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16 de dezembro de 2020

COMO ESTÁ SEU FIGADO?

 

11 sinais e sintomas mais comuns que indicam problemas

Embora os sintomas possam ser considerados genéricos e, muitas vezes, poucos específicos, saber como identificar problemas no fígado

com antecedência pode evitar que certas doenças se agravem. Como muitas doenças relacionadas a esse órgão são, de certa forma, silenciosas, a atenção deve ser redobrada.

Talvez você não saiba, mas o fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, pesando em média 1,5 quilo. Além disso, ele é um dos poucos órgãos com capacidade de regeneração, podendo voltar ao tamanho normal em caso de anomalias ainda que com funções limitadas. O fígado é responsável por sintetizar o colesterol e desintoxicar o organismo, entre outras características.

Por sua importância, ao menor sinal de problemas você deve procurar um médico. Porém, quais são os sinais mais frequentes? Nesse artigo, falaremos um pouco sobre eles.

Sintomas mais comuns em problemas no fígado

A lista de sintomas que possivelmente representam um problema no fígado é extensa, mas vale lembrar que perceber apenas um deles não significa necessariamente que este é o órgão afetado. Um exame mais apurado feito por um médico e eventualmente exames laboratoriais é que vão determinar um diagnóstico preciso. 

Preste atenção aos seguintes sintomas:

  1. Dores na região superior direita da barriga;
  2. Enjoos ou tonturas com muita frequência;
  3. Dores de cabeça diárias;
  4. Cansaço sem razão aparente;
  5. Facilidade de ficar com hematomas após pancadas leves;
  6. Cor amarelada nos olhos ou na pele;
  7. Urina com cor escura e cheiro mais forte;
  8. Falta de apetite;
  9. Fezes de cor amarelada, esbranquiçada ou cinzentas;
  10. Barriga inchada;
  11. Sensação de coceira em todo o corpo.

Se você marcou apenas um problema da lista são pequenas as chances de que o seu fígado esteja com algum problema. Porém, dois ou mais sintomas confirmados podem ser um sinal de que alguma coisa está errada e não custa verificar com um médico que tipo de problema isso pode representar.

Quem está mais propenso a apresentar problemas no fígado?

O excesso de gordura é uma das principais causas de problemas no fígado. Assim, pessoas com alimentação inadequada, composta por muitas frituras ou alimentos industrializados, estão mais suscetíveis a apresentar alguns desses sintomas. Pacientes com sobrepeso ou que não praticam atividades físicas têm riscos ainda maiores. A 

Outro vilão do fígado são as bebidas alcóolicas. O órgão tem a capacidade de transformar esse elemento em outras substâncias. Porém, quando a ingestão de álcool ocorre em quantidades maiores do que o fígado é capaz de processar isso pode resultar em lesões nas células hepáticas. A doença hepática alcóolica está entre os males mais comuns que acometem o fígado.

Quais são os problemas mais comuns relacionados ao fígado?

Além da doença hepática alcóolica, podemos citar ainda as hepatites (A, B, C, D e E) – todas causadas por vírus – a esteatose hepática, a esquistossomose a hepatite autoimune e a hepatite medicamentosa. Doenças causadas por acúmulo de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson) no fígado também são recorrentes, mas menos comuns.

A esteatose hepática é causada pelo acúmulo de gordura no fígado, porém os problemas não precisam necessariamente ser causados pela má alimentação. O diabetes e a ingestão de bebidas alcóolicas em excesso também podem resultar nessa condição. Nesse caso, os sintomas são pouco perceptíveis e somente exames de sangue ou ultrassonografia podem identificar a doença com precisão.

Já a hepatite autoimune é causada por disfunções no sistema imunológico. Nesse cenário, são produzidos anticorpos capazes de destruir as células do fígado. O grande problema dessa doença é que praticamente não há sintomas nas fases iniciais e quando o paciente descobre o fígado já pode estar bastante danificado.

A esquistossomose, popularmente conhecida como “barriga d’água”, é causada por um parasita presente em caramujos encontrados em lagoas da região Nordeste. A doença tem sintomas similares aos da cirrose, mas também se manifesta somente em fases mais avançadas.

Por fim, há ainda as hepatites virais. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C, enquanto na África e na Ásia as do tipo D e E são mais frequentes. A transmissão pode ocorrer em decorrência de contato com fezes, especialmente em áreas sem saneamento básico adequado, por meio de transmissão sanguínea, em decorrência de sexo desprotegido ou compartilhamento de seringas e agulhas, ou ainda da mãe para o filho durante a gravidez

Orientação médica é essencial

Como mencionamos acima, o simples fato de você perceber um ou dois sintomas relacionados a problemas no fígado não significa necessariamente que se trata de uma doença associada a esse órgão. Porém, a recomendação principal é: se você apresenta dois ou mais sintomas como os descritos acima, procure um clínico geral.

Ele é o profissional que poderá fazer exames preliminares e encaminhá-lo, se necessário, a um hepatologista, especialista em doenças do fígado. Como muitos dos sintomas se manifestam de forma tardia, ao percebê-los é fundamental não adiar a visita ao médico, pois o quadro da doença pode ser mais avançado do que o que se imagina.

Alimentação saudável, exercícios físicos, não usar bebidas alcoólicas e sexo seguro são as principais formas de evitar qualquer problema relacionado ao fígado. Como se trata de um dos órgãos mais importantes do corpo humano, dê atenção total a ele. Faça exames de rotina e consulte um médico em caso de dúvidas.

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12 alimentos bons para o fígado

Fígado saudável é sinônimo de corpo bem cuidado: conheça o poder dos alimentos bons para o fígado e mantenha a sua saúde em dia.

O fígado desempenha papel fundamental em nosso corpo, realizando funções que afetam todo o metabolismo e permitem o funcionamento geral de nosso organismo.  Por isso, ter uma rotina que inclua o consumo de alimentos bons para o fígado é essencial para a nossa saúde.

Maior glândula do corpo humano, o fígado é especialmente conhecido por seu papel fundamental na digestão (produção da bile). É nele também que ocorre o metabolismo de proteínas e lipídeos, o processamento dos hormônios e a destruição de células sanguíneas que já não estão em boas condições. Ainda, esse órgão tem a função de armazenar vitaminas e minerais e transformar alguns carboidratos em glicose, a nossa principal fonte de energia.

Outra função muito famosa do fígado é a desintoxicação do nosso organismo. Esse órgão promove o metabolismo de gorduras, álcool, nicotina, cafeína e medicamentos, entre outras substâncias, além de filtrar o sangue, capturar as toxinas e enviá-las ao rim para que sejam eliminadas.

Ou seja, o fígado regula o corpo para que ele continue funcionando em toda sua capacidade e promove uma verdadeira limpeza no organismo. Em consequência, um problema nessa glândula causará prejuízos a vários outros órgãos e processos, de forma que é essencial cuidar bem dela. Pensando nisso, elaboramos uma lista com 12 bons alimentos para o fígado para você incluir na sua dieta:

1. Maçã

As maçãs agem como um limpador e neutralizador de toxinas ao longo de todo o sistema digestivo. Isso acontece porque a fruta é rica em pectina e outras substâncias que favorecem a desintoxicação, diminuindo a carga de trabalho para o fígado.

2. Abacate

Além fornecer gorduras boas que ajudam a equilibrar os níveis de colesterol, o abacate é fonte de muitos nutrientes que ajudam o fígado a produzir glutationa, substância que permite a desintoxicação causada por diversos elementos absorvidos em nosso dia a dia.

3. Alho

O alho é um alimento rico em alicina e selênio, ambos de extrema importância para a limpeza do fígado. Este vegetal ainda possui alto nível de enxofre, que estimula o funcionamento das enzimas envolvidas na eliminação das toxinas.

4. Cebola

Muito parecida com o alho na grande quantidade de alicina, a cebola também está entre os alimentos bons para o fígado, favorecendo o funcionamento das enzimas que promovem a limpeza do organismo.

5. Frutas cítricas

As frutas cítricas possuem alto nível de vitamina C, uma substância que facilita a tarefa do fígado na hora de converter toxinas em compostos químicos solúveis em água, o que favorece sua eliminação pela urina.

Frutas como o limão, a toranja, laranja e a lima são os destaques nesse grupo. Consumir algumas delas in natura, na forma de suco ou como tempero são boas maneiras de estimular o funcionamento do fígado.

6. Nozes

As nozes são alimentos bons para o fígado por fornecer ômega-3 e glutationa em abundância, componentes que ajudam a fazer a limpeza do organismo. Esses alimentos também são excelentes companheiros do fígado na eliminação da amônia devido ao seu conteúdo de arginina.

7. Cenoura

Com fartura de flavonoides e betacaroteno, a cenoura oferece também uma grande variedade de vitaminas (A, B, C, potássio, fósforo e cálcio). Todos estes elementos favorecem o bom funcionamento do fígado e colaboram na prevenção de doenças, principalmente infecções.

8. Beterraba

Assim como a cenoura, a beterraba é rica em flavonoides, betacaroteno, vitaminas e minerais, substâncias que são fundamentais em qualquer dieta para permitir o bom funcionamento do fígado e outros órgãos.

O famoso suco de beterraba e cenoura é uma combinação perfeita para quem quer dar uma mãozinha às funções hepáticas.

9. Chá verde

O chá verde, muito conhecido como peça-chave em dietas de emagrecimento, conta com muitos antioxidantes da classe das catequinas, que facilita a execução das principais funções do fígado, principalmente em relação à desintoxicação do organismo.

10. Azeite de oliva

Este alimento, assim como a maçã, poupa o excesso de trabalho do fígado. Isso porque ele participa da produção lipídios capazes de absorver uma série de toxinas ao longo de todo o trato digestivo, facilitando sua eliminação.

11. Grãos

Os grãos atuam diretamente no controle de gorduras no fígado e fazem com que o órgão se mantenha em equilíbrio para atender a todas as demandas do corpo. Alguns exemplos de bons grãos são os cereais integrais (arroz e trigo, por exemplo), feijão-branco, lentilha e Quinoa.

12. Vegetais de folhas verdes

Vegetais de folhas verdes como agrião, couve, espinafre, rúcula e salsinha, entre outros, estimulam a produção da bile, necessária para a digestão das gorduras. Além disso, esses alimentos contêm uma grande quantidade de clorofila, substância que neutraliza compostos prejudiciais como produtos químicos, resíduos de pesticidas e metais pesados.

Já os brócolis e a couve-flor favorecem a produção de enzimas que combatem substâncias cancerígenas, ajudando o fígado a livrar o organismo dessas toxinas.

Mude pequenos hábitos e melhore a saúde do seu fígado

Alguns hábitos que você pode adotar no seu dia a dia ajudam o fígado a funcionar de forma plena e regular, o que beneficia outros órgãos e sistemas e proporciona o bom funcionamento do organismo como um todo.

Hábitos como tomar bastante água, optar por refeições com maior valor nutricional e menos alimentos industrializados, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, podem melhorar significativamente o desempenho do seu fígado em todas as suas funções.

Também é importante se lembrar de incluir em suas refeições os alimentos bons para o fígado que listamos neste artigo, de preferência alternando entre eles durante a semana para fornecer ao seu organismo uma boa variedade de nutrientes e benefícios.

Fonte(s): Mundo Boa Forma (1 e 2), Melhor com Saúde (1234 e 5), Toda BiologiaConquiste Sua vida  e Tua Saúde

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Cirrose Alcoólica: 

Sintomas, Tratamentos e Causas

 

A doença hepática alcoólica é a lesão no fígado causada pela ingestão excessiva de álcool.

Em geral, a quantidade de álcool consumido (cerca de 20g/dia nas mulheres e 40g/dia nos homens) determina a probabilidade e a importância da lesão hepática. Contudo, nem todas as pessoas que bebem excessivamente desenvolvem hepatite alcoólica, enquanto pessoas que bebem menos podem ter a doença.

As mulheres são mais vulneráveis à doença hepática alcoólica do que os homens. O álcool pode provocar três tipos de lesões hepáticas: a acumulação de gordura (esteatose), a inflamação (hepatite alcoólica) e o aparecimento de cicatrizes (cirrose).

 

Causas

Quando o álcool é metabolizado no fígado, ele produz substâncias altamente tóxicas. Estas substâncias podem causar inflamação no fígado, um quadro conhecido como hepatite alcoólica. Se essa inflamação persistir cronicamente, surgem cicatrizes no órgão (fibrose). Quando a fibrose é muito extensa, o quadro se caracteriza como cirrose.

Apesar do alto consumo de álcool provocar a doença hepática alcoólica, não se sabe exatamente como a doença se desenvolve. Dessa forma, outros fatores podem estar envolvidos no surgimento da doença, tais como:

·         Fatores genéticos que afetam o modo como o corpo processa o álcool

·         Presença de outras doenças do fígado, tais como a hepatite C

·         Subnutrição.

·         A doença hepática alcoólica é um problema sério. Aproximadamente 35% dos alcoólatras ou bebedores pesados desenvolvem o problema.

·         Marque uma consulta médica se você tem qualquer sinal ou sintoma de doença hepática alcoólica ou outros sintomas que causarem desconfiança. Se você sentir que não tem controle sobre a quantidade de álcool que está bebendo e precisa de ajuda, marque uma consulta.

·         Se você suspeita que tem algum problema relacionado ao consumo de álcool, interrompa o uso até a consulta médica. Se não conseguir, peça ajuda a algum familiar ou amigo.

·          

 

 

Os sintomas de doença hepática alcoólica grave incluem:

·         Retenção de grandes quantidades de líquido na cavidade abdominal (ascite)

·         Confusão e mudanças de comportamento devido a danos cerebrais do acúmulo de toxinas (encefalopatia)


ENCEFALOPATIA HEPÁTICA

 

Encefalopatia hepática: 


sintomas, tratamentos e causas

O que é Encefalopatia hepática?

A encefalopatia hepática, também conhecida como coma hepático, é uma perturbação pela qual a função cerebral se deteriora devido a altas quantidades de substâncias tóxicas presentes no sangue – substâncias estas que deveriam ter sido eliminadas pelo fígado.

Causas

As causas exatas da encefalopatia hepática ainda são desconhecidas. Sabe-se, no entanto, que a encefalopatia hepática é causada por distúrbios que afetam o fígado, entre eles estão os que reduzem a função hepática (como cirrose ou hepatite) e doenças nas quais a circulação sanguínea não penetra no fígado.

Uma importante função do fígado é transformar substâncias tóxicas produzidas pelo corpo ou ingeridas (como remédios) em substâncias inofensivas. No entanto, quando o fígado está prejudicado, essas substâncias podem se acumular na corrente sanguínea. A amônia, por exemplo, que é produzida pelo corpo quando as proteínas são digeridas, é uma das substâncias tóxicas neutralizadas pelo fígado. Várias outras substâncias podem se acumular no corpo se o fígado não funcionar bem. A presença dessas substâncias no sangue pode causar sérios danos ao sistema nervoso.

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A encefalopatia hepática é muito comum em pessoas diagnosticadas com doença hepática crônica, mas também pode ocorrer repentinamente em pessoas que nunca apresentaram problemas no fígado antes.

A encefalopatia hepática pode ser desencadeada por:

·         Desidratação

·         Ingestão de proteínas em excesso

·         Anormalidades dos eletrólitos (principalmente redução do nível de potássio) resultantes de vômitos ou por causa de alguns tipos de tratamentos e medicamentos, como diuréticos

·         Sangramentos do intestino, estômago ou esôfago

·         Infecções

·         Problemas renais

·         Baixos níveis de oxigênio no corpo

·         Complicações na colocação do desvio

·         Cirurgia

·         Uso de medicamentos que inibem o sistema nervoso central.


A encefalopatia hepática pode ocorrer como um distúrbio agudo e reversível ou como um distúrbio crônico e progressivo associado à doença hepática crônica.

 

Fatores de risco

Fatores que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver encefalopatia hepática incluem:

·         cirrose

·         Algumas condições que afetam os níveis de fluidos e eletrólitos, como hiponatremia e hipercalemia

·         Insuficiência renal aguda

·         Insuficiência renal crônica

·         Infecções

·         Sangramento gastrointestinal

·         Certos medicamentos, como sedativos e antiepilépticos

·         Prisão de ventre

·         Hepatite infecciosa ou autoimune.


Sintomas de Encefalopatia hepática

Os sintomas podem aparecer aos poucos e se agravar gradualmente, como também podem aparecer de repente e serem graves desde o início. Alguns sinais moderados podem ser notados quando a doença ainda está no início, como:

·         Hálito bolorento ou doce

·         Alterações no sono

·         Mudanças no raciocínio

·         Leve confusão

·         Esquecimento

·         Confusão mental

·         Mudanças de humor e de personalidade

·         Falta de concentração

·         Baixa capacidade de discernimento

·         Piora na escrita ou perda de outros movimentos manuais.

Já os sintomas mais graves incluem:


·         Movimentos anormais ou tremores nas mãos ou braços

·         Agitação, excitação ou convulsões (estes ocorrem raramente)

·         Desorientação

·         Sonolência ou confusão

·         Comportamento inadequado ou alterações graves de personalidade

·         Fala arrastada

·         Movimento lento ou arrastado.

O paciente com encefalopatia hepática pode tornar-se inconsciente e indiferente, com grande possibilidade de entrar em coma. Pacientes com encefalopatia hepática muitas vezes não são capazes de cuidar de si mesmos por causa desses sintomas e precisam de acompanhamento médico e ajuda familiar.

Buscando ajuda médica

Entre em contato com um médico se ocorrerem mudanças no estado mental ou outros problemas no sistema nervoso, principalmente se existe certeza ou pelo menos suspeita de doença hepática. A encefalopatia hepática pode piorar rapidamente e se tornar uma condição de emergência, muitas vezes irreversível se não houver atendimento médico.

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Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar uma encefalopatia hepática estão:

·         Neurologia

·         Gastroenterologia ou hepatologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram

·         Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

·         Quais foram os sintomas apresentados até aqui?

·         Quando os sintomas surgiram?

·         Qual a intensidade dos sintomas?

·         Você ou seu ente querido foram diagnosticados recentemente com alguma doença hepática?

·         Você ou seu ente querido têm doença hepática crônica?

·         Entre os sintomas apresentados, estão presentes casos esporádicos de esquecimento, confusão mental, confusão, alterações no sono, mudanças de humor e problemas de concentração?.

Diagnóstico de Encefalopatia hepática

O médico realizará um exame físico e poderá diagnosticar, também, por meio da observação clínica, principalmente no que diz respeito aos sinais emitidos pelo sistema nervoso de que alguma coisa está errada. Estes sinais podem variar:

·         Falta de coordenação e tremores nas mãos ao tentar estender os braços à frente do corpo e levantá-los

·         Estado mental anormal, principalmente as funções cognitivas (raciocínio), como traçar linhas para conectar números

·         Sinais de doença hepática, como pele e olhos amarelados (icterícia) e retenção de líquido no abdome (ascite), e, ocasionalmente, um odor bolorento no hálito e na urina.

A observação clínica, porém, não é suficiente para fazer o diagnóstico preciso. O médico deverá solicitar alguns exames, que podem incluir:

·         Hemograma completo ou hematócrito para verificar se há anemia

·         Tomografia computadorizada da cabeça ou ressonância magnética

·         Eletroencefalograma

·         Exames de função hepática

·         Tempo de protrombina

·         Níveis séricos de amônia

·         Níveis de sódio no sangue

·         Níveis de potássio no sangue

·         Nitrogênio úrico no sangue (BUN) e creatinina para verificar o funcionamento renal.


Tratamento de Encefalopatia hepática

A encefalopatia hepática pode se tornar uma emergência médica e, nestes casos, a internação pode ser necessária.

O primeiro passo do tratamento, no geral, é identificar e tratar qualquer fator que possa ter causado a encefalopatia hepática.

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Dependendo do caso, é preciso parar o sangramento gastrointestinal e dar a devida atenção a infecções, insuficiência renal e anormalidades dos eletrólitos (principalmente potássio).

Poderá ser necessária a ajuda de aparelhos para respiração e circulação sanguínea, principalmente se o paciente estiver em coma. Pacientes com casos graves e repetidos de encefalopatia podem ter que reduzir a ingestão de proteínas para baixar a produção de amônia. No entanto, é importante consultar um nutricionista, pois quantidades muito baixas de proteína na dieta podem causar desnutrição. Pacientes em estado crítico podem precisar de alimentação por via intravenosa ou por sondas.

Antibióticos podem ser prescritos para evitar que as bactérias intestinais produzam amônia. Sedativos, tranquilizantes e outros medicamentos que são processados pelo fígado devem ser evitados ao máximo. Medicamentos que contenham amônia (inclusive alguns antiácidos) também devem ser evitados.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.


Encefalopatia hepática precisa de tratamento, pois, quando não tratada, pode evoluir para problemas de saúde mais graves, como:

·         Hérnia cerebral

·         Edema cerebral

·         Colapso cardiovascular

·         Insuficiência renal crônica

·         Insuficiência respiratória

·         Sepse

·         Danos permanentes ao sistema nervoso central (no que diz respeito à movimentação, sensação ou estado mental)

·         Coma progressivo e irreversível

·         Efeitos colaterais dos medicamentos.

Encefalopatia hepática tem cura?

A encefalopatia hepática grave pode ser tratada. As formas crônicas da doença tendem a piorar ou ser reincidentes.

Ambas as formas podem resultar em coma irreversível e morte. Cerca de 80% dos pacientes morrem quando entram em coma. A recuperação e o risco de a doença voltar variam de paciente para paciente.

Prevenção

O tratamento de algumas doenças hepáticas pode evitar casos de encefalopatia hepática. Da mesma forma, evitar o consumo de álcool e o uso de drogas injetáveis pode evitar muitas doenças hepáticas.

Se houver algum sintoma do sistema nervoso em uma pessoa com doença hepática conhecida ou suspeita, ligue para o médico imediatamente.


Sociedade Brasileira de Neurociência

Ministério da Saúde