicas hormonais.
Pelo lado neuroquímico, a hipótese que se tem proposto é que essas mulheres teriam uma atividade aumentada para a serotonina durante a chamada fase folicular e muito mais baixa durante a fase lútea (depois da ovulação), justificando assim a sintomatologia emocional da TDPM. As mulheres normais ou apenas com TPM, por sua vez, teriam a atividade da serotonina normal durante todo o ciclo (Inoue, 2007).
Por essa hipótese, acredita-se que as mulheres com TDPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, elas acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores do cotidiano que as mulheres sem o transtorno. Mesmo assim, mesmo sendo essa hipótese bastante aceita, deve-se ter cautela ao afirmar que o estresse seja a causa do TDPM ou, ao contrário, que o TDPM torna as mulheres mais vulneráveis ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997).
A hipótese da serotonina justifica a melhora do TDPM com o tratamento por antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina. Outras substâncias do metabolismo cerebral que parece estar envolvidas com a TDPM são o ácido gama amino butírico (GABA) e a noradrenalina. Além das hipóteses orgânicas para o TDPM, considera-se também a existência de alguma alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor da associação entre a TDPM e transtornos depressivos. Isso sugere que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações no estado de humor ou afetivo, poderia representar algum subtipo de Transtorno Afetivo, o qual se manifestaria ciclicamente, tal como uma espécie de ciclotimia (Roy-Byrne, 1987).
Realmente alguns estudos mostram que entre as mulheres com TDPM, 11% apresenta critérios para algum distúrbio do humor, normalmente depressão ou distimia e 5% delas apresenta algum transtorno alimentar, do tipo anorexia ou bulimia.
Outra linha de pesquisa sobre as causas do TDPM têm cogitado, juntamente com alterações dos neurotransmissores, complexos mecanismos envolvendo opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), endorfinas, prostaglandinas e sistema nervoso autônomo. As alterações no eixo hipotálamo-hipofisário também têm despertado grande interesse como desencadeantes do TDPM.

Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TDPM (Halbreich, 1981).
Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desses opiáceos, tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc.
Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados no TDPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas do TDPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto no TDPM.
Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TDPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982). Um outro estudo interessante, citado por Chei Tung Teng (2010), também relaciona a intensidade dos sintomas do TDPM aos alimentos. Ele refere pesquisa mostrando que os quadros mais graves são em pacientes com maior índice de massa corporal (IMC) e que apresentem fissuras por doces e chocolates.
Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas no TDPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.
O componente hereditário na causa da TDPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TDPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão está presente em 73% das pacientes com TDPM, reforçando a idéia a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica do período pré-menstrual.


Tratamento:


Não há tratamentos oficialmente padronizados para a TDPM. O que se propõe são formas de controle dos sintomas, que em alguns casos pode ser bastante eficaz. As medicações mais usadas são os antidepressivos, a bromocriptina, espirolactona, progesterona e estradiol. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que seja designada um tratamento personalizado.
Inúmeras vitaminas, minerais e aminoácidos quando ministrados de maneira criteriosa podem abolir os desagradáveis sintomas do TDPM. Os pacientes não devem usá-los sem orientação, imitando um tratamento preconizado para outra pessoa, já que alguns suplementos pioram ou melhoram o TDPM na dependência de dosagens apropriadas e de utilização em dias adequados do ciclo menstrual.
A par da suplementação apoiada em antioxidantes, elementos do complexo B, minerais, alguns aminoácidos e ácidos graxos polinsaturados, também é necessário um ajuste dietético com aumento da ingestão de fibras, redução de gorduras saturadas (gorduras animais) e de hidratos de carbono simples (açúcar e mel principalmente); redução do consumo de sal e cafeína (café, chá, refrigerantes do grupo cola, guaraná); limitar a ingestão de produtos lácteos (leite e derivados). Não se deve abusar de bebidas alcoólicas e recomenda-se a redução do stress e prática de exercícios.
As mulheres com tensão pré-menstrual devem limitar o consumo de alimentos gordurosos e o excesso de proteínas. Um tipo especial de gordura contudo é extremamente útil - o ácido cis-linoleico - encontrado em alguns óleos, especialmente o de girassol. As verduras, legumes, cereais e leguminosas, especialmente os integrais, fornecem grande parte dos elementos nutricionais que propiciam o adequado equilíbrio entre hormônios femininos, corrigindo o TDPM.
As associações mais comuns entre o TDPM e transtornos emocionais, como já dissemos, é com a depressão, havendo até uma maior progressão de ocorrer esta síndrome pré-menstrual em portadoras de quadros de depressão maior (Graze,1990). Algumas das mulheres que procuram tratamento para a TDPM apresentam piora, nessa fase do ciclo, de outros transtornos emocionais pré-existentes, como por exemplo, a bulimia, distimia, transtorno de ansiedade e abuso de substâncias, entre outros (Endicott, 1994).


Antidepressivos e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

O papel da serotonina nos transtornos da TPM tem sido cogitado nos últimos anos. O aumento nos níveis de andrógenos, especificamente aqueles isentos da testosterona podem influenciar o mecanismo serotoninérgico, resultando em disforia, em mudanças do apetite, da disposição e no aumento da irritabilidade (Endicott, 1981, 1982). Essas observações se baseiam em achados sobre uma diminuição da serotonina sanguínea e alterações de sua recaptação durante a fase luteínica do ciclo.
Simultaneamente há, ainda nesta fase do ciclo, um aumento da sensibilidade dos receptores 5-HT1A (serotonina). É, talvez, devido a tais alterações nos níveis de serotonina que se justifica o eficiente papel dos antidepressivos, notadamente dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), para o tratamento da TDPM. Outros neurotransmissores podem ter também um papel importante na TPM.
Outra evidência no TDPM é em relação ao limiar de pânico. O declínio dos níveis de progesterona na fase lútea, juntamente com o aumento do PCO2 resultam sintomas de opressão e falta de ar, sintomas estes envolvidos na sensação de alarme e considerados como sintomas de pânico.


Os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) têm sido recomendados como a primeira linha de tratamento (Atkins, 1997) para o alívio dos sintomas de alteração do humor no TDPM. Sintomas físicos ou a valorização psicológica dos sintomas físicos desse transtorno são também enormemente beneficiados pelos antidepressivos.
A fluoxetina, a sertralina, a paroxetina e o citalopram, todos ISRSs, atua favoravelmente nos transtornos disfóricos que acompanham grande número de casos de TDPM, notadamente na irritabilidade, angústia e depressão conforme publicação do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (1996).


Estudos duplo-cego mostram uma ação muito melhor dos ISRS em comparação ao placebo para o controle do componente emocional do TDPM, notadamente quando a disforia é uma manifestação marcante (Yonkers, 1997). Alguns trabalhos mostram que a sertralina, mesmo usada intermitentemente apenas durante os últimos 10 dias do ciclo e na dose de 75 a 100 mg/dia, apresentara uma resposta tão satisfatória quanto se usada durante todo o período (Halbreich, 1997).
Um dos fatores que vêm favorecendo a utilização dos antidepressivos ISRS para o tratamento do componente emocional do TDPM é a tolerabilidade e escassez de efeitos colaterais significativos e a segurança quanto à dependência (Freeman, 1997).

Fonte: Psiq.Web