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10 de fevereiro de 2012

VIVA EM UMA CASA SUSTENTÁVEL

Dicas práticas ajudam você a deixar o lar mais ecológico
Escutamos falar de sustentabilidade o tempo todo e queremos fazer nossa parte para um mundo melhor. Mas como? Neste artigo você vai encontrar dicas práticas para deixar sua casa ou apartamento um pouco mais sustentável. Assim ajudamos o planeta, nos sentimos melhor conosco e damos mais um passo em direção ao destino que todos desejam: a felicidade.
Quando falamos em sustentabilidade temos que levar em conta três fatores: o meio ambiente, as pessoas e as finanças. O nosso querido planeta está sofrendo porque gastamos água e energia em excesso, consumimos muito e produzimos grandes quantidades de lixo. Levando isso em consideração, confira abaixo dicas ambientais que cabem no bolso e deixam seu lar mais ecológico.
Lixo e desperdício
A primeira dica para quem quer desperdiçar menos é implantar no lar um sistema de tratamento de lixo orgânico, conhecido como minhocas. A ideia é jogar todo o lixo em uma caixinha onde vivem minhocas. Os animais - silenciosos e limpos - têm a função de deglutir todo o lixo. Eu uso há mais de um ano, jogo papel, jornal, frutas, pão velho, bolo, cascas, saquinho de chá e coador de papel com borra de café. Só não vale: plásticos, carnes, cítricos, baterias e derivados do leite. As caixinhas com as minhocas vêm pelo Correio (isso mesmo) e você ajuda a diminuir a quantidade de lixo depositado no planeta.

E o que fazer com computadores e objetos eletrônicos velhos?

Entidades não-governamentais, como a CDI, promovem trabalhos sociais e aceitam doações de aparelhos eletrônicos de pessoas e empresas.

Água
é outra coisa que não podemos dar ao luxo de gastar ou estragar, certo? Todo mundo já sabe que deveríamos tomar banhos mais curtos, mas ninguém faz. Então está na hora de começar. Compromisso é sempre a chave da mudança!
Além disso, podemos fazer o seguinte: descarte o óleo de cozinha de forma correta. Já vimos muitas campanhas sobre isso, mas as pessoas ainda não se habituaram. Mas é simples. Basta esperar o óleo esfriar e em seguida guardar em uma garrafa pet. A maioria dos restaurantes aceita que você deixe de vez em quando um litro de óleo lá. Esses estabelecimentos não reutilizarão o óleo, simplesmente darão a ele o destino correto, como são obrigados por lei. Se morar na região de São Paulo e cidades vizinhas, veja a lista de locais de coleta de óleo no Instituto Triângulo e na ONG Trevo. No Rio de Janeiro você pode vender seu óleo usado aqui. O Instituto Akatu também dá alguns endereços de entrega nas cidades no Brasil. Quem tem tiver terreno em casa também pode jogar um pouco de óleo na terra, pois será absorvido e utilizado pelas plantas. Mas cuidado para não exagerar na quantidade.

Poupe energiaEste tema é de amplo conhecimento, e muita gente já ouviu falar sobre o quanto é importante gastar pouco e comprar equipamentos cada vez mais econômicos, tanto para o bolso quanto para o planeta. Além disto, experimente adotar novos hábitos no dia-a-dia, como:
desligar os equipamentos da tomada. Assim reduzimos de 5 a 15% o consumo de energia e ainda nos livramos dos efeitos indesejáveis dos campos eletromagnéticos, principalmente à noite. Isso inclui o carregador do celular.
evite utilizar o elevador e opte pelas escadas. Além de poupar mais energia você ainda fica em forma. Se achar muito difícil subir as escadas, tente pelo menos descer. Já é um começo de uma vida mais sustentável e ao mesmo tempo mais saudável.
Allan Lopes -Geobiólogo, autor do projeto Geosounds - Melodias para a Terra, fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Geobiologia (IBG)
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Aqui estão mais dez dicas para deixar sua casa ecologicamente correta:

1. Prefira detergentes biodegradáveis e produtos de limpeza que não agridam o meio ambiente. O cloro da água sanitária gera poluentes que prejudicam a flora e a fauna. Evite aerossóis com CFC, gás responsável pelo buraco na camada de ozônio.

2. Não escove os dentes com a torneira aberta. Gastam-se até 12 litros de água cada vez que se faz a higiene bucal sem fechar a torneira. Na cozinha, ensaboe a louça toda antes de abrir a torneira para o enxágüe.

3. Economize papel. Estima-se que para cada 100 quilos de papel reciclado são poupadas sessenta árvores.

4. Banhos que duram quinze minutos são ecologicamente incorretos: gastam em média 243 litros de água. A ONU diz que cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene.

5. Pilhas, baterias e lâmpadas contêm substâncias que podem contaminar a terra e o lençol de águas subterrâneas. A Comlurb dispõe de cestas verdes para a coleta de pilhas e baterias. A localização delas está no site www.rio.rj.gov.br/comlurb/

6. Leve sua própria sacola de compras ao supermercado. Isso diminui o consumo de sacos plásticos, reduzindo também o volume de lixo produzido.

7. Separe o lixo para reciclagem. A Comlurb calcula que apenas 5% do lixo da cidade é separado, apesar de haver coleta seletiva em quarenta bairros.

8. Só use a máquina de lavar roupa quando ela estiver cheia. Com poucas peças e lavagens freqüentes, gastam-se mais água e energia. A Light informa que, ligando a máquina dia sim, dia não, a economia é de 9 quilowatts-hora por mês na conta de luz.

9. Não compre nem cozinhe mais alimentos do que vai consumir. Segundo a Comlurb, 61% do lixo carioca é sobra de alimentos. O lixo úmido (restos de comida) deve ser separado do seco (plásticos, vidro, latas, papéis e metais). O material reciclável deve ser posto em sacos transparentes, para facilitar a identificação.

10. A geladeira e o freezer podem responder por 30% do consumo de luz. Compre os que têm o selo Procel (Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica). Evite deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo e não guarde alimentos ainda quentes.

Fonte: Guia de Boas Práticas para o Consumo Sustentável do Ministério de Meio Ambiente
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Arquitetura Sustentável - O que é um projeto sustentável
Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.

O projeto de arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo , estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Se compromete a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem contudo, ser inviável economicamente.

A elaboração de um projeto de arquitetura na busca por uma maior sustentabilidade deve considerar todo o ciclo de vida da edificação, incluindo seu uso, manutenção e sua reciclagem ou demolição. O caminho para a sustentabilidade não é único e muito menos possui receitas, e sim depende do conhecimento e da criatividade de cada parte envolvida.

“É extremamente importante que o profissional tenha em mente que todas as soluções encontradas não são perfeitas, sendo apenas uma tentativa de busca em direção a uma arquitetura mais sustentável".

Alguns princípios básicos devem nortear o projeto:

• Avaliação do impacto sobre o meio em toda e qualquer decisão, buscando evitar danos ao meio ambiente, considerando o ar, a água, o solo, a flora, a fauna e o ecossistema;
• Implantação e análise do entorno;
•Seleção de materiais atóxicos, recicláveis e reutilizáveis;
• Minimização e redução de resíduos;
•Valorização da inteligência nas edificações para otimizar o uso;
• Promoção da eficiência energética com ênfase em fontes alternativas;
• Redução do consumo de água;
•Promoção da qualidade ambiental interna;
• Uso de arquitetura bioclimática.

Quais as Vantagens de um projeto sustentável
O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos.

O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores. Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia?

A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.)

Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

•redução dos custos de investimento e de operação;
• imagem, diferenciação e valorização do produto;
• redução dos riscos;
• mais produtividade e saúde do usuário;
• novas oportunidades de negócios;
• satisfação de fazer a coisa certa.
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Construção sustentável custa mais caro?

A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto. Em alguns casos, podem atéreduzir custos. Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel.

Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso. Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.

O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.

“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.”
Antônio Setin (presidente da construtora Setin)

“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”
Alexandre Melão (Esfera)
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Conceito de Sustentabilidade

A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada pelo Brundtland Report, em 1987, afirmando que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.

Nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992, e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002. Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.
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Cenário da Construção Civil

As cidades e seu metabolismo são as grandes responsáveis pelo consumo de materiais, água e energia, sendo assim razoável pensar que, em um futuro próximo, continuarão a produzir grande impactos negativos sobre o meio natural.

Muitos destes impactos negativos são gerados pelo setor da construção civil, que responde por 40% do consumo mundial de energia e por 16% da água utilizada no mundo. De acordo com dados do Worldwatch Institute, a construção de edifícios consome 40% das pedras e areia utilizados no mundo por ano, além de ser responsável por 25% da extração de madeira anualmente. É natural que a sustentabilidade assuma, gradualmente, uma posição de cada vez mais importância neste cenário.

O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.
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Certificação e Avaliação Ambiental
A questão ambiental vem sendo debatida em todo o mundo, e tornou-se necessário adequar a arquitetura a esta demanda. Diversos países criaram critérios de avaliação para construções sustentáveis.

Os métodos para avaliação ambiental de edifícios surgiram na década de 1990 na Europa, EUA e Canadá com a intenção de encorajar o mercado a obter níveis superiores de desempenho ambiental. Pelo fato das agendas ambientais serem diferenciadas, os métodos empregados em outros países não devem ser utilizados sem as devidas adaptações, incluindo a definição dos requisitos de sustentabilidade que devam ser atendidos pelos edifícios no Brasil.

Atualmente, praticamente cada país europeu, além de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Hong Kong, possui um sistema de avaliação de edifícios. No Brasil, o atestado de boa conduta ambiental e social mais difundido é a Certifcação LEED do USGreen Building Council (GBC) [Conselho Norte Americano de Prédios Verdes]. Mas outros sistemas de certificação estão começando a despontar. Em abril de 2008 foi lançada a certificação para empreendimentos sustentáveis Alta Qualidade Ambiental (AQUA),que foi adaptada para atender as características ambientais do país.

24 de janeiro de 2012

Curta o verão com saúde

O verão é a estação do ano mais celebrada, e é a cara do Brasil. Férias, praia, viagem com a família... As pessoas passam o ano inteiro sonhando com isso. Mas, para que tudo ocorra como o planejado e as tão sonhadas férias não se tornem um pesadelo, é de extrema importância evitar que certos problemas aconteçam. Levar o carro para revisão, fazer reservas no hotel, trancar bem a casa, arrumar alguém que cuide do cachorro, garantir um bom estoque de protetor solar são itens que fazem parte do checklist dos candidatos a viajantes. Entretanto, muitas pessoas se esquecem de que o cuidado com a alimentação também é fundamental para garantir uma boa diversão."

Nessa estação, nosso hemisfério encontra-se mais próximo do sol e os dias são mais longos, enquanto as noites são mais curtas. As temperaturas se elevam e várias mudanças ocorrem no meio ambiente ao nosso redor. Não é de se espantar que nós, seres humanos, também passemos por mudanças que nos permitem uma adaptação a essa nova situação.
Nesse período, há aumento da transpiração com o objetivo de manter a temperatura corporal, levando a perda de água e sais que, se não repostos adequadamente com a alimentação e hidratação, pode levar à desidratação. Ao contrário do inverno, quando devemos ingerir alimentos mais energéticos (que geram mais calor durante seu metabolismo), no verão recomenda-se a ingestão de refeições mais leves e o mais naturais possível.
A exposição ao sol, nas praias e clubes, intensifica essas mudanças fisiológicas e podem agravar a perda de água e líquidos, que se associada a alimentação inadequada pode desencadear quadros dramáticos. Deve-se ter cuidado redobrado com as crianças, pois elas são mais sensíveis à perda de líquidos e sais, bem como aos efeitos maléficos do consumo de alimentos não indicados, podendo ser vítimas mais fáceis de desidratação, intoxicação alimentar,diarreia e outros problemas.

Alimentação

O primeiro cuidado a ser tomado é o de se alimentar em pequenas quantidades várias vezes ao dia. O café da manhã é uma das principais refeições do dia e não deve ser negligenciado. O almoço e o jantar devem constar de refeições leves, que são de digestão mais fácil e garantem uma maior disposição, evitando o consumo de alimentos gordurosos e massas com molhos pesados. Durante a manhã e também durante a tarde recomenda-se a ingestão de frutas e sucos naturais, mantendo assim um aporte mais ou menos contínuo de nutrientes ao nosso organismo, ao invés de poucas refeições em grande quantidade que fornecem picos momentâneos de energia.
Uma outra questão fundamental é o cuidado com o preparo e a conservação dos alimentos, principalmente os vegetais e as carnes. Quanto à conservação, é importante que sejam mantidos refrigerados e bem acondicionados em recipientes próprios já que as altas temperaturas podem acelerar sua degradação, além de favorecer a proliferação de bactérias e fungos. No preparo, devemos estar atentos à lavagem adequada de frutas, legumes e verduras, que deve ser feita de maneira rigorosa e com água tratada ou então fervida. Isso adquire importância maior ao consumirmos alimentos em bares e quiosques à beira da praia, locais onde muitas vezes esses cuidados são deixados de lado, seja por descuido ou pressa em atender aos clientes.
Como já comentamos, a ingestão de líquidos é de extrema importância para evitarmos a desidratação. Recomendamos que seja feita na forma de água e sucos naturais, que são agradáveis, leves e não dão aquela sensação de "barriga pesada", como acontece com refrigerantes e outras bebidas gaseificadas. Além disso, sucos naturais garantem um aporte adequado de vitaminas e sais minerais, o que não é garantido com o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas que favorecem a desidratação e a eliminação de sais minerais pela urina.

Os perigos
A adoção de padrões alimentares inadequados pode predispor os indivíduos a diversos perigos. A proximidade do verão leva muitas pessoas a aderirem a dietas milagrosas, que prometem resultados quase imediatos. Na verdade, esses regimes não fornecem quantidades adequadas de calorias, vitaminas e sais minerais, o que faz com que as pessoas já cheguem ao verão alimentando-se de maneira errada. A reeducação alimentar permite que a pessoa alimente-se bem durante todo o ano, não precisando fazer mudanças tão radicais quando chega o verão.
A falta de cuidados com a higiene na limpeza de alimentos para consumo ou em sua conservação pode leva à ingestão de alimentos contaminados. Com isso, podemos encontrar quadros de verminoses e gastrenterites, que podem manifestar-se apenas como diarreia de variados graus, ou como quadros mais graves que necessitam até de internação hospitalar. Daí a necessidade de atenção quanto a esses cuidados.
A ingestão de quantidades insuficientes de líquidos, aliada à perda aumentada devido à transpiração excessiva, predispõe à instalação de desidratação, que pode ser muito grave. As crianças são especialmente vulneráveis a essa complicação e, por isso, os pais devem estar atentos à hidratação adequada de seus filhos, principalmente quando expostos excessivamente ao sol. Lembrar que a diarreia e os vômitos secundários à ingestão de alimentos contaminados podem precipitar desidratação.

Dicas para aproveitar bem o verão
• Recomenda-se a ingestão de no mínimo três litros de líquido por dia. Mantenha seu organismo bem hidratado e abuse de água, sucos naturais e bebidas isotônicas, repondo assim os sais perdidos com a transpiração. Tente evitar sucos industrializados, pois eles contêm grande quantidade de açúcar e conservantes.
• Consuma à vontade legumes, verduras e frutas. Eles são de fácil digestão e causam menos aquela sensação de empachamento que pode comprometer sua disposição paras as atividades. As saladas cruas são excelentes opções para a obtenção de energia de forma leve e saudável, além das vitaminas e minerais, que são importantes para a prática de exercícios. As saladas devem ser temperadas com azeite, vinagre e limão. Importante: a maionese pode ser perigosa nessa época do ano, pois contém ovos crus, foco de contaminação de bactérias, favorecendo a ocorrência de diarreia.
• Quanto às carnes. Se você acha que não pode ficar sem elas, Dê preferência àquelas grelhadas ou assadas, pois elas fornecem menos gorduras e, conseqüentemente, menos calorias. Dessa forma, evitam o ganho excessivo de peso.
• Os alimentos que são ricos em carboidratos complexos, como os cereais integrais, frutas, verduras, arroz, feijão e batata, são uma ótima fonte de energia e ajudam a regular a quantidade de açúcar no sangue. Evite o consumo de açúcar e doces em geral, pois eles são absorvidos rapidamente, elevando em picos a quantidade de açúcar no sangue, o que não é recomendável.
• Evite alimentos ricos em gorduras, como manteiga, creme de leite, margarina, bacon, óleo vegetal. Além disso, mantenha distância de petiscos e aperitivos calóricos (os famosos "tira-gostos", como o amendoim, salgadinhos industrializados, condimentados e batatas fritas). Uma opção é substituí-los por legumes temperados e cortados (como pepinos, etc) ou queijo branco temperado com azeite e orégano.
• Sanduíches naturais são deliciosos, porém não substituem uma refeição e devem ser preparados na hora que forem consumidos. Eles podem ser uma opção nos lanches durante a manhã e à tarde, como acompanhamento aos sucos.
• Os alimentos ricos em vitamina C têm propriedades antioxidantes e ajudam a manter a pele saudável, combatendo os radicais livres. Recomenda-se a ingestão de frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, limão, maracujá e morango) e vegetais verde-escuros (agrião, brócolis, couve, espinafre, rúcula).
• O betacaroteno ajuda na obtenção e manutenção de um bronzeado mais intenso, por isso recomenda-se iniciar a ingestão de alimentos ricos nessa substância 15 dias antes da data desejada, mantendo a ingestão durante todo o verão. Esses alimentos são: a cenoura, a abóbora, o damasco, a laranja, o mamão, a manga e o pêssego.
• Respeite aquela vontade irresistível de tomar sorvete, mas escolha os sorvetes à base de frutas ou frozen yogurte, sem coberturas, caldas e outras delicias.
• Preparados com açaí são uma ótima maneira de resfriar o corpo e repor as energias gastas com o excesso de atividades físicas. No entanto, evite o consumo exagerado de açaí, pois ele é muito gorduroso e de difícil digestão, devendo ser ingerido após o treino e não antes do treino, como é comum. Além disso, se você pratica exercício físico, esteja mais atento à reposição de líquidos e sais minerais; uma opção é o consumo de bebidas isotônicas durante o exercício.
• Lembre-se que sua saúde é o mais importante, por isso não a sacrifique aderindo a dietas milagrosas que colocam em risco o seu bem estar. Invista na reeducação alimentar.
• Lave bem verduras, legumes e frutas, utilizando água tratada ou então fervida. Eles podem ser mantidos durante uma hora em uma mistura contendo água e algumas gotas de hipoclorito de sódio ou vinagre, com enxague adequado depois.
E divirta-se, pois afinal de contas você só pode aproveitar o verão uma vez por ano!
(Bibliomed)

DICAS DE DIETA - SOBREMESA TROPICAL

INGREDIENTES :
6 bananas-nanicas
1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado
4 colheres (sopa) de adoçante em pó
2 colheres (chá) de maisena
1 lata de creme de leite light
2 claras.

Modo de preparo:
Misture o suco de maracujá com uma xícara (chá) de água, o amido de milho e o adoçante em pó. Leve para engrossar. Bata as claras em neve na batedeira; retire, adicione o creme de leite e o creme de maracujá. Arrume em taças um pouco do creme de maracujá e rodelas de banana, terminando com creme. Enfeite com sementes de maracujá e leve à geladeira para gelar.
No Microondas: Engrosse o creme de maracujá por 3 minutos na potência alta. Mexa bem e faça o restante da receita conforme está explicado no preparo convencional.
Rendimento: 8 porções.

Algumas sugestões que também podem ser inseridas no cardápio, conforme sugere a nutricionista Mônica Gusmão.

Ingredientes para a salada tropical
* 1 xícara de tomates cereja cortados ao meio
* 6 folhas de alface americana picada
* 1 rodela média de abacaxi picada
* 2 fatias picadas de peito de peru light
* 1 cenoura crua cortada em cubos
* 2 palmitos picados
* 1 colher de chá de azeite de oliva
* Sal e limão a gosto

Modo de Preparo:

Misture todos os ingredientes em uma travessa. Cubra e leve à geladeira cerca de 30 minutos antes de servir. Rendimento: 4 porções

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Alimentação para o Verão

Com as altas temperaturas do Verão, os alimentos comercializados e consumidos ficam mais suscetíveis a perder seu valor nutricional, em especial aqueles alimentos que não ficam sob refrigeração ou que são conservados incorretamente. O calor favorece o crescimento e desenvolvimento de bactérias que, ao serem ingeridas, podem causar sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, e até mesmo quadros mais graves de intoxicação alimentar.
Além dos cuidados com a conservação dos alimentos como manter em temperaturas adequadas os diferentes tipos de alimentos, usar insumos frescos, evitar exposição ao calor, etc; no verão também é importante hidratar o nosso organismo.
Uma boa dica é ingerir bastante água, suco de frutas, água de coco, assim como alimentos ricos em líquido e minerais (que também são perdidos através do suor), como frutas (melancia, melão, laranja, caju), verduras (espinafre, couve, chicória) e legumes (tomate, pepino, chuchu, vagem). Bebidas alcoólicas e alimentos que contenham cafeína (café, guaraná em pó) favorecem a perda de líquidos do organismo, e devem ser substituídos por outrem ou ter seu consumo reduzido, conforme saliente a nutricionista Mônica Gusmão, da SPRIM Brasil.Os alimentos gordurosos e frituras também podem ser evitados porque além de estragarem com maior facilidade, são de digestão mais lenta, principalmente sob o efeito do calor. Prefira carnes magras, como peixe e frango grelhado. Mantenha uma refeição variada, com leite, queijo (preferencialmente os menos calóricos, como minas frescal), leguminosas (feijões, lentilha, ervilha), cereais (arroz, milho, mandioca) e muitas verduras, legumes e frutas (as cítricas são excelentes fontes de vitamina C, ideal após as grandes refeições, facilitando a absorção do ferro de origem vegetal pelo organismo).Realizar uma alimentação equilibrada proverá ao organismo todos nutrientes necessários para manter o organismo saudável: carboidratos e lipídios fornecem energia; proteínas desenvolvem e mantém o funcionamento normal de células e demais componentes estruturais; vitaminas e minerais são indispensáveis para as reações metabólicas do organismo; a água hidrata e favorece as funções corporais, contribuindo para o funcionamento adequado do intestino.

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Manga: a rainha das frutas tropicais
Ela é macia, com uma intensa cor amarela e com um sabor doce e agradável. Com todo mérito ela é considerada a rainha das frutas tropicais. Quem já não teve o doce prazer de se lambuzar com uma manga? Não é por acaso que ela é a fruta tropical mais consumida no mundo, com mais de 1.000 variedades conhecidas.
A fruta é originária do Sudoeste da Ásia. Cientistas já encontraram vestígios da manga datando de mais de 30 milhões de anos atrás. Ao longo dos anos a manga vem sendo cultivada em várias regiões tropicais e subtropicais e o Brasil só perde para o México quando o assunto é a produção do fruto.
Perfeitamente adaptada ao nosso clima a manga é muito cultivada nos quintais brasileiros, é muito comum ver pés de mangueira espalhados pelas cidades e áreas verdes como parques e praças. Os pés de mangueira podem chegar entre 30 e 40 metros de altura, são árvores frondosas e nos proporcionam uma linda visão quando carregadas de frutos em nosso quintal.
As mangas são frutas de época, começam a florar na primavera e dão seus frutos entre a primavera e o verão. Alias, ela é perfeita para o verão.
Entenda porque ela é perfeita para o verão conhecendo seus benefícios para a sua saúde:
A manga contém betacaroteno, é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes. Se você é uma pessoa muito ativa, seja fazendo seus exercícios físicos ou trabalhando fora, a manga é uma ótima maneira de repor o seu potássio e fibra. Uma manga média pode conter até 40% da sua necessidade de fibra diária.
A nutricionista Mariana Lindenberg em matéria para o portal R7 fala sobre os benefícios da manga. A doutora informa que a fruta é rica em vitaminas A, C e D, sendo essas vitaminas agentes antioxidantes, que ajudam a combater as substâncias tóxicas ao organismo, além de ajudar o sistema imunológico e retardar o envelhecimento.
In natura a manga já é perfeita, porém podemos aproveitá-la em diversas receitas e até em temperos, como o conhecido tempero indiano mango chutney.

Torta de manga simples 

http://tdg.ibxk.com.br/images/layout/blank.gifIngredientes
  • 3 mangas médias
  • 6 colhes de suco limão (puro)
  • 100 g de margarina cremosa
  • 1 lata de leite condensado 395 g
  • 1 lata de creme de leite 200 g
  • 1 envelope gelatina incolor sem sabor 24 g
  • 2 gemas
  • 2 xícaras chá de farinha de trigo
  • 1/2 xicara de açúcar
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
Modo de Preparo

Massa:
  1. Bata na batedeira a margarina, o açúcar, as gemas até virar um creme
  2. Adicione sobre este creme a farinha o fermento peneirado, a baunilha, amasse com as mãos até ficar uma massa homogênea, faça uma bola
  3. Leve à geladeira por 20 minutos
  4. Depois abra a massa em uma forma desmontável
  5. Fure com um garfo asse por 15 minutos ou até dourar, deixe esfriar
Recheio:
  1. Descasque as mangas corte em pedaços reserve algumas tirinhas para decorar, bata no liquidificador com pouco de água e peneire esta polpa
  2. Coloque no liquidificador a polpa o leite condensado o creme de leite e suco de limão faça um creme bem concentrado
  3. Dissolva a gelatina em 6 colheres de sopa de água em banho-maria
  4. Adicione ao creme
  5. Coloque este creme na forma com a massa já assada, leve à geladeira por 8 horas
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Outras receitas:

Ravióli Tropical
Ingredientes
300 gr de farinha de trigo
4 ovos inteiros e mais uma gema
1 colher chá de azeite
200 g de Q. de cabra ½ cura ralado
50 g de ricota
01 patada de noz moscada
10 folhas de manjericão picadas
300 ml de creme de leite fresco
01 colher de sopa de gengibre picado
100 g de Geleia Gourmet Mango Chutney
Sal e pimenta
 Água fervendo quanto baste para cozinhar os raviólis
Salsa crespa para decorar.

Modo de Fazer
Massa:Junte 3 ovos com a farinha de trigo, o azeite e uma pitada de sal. Misture bem até formar uma massa uniforme, corte em pedaços e passe em um cilindro de abrir massas varias vezes até ficar fina formando uma tira comprida e uniforme.
Recheio: Misture o queijo de cabra com a ricota, a gema o manjericão e a noz moscada.
Montagem:Estique a massa já aberta sobre uma superfície lisa e pincele com o ovo restante. Coloque o recheio (uma colher de sobremesa cheia) deixando em espaço de 3cm entre um e outro. Coloque um retângulo de massa sobre o recheio, aperte com as mãos entre os recheios para retirar todo o ar. Corte cada ravióli com um anel de 8 cm de diâmetro.Em uma panela coloque o creme de leite com o gengibre e uma pitada de sal, deixe reduzir pela metade e acrescente a geleia.
Decoração:Disponha os raviólis aquecidos sobre o prato e o molho por cima. Decore com ramos de salsa crespa.

Shake tropical – ReceitaIngredientes
- ½ copo(100 ml) de água,

- 1 fatia fina de abacaxi,

- 4 morangos,

- ½ col/sopa de folhas de hortelã

- 1 col./sobremesa de linhaça

Modo de Preparo
Primeiro você deve lavar as frutas adequadamente, e em seguida juntar todos os ingredientes e bater no liquidificador.
E o shake está pronto para ser consumido.

12 de novembro de 2011

Deixe grãos e sementes de molho antes de consumi-los.






Afinal, qual é a vantagem de se deixar grãos e sementes de molho previamente? Deixar os grão de molho não diminui seu valor nutritivo? Deixar grãos e sementes de molho não altera o seu sabor?
São estas e muitas outras dúvidas que surgem, e que eu espero sinceramente conseguir responder no texto a seguir.
A bem intencionada recomendação atual para se consumir grãos integrais como faziam nossos ancestrais e farinhas de grão integrais é, em parte, enganosa, e pode trazer sérias conseqüências para a nossa saúde. Sim, nossos ancestrais consumiam grãos integrais, mas nem de longe, da forma como consumimos atualmente. Nossos ancestrais, sabiamente, deixavam de molho ou fermentavam seus grãos antes de consumi-los ou prepará-los na forma de mingaus, pães, bolos, etc. Um rápido passeio pela culinária tradicional do mundo nos prova esta verdade: ma Índia, o arroz e a lentilha são fermentados por pelo menos 2 dias antes de serem preparados como idli e dosas; na África os nativos deixam a farinha de milho grossa deixada de molho durante a noite para depois adicioná-la em sopas e caldos, e eles fermentam milho ou amaranto por vários dias para então produzir um mingau azedo, conhecido por ogi; em outras culturas o mesmo prato era preparado com aveias deixadas de molho; em alguns países orientais e latino-americanos o arroz passa por uma longa fermentação antes do seu preparo; a Etiópia tem seu tradicional pão injera, preparado com o grão “teff”, que é fermentado por muitos dias; bolos de milho mexicanos, conhecidos como pozol, são fermentados em folhas de bananeira; antes da introdução dos fermentos comerciais, os europeus assavam pães pesados, massudos, feitos a partir de fermentação natural; os pioneiros norte-americanos eram famosos por seus pães de massa azeda, panquecas e biscoitos. Talvez alguns senhores e senhoras de mais idade ainda se lembrem da recomendação de deixar de molho, que vinha escrita nos pacotes de aveia para mingau de antigamente…
Eu não sei bem de onde vinha esse conhecimento ancestral de deixar grãos de molho ou fermentando antes de consumi-los, mas é importante citar que estas práticas se adéquam muito bem ao que a ciência moderna sabe sobre os grãos.
Todos os grãos contém ácido fítico (um ácido orgânico no qual o fósforo é ligado) em sua camada mais externa. O ácido fítico pode-se lgar ao cálcio, magnésio, cobre, ferro e especialmente ao zinco no trato intestinal e bloquear a sua absorção. É por isso que uma dieta rica em grãos integrais não fermentados pode levar a sérias deficiências de minerais e perdas ósseas. A moderna, mas incorreta recomendação para o consumo de grandes quantidades de grãos integrais normalmente melhora o trânsito intestinal num primeiro momento, mas pode levar a problemas como a síndrome do intestino irritado, entre outros desagradáveis efeitos colaterais a médio e longo prazo.
Deixar de molho permite que enzimas, lactobacilos e outras substâncias quebrem e neutralizem o ácido fítico. Um mínimo de 7 horas de molho em água morna e meio ácido (conseguido com soro de iogurte ou gotinhas de limão) é capaz de neutralizar uma grande parcela do ácido fítico contido nos grãos. A simples prática de deixar grãos de molho por um período antes de consumi-los irá aumentar enormemente seus benefícios nutricionais.
Deixar de molho em água morna também irá neutralizar inibidores enzimáticos, presentes em todas as sementes, e predispões a produção de numerosas enzimas benéficas. A ação dessas enzimas também aumenta as quantidades de vitaminas disponíveis, especialmente as vitaminas do complexo B.
Os pesquisadores também aprenderam que certas proteínas dos grãos, especialmente o Goten, são bastante difíceis de digerir. Uma dieta rica em grãos integrais não fermentados, em particular os grãos com alto teor de glúten como o trigo, sobrecarrega enormemente todo o mecanismo digestivo. Quando este mecanismo digestivo “gasta” por causa da idade avançada ou por excesso de uso, os resultados são observados na forma de alergias, doença celíaca, doenças mentais, indigestão crônica e crescimento descontrolado de cândidas. Pesquisas recentes ligam a intolerância ao glúten com esclerose múltipla. Durante o processo de molho ou fermentação, o glúten e outras proteínas de difícil digestão são parcialmente quebrados em componentes mais simples que são mais facilmente digeridos pelo nosso organismo.
Animais que se alimentam basicamente de grãos e outras plantas, são animais que possuem pelo menos 4 estômagos! Seus intestinos são mais longos, assim como o processo digestivo como um todo. O ser humano, por outro lado, tem apenas um estômago e um trato digestivo bem menor que o de animais herbívoros. O trato digestivo menor, também permite que produtos animais sejam digeridos rápido o suficiente para não apodrecerem no intestino, mas dificulta a digestão de grãos – a menos é claro, que se peça ajuda às “bactérias boazinhas”. Elas agem no processo de molho ou fermentação a que todos os grão deveriam ser submetidos antes do consumo.
Os grãos são normalmente divididos eu duas categorias. Aqueles que contém glúten, como aveia, cevada e especialmente o trigo não devem ser consumidos a não ser que sejam previamente fermentados ou deixados de molho. Trigo sarraceno, arroz e amaranto, por sua vez, não contém glúten e são mais fáceis de digerir. O arroz integral e o amaranto contém menores doses de fitatos em comparação com outros grãos, então se for para consumir algum grão sem deixar de previamente de molho, que este grão seja o arroz integral ou o amaranto. Mas mesmo assim é necessário cozinhá-los lentamente, em fogo baixo. A panela de pressão jamais deveria ser utilizada. O cozimento em panela de pressão é excessivamente rápido, prejudicando a digestão.

Por - Pat Feldman

14 de outubro de 2011

Todo o poder da água-de-coco



Para quem quer emagrecer, além de hidratar, a água-de-coco consegue enganar a fome típica que surge nos intervalos entre as refeições. Além disso, ela tem uma outra qualidade fundamental que ajuda na dieta: contém bastante potássio, o que auxilia no funcionamento do intestino. Assim, os alimentos são digeridos rapidamente e o paciente perde peso mais facilmente.
"Tomar um coco ajuda a metabolizar a comida. Isso é muito importante para quem está fazendo dieta", explicou Mônica Monteiro, presidente da Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro. Entre os atributos positivos, a água-de-coco tem, também, poucas calorias. Beber um copo da água da fruta equivale a comer uma laranja inteira ou meia maçã.
"Quando a pessoa que está tentando perder peso tiver fome à tarde, por exemplo, ela pode substituir o salgadinho ou o sanduíche por um copo de água-de-coco. Assim, ela não engorda e deixa de sentir fome", aconselha a nutricionista clínica Débora Auad Tauil. Outra substância existente na fruta é a vitamina C, mas ela só está presente na água quando o coco ainda está um pouco verde. Um estudo feito pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostrou que, para beber água com a vitamina, o coco deve ser colhido com até seis meses de idade. Mas, ele ainda é um pouco ácido nesta época - geralmente é tirado do pé com nove meses e já com pouca quantidade de vitamina C. Apesar de todas as qualidades, ela não substitui a alimentação equilibrada
Os problemas da dieta de água-de-coco só surgem para quem exagera na quantidade ou para quem decide parar de comer e só tomar a água. A nutricionista Tauil conta que uma de suas pacientes decidiu aderir a essa dieta e passou um mês se alimentando apenas com a água. A paciente conseguiu perder os oito quilos planejados, mas também ganhou uma anemia grave. Agora, terá que submeter-se a um tratamento médico para se livrar da deficiência no sangue. Isso inclui um regime alimentar que certamente fará com que ela volte a ganhar peso.
"A dieta sempre tem que ser balanceada. Essa história de passar uns meses comendo apenas um alimento prejudica a saúde. Não existe mágica", advertiu Tauil. Além disso, a nutricionista explica que quem quer perder peso parando totalmente de comer deve saber que está fazendo uma opção pouco saudável.
Os especialistas ensinam que uma pessoa não deve perder mais do que quatro quilos por mês. Quando ultrapassam esse limite, começam a correr o risco de desenvolver alguma doença.
Não existem contra-indicações para quem toma entre um e três copos de água-de-coco por dia. Mas problemas podem surgir depois dos três copos.
Pessoas que sofrem de diabetes, hipertensão e deficiência renal não devem tomar muita água-de-coco porque ela contém sódio e outras substâncias que podem acirrar essas doenças.
Outro alerta dos especialistas é que, ao se falar em dieta e coco, só sobra mesmo a água. Quem quer emagrecer como Tom Hanks não deve confundir a água-de-coco com o coco ou com o leite/creme da fruta. Só a água tem poucas calorias. Um pedaço de 100g de coco equivale a um bombom e tem 800 calorias, enquanto um copo de 200ml tem apenas 44 calorias.

Fonte: CNN
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O coco e suas calorias :


20 g de polpa do coco bem verde = 35 calorias
25 g ( que correspondem a 1/8 da fruta em lascas ou 2 colheres de sopa da polpa ralada) da polpa do coco maduro = 75 calorias
1 colher de sopa (10 g) de coco desidratado = 45 cal
1 colher de sopa (20 ml) de leite de coco = 50 cal
1 colher de sopa (10 g) de gordura de coco = 90 cal
1 copo (250 ml) de água de coco = 55 cal
1 colher de sopa (15 g) de doce de coco = 70 cal
1 cocada pequena (50 g) = 160 cal

26 de setembro de 2011

Doença celíaca

Minha querida amiga Taty (Tatiana Nogueira -Nutricionista), enviou-me, este texto.


A doença celíaca (DC) é uma intolerância permanente ao glúten, caracterizada por atrofia total ou subtotal da mucosa do intestino delgado proximal e consequente má absorção de alimentos, em indivíduos geneticamente susceptíveis.
A DC pode se apresentar sob as seguintes formas: clássica, não clássica e assintomática. Samuel Gee, em1888, descreveu a forma clássica da doença, a qual se inicia nos primeiros anos de vida com diarreia crônica, vômitos, irritabilidade, anorexia, déficit de crescimento, distensão abdominal, diminuição do tecido celular subcutâneo e atrofia da musculatura glútea.
Esta forma de apresentação foi a mais frequente nos três estudos brasileiros realizados na década de 1980. A forma não clássica da DC manifesta-se mais tardiamente, com quadro mono ou paucissintomático. Os pacientes deste grupo podem apresentar manifestações isoladas, como por exemplo baixa estatura, anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral, hipoplasia do esmalte dentário, constipação intestinal, osteoporose, esterilidade, uretralgia ou artrite e epilepsia associada a calcificação intracraniana. O reconhecimento da forma assintomática da doença, especialmente entre familiares de primeiro grau de pacientes celíacos, tornou-se mais fácil a partir do desenvolvimento de marcadores sorológicos específicos para a DC.

No Brasil, estudos recentes entre doadores de sangue demonstraram prevalência de 1/681, 1/273 e até 1/214, sugerindo que esta também não é doença rara em nosso país.
Deve ser enfatizado que, apesar da existência dos inúmeros novos métodos sorológicos não invasivos de rastreamento para o diagnóstico da DC, é imprescindível a realização da biópsia de intestino delgado, obtida de preferência junção duodeno-jejuna. 

O tratamento da DC consiste na introdução de dieta isenta de glúten de forma permanente, devendo-se, portanto, excluir da dieta os seguintes cereais e seus derivados: trigo, centeio, cevada, malte, aveia.
A necessidade de esclarecer as causas e as manipulações dietéticas necessárias para o tratamento da DC, aos pacientes e seus familiares mais próximos, levou à criação das associações de celíacos. Em São Paulo, em 1985, a Disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM) criou o “Clube dos Celíacos”, organizando reuniões com grupos de mães de pacientes com DC, para intercâmbio de informações, especialmente para a troca de receitas de alimentos sem glúten e para esclarecimento das dúvidas a respeito da doença.

Reforça-se a necessidade de ampla divulgação, tanto entre os próprios celíacos e familiares, quanto da população em geral sobre a doença e até entre médicos e demais profissionais de saúde, dos critérios para o correto diagnóstico dessa doença, visto que o déficit de conhecimento tanto da população em geral quanto dos profissionais de saúde com relação à doença celíaca, pode estar gerando não só diagnósticos inapropriados em indivíduos saudáveis, condenando-os à dieta restritiva desnecessária, mas também impedindo que verdadeiros celíacos sejam diagnosticados.

Referências:
SDEPANIAN, V. L.; MORAIS, M. B.; FAGUNDES-NETO,U. Doença celíaca: características clínicas e métodos utilizados no diagnóstico de pacientes cadastrados na Associação dos Celíacos do Brasil. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro,p.331-8.2001.Disponível em < 


CASSOl, CA.; DE PELLEGRIN, CP.; WAHYS, MLC.; PIRES, MMS.; NASSAR, SM.
 Perfil clínico dos membros da Associação dos Celíacos do Brasil – Regional de Santa Catarina (ACELBRA-SC). 

Departamento de Pediatria. Florianópolis, SC. v. 44 – no.3 – jul./set. 2007.Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/ag/v44n3/a15v44n3.pdf >.

16 de setembro de 2011

Dor de cabeça?



Confira os nutrientes que podem reduzir os sintomas da dor de cabeça

São muitas as causas da enxaqueca, ou mesmo de uma simples dor de cabeça: falta de sono, estresse, variações de temperatura, hábitos alimentares... Ainda há, no caso das mulheres, aquela dor de cabeça típica do período pré-menstrual. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, 15% da população do planeta sofre desse mal, o que inclui, aproximadamente, 25 milhões de brasileiros afetados pela doença.

Além de usar medicamentos e evitar as causas acima, um dos poderosos remédios contra a enxaqueca pode ser o mesmo hábito que a provoca - a alimentação. Você sabia que alguns nutrientes têm o poder de aliviar os sintomas e reduzir essa complicação? Veja quais são e por quê:

Selênio contra os radicais livres
Presente principalmente em salmão, ostras cruas, castanha do Pará, fígado de boi e farelo de trigo, o selênio é um mineral capaz de retirar os metais tóxicos do corpo. "Esses metais tóxicos, quando se depositam em nosso organismo, não só contribuem para o aumento dos radicais livres como podem causar sintomas de enxaqueca, além de elevar o risco de doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson", diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilibrio Nutricional.
A recomendação mínima diária de ingestão desse nutriente é de cerca de 55mcg para adultos, que é o equivalente a menos de uma castanha - fácil, não?

Magnésio para relaxar
O papel do magnésio no combate às dores de cabeça e enxaquecas foi demonstrado em uma série de estudos. De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, a concentração de magnésio em nosso corpo afeta os receptores de serotonina - substância responsável por regular a percepção a dor e disposição - bem como outros receptores e neurotransmissores relacionados à enxaqueca.

"O magnésio também tem ação relaxante, o que pode amenizar a dor de cabeça quando a causa for por estresse, ansiedade e TPM", conta Roseli Rossi.

A recomendação diária é de 400mg para homens adultos e 350mg para mulheres adultas, o que equivale a, aproximadamente, três conchas cheias de feijão preto ou 300g de espinafre, por exemplo. Além desses dois alimentos, as principais fontes de magnésio são castanhas de caju, amêndoas, semente de abóbora, pistache, alcachofra, espinafre e chocolate meio amargo.

Aproveite a ação anti-inflamatória do Ômega3
O consumo em excesso de alimentos inflamatórios, como carboidratos refinados, gorduras e embutidos, provoca a produção de substâncias pró-inflamatórias, que causam a dilatação dos vasos e, consequentemente, a dor de cabeça. Nesse caso, o ômega3 é o melhor remédio. "Ele tem ação anti-inflamatória, combatendo essas substâncias causadoras de enxaqueca", afirma a nutricionista Roseli Rossi.

Entre as fontes de ômega3 estão salmão, sardinha, arenque, atum e semente de linhaça. A recomendação diária para adultos é de 1 a 2g, o equivalente a comer 100g de salmão.

Vitamina B12 mantem o cérebro funcionando!
A nutricionista Roseli Rossi afirma que a vitamina B12 é fundamental para o pleno funcionamento do sistema nervoso, evitando alterações de sensibilidade no corpo, que podem causar crises de enxaqueca.

"O sistema nervoso pode ser comparado com um sistema elétrico, onde os nervos são os cabos por onde a eletricidade passa", explica a nutricionista. Ao redor dos nossos nervos, existe uma "capa de gordura", chamada bainha de mielina, que é fundamental para a passagem do estímulo nervoso e a proteção do nervo.

"Na falta de B12, ocorre a desmielinização, que é uma espécie de defeito na bainha de mielina", completa Roseli.

São boas fontes de vitamina B2: Levedo de Cerveja. A recomendação diária é de 2,4mcg em adultos.

Invista nos antioxidantes
"As substâncias antioxidantes têm o poder de fazer a varredura do excesso de radicais livres e outras substâncias tóxicas em nosso organismo", afirma a nutricionista Roseli Rossi. Essa ação contribui para o equilíbrio metabólico e o melhor funcionamento da circulação, além de ser anti-inflamatória.

"Essas propriedades funcionais podem amenizar o sintoma de dor, interferindo indiretamente, portanto, na incidência de enxaquecas", completa Roseli.

Os antioxidantes estão presentes em diversas vitaminas, por isso o ideal é incluir muitas frutas, legumes e verduras no cardápio. Cenoura, mamão, abobrinha, vegetais e frutas alaranjadas, germe de trigo, óleos vegetais, vegetais de folhas verdes, oleaginosas e frutas vermelhas são ótimas fontes.

Modere os carboidratos
Os carboidratos são a principal fonte de energia do nosso corpo. Tanto a falta quanto o excesso desse nutriente podem ser um gatilho para disfunções metabólicas, tendo como um dos sintomas a dor de cabeça. Por isso, nada de cortar os carboidratos da dieta - mas, sim, maneirar na ingestão.

As principais fontes de carboidratos são pães, arroz e massas, de preferência todos integrais, que fornecem mais fibras.
Coma de três em três horas
De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, comer de três em três horas é importante para manter os níveis glicêmicos do organismo. Quando ficamos sem comer por muito tempo, sofremos uma hipoglicemia - baixa dos níveis glicêmicos - que pode causar dor de cabeça e pressão baixa.

(POR CAROLINA GONÇALVES )