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31 de maio de 2011

ENERGÉTICOS EM EXCESSO PREJUDICAM A SAÚDE

As bebidas, cápsulas e pós energéticos estão se tornando um hábito muito comum entre as pessoas, principalmente entre os jovens e adultos que precisam se manter acordados seja para fazer uma prova, estudar ou trabalhar. Para isso, surgiram vários meios de adquirirem esses efeitos energéticos, os mais usados são o pó de guaraná, bebidas como o red bull, comprimidos vendidos em farmácias e em outros lugares, enfim, são várias formas de conseguir manter-se acordado durante algumas horas a mais. Porém, algumas pessoas abusam dessas maneiras, passando a ingeri-las frequentemente ou todos os dias como um hábito diário, o que é extremamente errado e inadequado, segundo especialistas da área da saúde.

O hábito de ingerir o energético a todo momento que sentir sono irá prejudicar o organismo, pois possui substâncias que se ingeridas ocasionalmente não afetarão a saúde, porém, se ingeridas frequentemente irá causar resultados indesejáveis com o decorrer do tempo. A cafeína é uma das substâncias essenciais seja no líquido ou cápsulas energéticas, até mesmo no pó de guaraná, por isso não é recomendado que se beba refrigerantes no período da noite já que ele interfere no sono. Assim, se ingeridos em excesso, o organismo se acostumará com a substância e então ela não surtirá mais nenhum efeito, assim tendo que ingerir em quantidades cada vez maior para buscar o mesmo efeito que do início, causando a dependência ou sintomas desagradáveis para a saúde.

Segundo algumas pesquisas, se for utilizado em uso exagerado pode causar inúmeras consequências para o organismo, afetando o sono profundo durante a noite, o que é muito importante para a disposição diária, bom humor, raciocínio, enfim, vários fatores que seriam prejudicados com o uso abusivo dessas substâncias. As dores de cabeça também seriam muito comuns, além da falta do efeito energético quando ingeridos, pois o organismo já vai ter se adaptado à bebida ou o comprimido. As dificuldade de concentração, raciocínio, memória, mau humor, indisponibilidade e irregularidade nos hábitos naturais do corpo seriam apenas alguns dos sintomas e partes que seriam afetadas com o excesso de energéticos, assim em vez de causar efeitos benéficos, iriam prejudicar ainda mais a saúde e os outros quesitos que você teria intenção de melhorar com essa bebida ou cápsula.
Fonte
: Guiadicas.net
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O consumo de bebidas energéticas se tornou comum no país, seja em festas ou como estimulante na hora de estudar. Mas, segundo pesquisadores das universidades do Texas, nos Estados Unidos, e de Queensland, na Austrália, esses produtos podem ser perigosos.
A alta concentração de cafeína, um dos principais ingredientes, acelera o metabolismo e pode provocar problemas à saúde. O cardiologista Nabil Ghorayeb explica ainda que uso excessivo desses enérgicos pode atingir diretamente o coração.
“Você está jogando um acelerador no seu organismo, que inclui o coração. A ingestão excessiva da cafeína pode trazer alguns efeitos colaterais nas pessoas. Aqueles que têm tendência ou facilidade para arritmias cardíacas, essa própria cafeína pode desencadear arritmias, disparos no coração, falhas nos batimentos cardíacos”.
Nabil Ghorayeb lembra que, ao contrário do que muitos acreditam, além de fazer mal ao coração, a bebida prejudica os estudos.
“Se você tiver de uma noite mal dormida, ou acordada por conta de usos de energéticos você está deixando de absorver o conhecimento que você está querendo ter. Então é um erro muito grave. Apesar do uso do energético a tua produtividade vai ser muito ruim por que desgasta fisicamente a pessoa, ela não tem condições de fazer trabalhos intelectuais de qualidade.”
Para manter o organismo disposto, Nabil Ghorayeb recomenda atividade física regular e dieta saudável, de preferência receitada por um nutricionista.


Fonte: Rádio do Ministério da Saúde
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Sete energéticos naturais - Conheça algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição
Se você se sente cansado e sem disposição ao longo do dia ou é daqueles que só começa a produzir se tomar uma dose generosa de café, atenção! A nutricionista e doutora em medicina natural, Michelle Schoffro Cook alerta que o excesso de cafeína pode trazer riscos à saúde, e lista outra sete opções naturais para garantir energia e saúde durante todo o dia.
De acordo com a especialista, apelar para o café pode causar dependência, variações dos níveis de açúcar no sangue e destruição da glândula adrenal - o que o torna mais vulnerável ao estresse. Veja a seguir algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição:

Pólen de abelha


De acordo com Michelle, o pólen é apresentado como uma fonte de juventude por muitos livros antigos, incluindo o Talmud, a Bíblia, o Alcorão, e pergaminhos do antigo Oriente, Grécia, Roma, Rússia e Oriente Médio. "Atletas da Antiga Grécia comiam pólen de abelha regularmente para aumentar sua força e vitalidade", diz. Para completar, a nutricionista informa que descobertas científicas recentes apontam que a substância tem propriedades anti-cancerígenas.
Ainda segundo Michelle, o pólen de abelha possui 22 aminoácidos, antibióticos naturais, DNA / RNA (código genético de plantas), 18 de enzimas (que auxiliam na digestão e em outras funções corporais), glicosídeos (fontes naturais de energia no corpo), hormônios vegetais, 27 minerais e pelo menos 16 vitaminas. Portanto, não é nenhuma surpresa que essa substância aumente a energia e vitalidade. A única contra-indicação é para quem sofre com alergias ao pólen ou a abelhas.
Veja mais sobre o polén na postagem de Setembro de 2010, aqui neste blog.

Geléia realA - geléia real é o resultado natural da combinação do mel com o pólen. De acordo com a especialista, essa é uma mistura poderosa de vitaminas do complexo B. A geléia também contém vitaminas, minerais, hormônios, enzimas, 18 aminoácidos e substâncias antibacterianas e antibióticas.
Ela tem sido tradicionalmente utilizada para tratar a asma, pancreatite, doença hepática, insônia, úlceras estomacais, doença renal, fraturas ósseas, problemas imunológicos e doenças de pele. Para completar, a geléia real também é eficaz para aumentar a energia, garante Michelle.


Ginseng siberiano - Como o nome sugere, o ginseng siberiano tem origem na Sibéria, mas cresce também no Japão, China e Coréia e em partes do Canadá. "Ele tem sido usado medicinalmente há pelo menos dois mil anos", diz Michelle. O ginseng siberiano é um de apenas um de uma série de ervas adaptogênicas, o que significa que ele trabalha para normalizar as funções corporais. A substância inibe a resposta adrenal ao estresse e funciona como um estimulante do sistema imunológico, especialmente para combater os efeitos do estresse e da depressão. Ela ainda ajuda a desintoxicar o fígado, incluindo os agentes quimioterápicos e a radiação.
O ginseg siberiano também estimula a atividade de vários componentes do sistema imunológico, sendo excelente para a Síndrome de Fadiga Crônica e outras infecções virais", diz. De acordo com Michelle, atletas de todo o mundo usam o ginseng siberiano para aumentar o desempenho, reforçar o sistema imunológico durante os treinos, e reduzir a fadiga e o estresse.

Espirulina - O povo asteca descobriu que a espirulina, uma alga unicelular que eles chamaram tecuitlatl, fazia bem para o corpo e logo a incorporaram à sua dieta. Ela é rica em proteínas, além de ser uma grande fonte de vitamina B12 (muitas vezes chamado de "vitamina da energia"), possui oito minerais e vitaminas, incluindo sete tipos de precursores de vitamina A, conhecidos como carotenóides. Ela também é repleta de clorofila, o pigmento verde que dá cor à alga e que possui propriedades de purificação do sangue. E, claro, aumenta os níveis de energia.

Centella Asiática - De acordo com Michelle, a centella (ou centelha) asiática é uma erva repleta de nutrientes e fitoquímicos. Como uma das primeiras plantas energéticas utilizada pelos herbalistas, a centella asiática diminui a fadiga e a depressão, sem os efeitos nocivos da cafeína. Na verdade, ao contrário da cafeína, que pode mantê-lo acordado durante a noite, a centella asiática ajuda a melhorar o sono.

Ho Shou Wu - Também conhecida como fo-ti, a raiz desta videira nativa da China é um poderoso tonificante capaz de aumentar a energia e o vigor enquanto mantém o efeito calmante. Ela contém uma forma natural da lecitina, que ajuda a diminuir a placa e a pressão arterial. Em estudos de laboratório, a ho shou wu provou ser capaz de reduzir o colesterol no sangue e os triglicerídeos, além de prevenir o aumento dos níveis de colesterol.

Pimenta de Caiena - Por fim, a especialista indica o uso da pimenta de caiena, que é eficiente para aumentar a energia e melhorar a circulação. De acordo com Michelle, o alimento também é eficaz para ajudar a evitar resfriados, sinusite e dor de garganta, bem como reduzir a dor e inflamação.


Obs. Eu gostaria de dizer aqui também que todos os produtos omnlife são fontes naturais fabricados com frutas e legumes orgânicos e poderão ser usados por pessoas de qualquer idade, para dar energia ao corpo, fortalecimento, na prevenção e cura das doenças.
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Mais alguns Alimentos  Naturais para Repor as Energias sem prejudicar a saúde:

Com a correria do dia a dia muitas vezes se sentimos cansados e sem energia pra mais nada, porém existe formas saudáveis de repor as energias, muitas pessoas buscam a  ajuda através de medicamentos e também de certos tipos de suplementos para atleta, porém isso vai da sua disciplina alimentar.
Para pessoas que praticam esporte o melhor fruta para repor as energias é o açaí, porém vale lembrar que se trata de uma fruta bem calórica então não deve exagerar todos os dias.

Quando estamos sem energia ficamos totalmente desanimados, mau humorados e sem raciocínio.
Seja suco ou a massa de açaí ajuda a repor as energias antes e após, porém não é somente a fruta que tem muitas calorias e sim o xarope de guaraná, por isso evite seu consumo diariamente.

O caldo de cana  é hidratante e rico em vitaminas, ferro e carboidratos e deve ser tomado durante e depois dos exercícios pois repõe os eletrólitos e a água que são perdidos com os exercícios. Mas vale lembrar que a cana não é indicada para pessoas que possui a pressão baixa, pois tende abaixar ainda mais.

A banana é uma fruta saborosa e pode ser consumida após certos tipos de exercícios pois ajuda a repor energia e contém potássio, além das frutas o consumo de verduras e legumes na alimentação é importante pois todas tem um tipo de vitaminas que ajuda a melhorar nosso organismo auxiliando nas nossas energias.
Beba sempre dois litros de água por dia, pois além de hidratar ajuda a desintoxicar alimentos que estão no organismo e não fazem bem, procure se alimentar sempre saudavelmente retirando do cardápio muitos doces, frituras e gorduras.

Agora que você já conhece outras formas naturais de manter a energia, é só aproveitar.

4 de maio de 2011

TRANSTORNO DISFÓRICO


Transtorno Disfórico Pré-Menstrual - TDPM

É a Tensão Pré-Menstrual piorada e que precisa de tratamento.A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão emocional no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates. Desde então o ciclo menstrual da mulher tem sido relacionado ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos, desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas, juntamente com queixas físicas de inchaço, dores específicas ou generalizadas, cefaléias.
As primeiras descrições do problema com a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) apareceram em 1931 (Frank, 1931), relatando mulheres que, na última fase do ciclo menstrual, experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). As queixas vagas de alterações físicas, tais como edemas, retenção de líquidos, dores abdominais ou lombares, dor nas mamas, etc. e emocionais sem características inespecíficas. Isso tornava o diagnóstico de TPM muito vago e muito abrangente no público feminino, atingindo uma incidência de até 90% das mulheres.
Mais tarde os estudos duplo-cego envolvendo placebos para o tratamento das mulheres com esses sintomas vagos e se auto-diagnosticando como portadoras de TPM mostram que 80% delas melhoravam com comprimidos sem nenhuma ação farmacológica (Teng, 2000).
Em seguida, ampliou-se o conceito da vaga TPM para a Síndrome Pré-Menstrual (SPM), a qual associava ao mal estar físico da TPM, também alterações emocionais e comportamentais mais específicos, como irritabilidade, sensibilidade exagerada, crises de choro ou de ira. Na SPM os principais sintomas físicos eram dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias antes da menstruação.
A partir de 1987 o conceito da SPM evoluiu para o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), o qual, além de tudo isso, especificava mais ainda as alterações emocionais como sendo predominantemente ansiedade e depressão e tendo, desde então, os critérios mais específicos de diagnósticos estabelecidos pelo DSM.IV, que é o Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais da Associação Norte-americana de Psiquiatria, 4ª. Revisão. Sobre o TDPM o DSM.IV diz:
“Transtorno Disfórico Pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação.”
Acredita-se que cerca de 80% das mulheres que ovulam apresenta alguns sintomas de alterações do humor, do comportamento e de natureza física. Psiquicamente os sintomas costumam estar entre irritabilidade, mau humor, tristeza, ansiedade, angústia, descontrole emocional. Para a grande maioria delas a intensidade desses sintomas é leve.
Entre essas mulheres com sintomas, 20% apresenta o quadro com intensidade suficiente para interferir no desempenho cotidiano e de 5 a 8% tem sintomas graves o suficiente para exigir tratamento especializado, ou seja, com diagnóstico de TDPM.
Calcula-se a incidência do TDPM esteja entre 15 e 25% e sua maior prevalência é em mulheres solteiras, com idade entre 33 e 34 anos, predominantemente com alto componente de estresse. A intensidade dos sintomas tem sido associada também à presença de traços ansiosos de personalidade (Tchudin, 2010).
Assim sendo, podemos dizer que as alterações pré-menstruais atingem uma grande parte da população feminina, sendo a mais comum e menos grave delas a Tensão Pré-Menstrual, um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias", e a pior, felizmente menos comum, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual.
Sabe-se hoje que as pacientes portadoras de TDPM podem e devem ser tratadas adequadamente, notando-se sensível melhora com o tratamento especializado. É um tratamento, por assim dizer, altruístico, pois seus filhos e maridos agradecem, bem como seus colegas de trabalho.
Tratamentos a base de antidepressivos que aumentam a disponibilidade o neurotransmissor serotonina tem tido sucesso nesse tipo de transtorno (Freeman, 2001). De fato, o TDPM se apresenta de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade.
Entre as 80% das mulheres que apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual, 52% delas mostram sintomas que interferem drasticamente no estado de humor, no comportamento e no organismo em geral. As conseqüências emocionais do TDPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?
Portanto, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais específicas que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais, segundo os critérios do DSM.IV, são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente.
Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores lombares e nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite. Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas do Transtorno Disfórico Pré-menstrual na maioria dos ciclos e não apenas em alguns.


Sintomas:
A sintomatologia do TDPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem se manifestar isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa:

1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente sintomas depressivos.
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces.
Esses 4 grupos de sintomas do TDPM se relacionam a alterações hormonais, bioquímicas, metabólicas e desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo). Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 5 a 8% costumam satisfazer os estritos critérios de diagnóstico de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, conforme a listagem abaixo.

CRITÉRIOS PARA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo, devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação

1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou auto-depreciativos.
2. Marcante ansiedade e tensão
3. Marcante labilidade afetiva
4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal
5. Diminuição do interesse para atividades usuais
6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração
7. Cansaço, fadiga e perda de energia
8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos
9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia)
10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle
11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso.
12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento.

Apesar desses critérios, embora a expressiva maioria das mulheres que experimenta algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual não seja rigidamente classificada como portadoras de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, elas podem ser abordadas como portadoras de quadros mais leves, como por exemplo, Tensão ou Síndrome Pré-Menstrual.

Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton relacionou as causas da então Tensão Pré-Menstrual principalmente com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM.
Hoje em dia, embora alguns casos de Transtorno Disfórico Pré-menstrual também possam se beneficiar com a terapia hormonal, nos últimos 12 anos a teoria da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TDPM e naquelas sem esse transtorno.
Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas do TDPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que cada qual está sujeita. Parece, assim que o TDPM é um distúrbio relacionado a pelo menos dois sistemas, hormonal e neuroquímico.
Em alguns casos o TDPM pode ser resultante de distúrbios endócrinos que interferem no funcionamento dos ovários e das supra-renais. O TDPM seria, dessa forma, decorrente de uma sensibilidade cerebral diferenciada, provavelmente de origem genética, para as flutuações ovulatórias fisiológicas hormonais.
Pelo lado neuroquímico, a hipótese que se tem proposto é que essas mulheres teriam uma atividade aumentada para a serotonina durante a chamada fase folicular e muito mais baixa durante a fase lútea (depois da ovulação), justificando assim a sintomatologia emocional da TDPM. As mulheres normais ou apenas com TPM, por sua vez, teriam a atividade da serotonina normal durante todo o ciclo (Inoue, 2007).
Por essa hipótese, acredita-se que as mulheres com TDPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, elas acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores do cotidiano que as mulheres sem o transtorno. Mesmo assim, mesmo sendo essa hipótese bastante aceita, deve-se ter cautela ao afirmar que o estresse seja a causa do TDPM ou, ao contrário, que o TDPM torna as mulheres mais vulneráveis ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997).
A hipótese da serotonina justifica a melhora do TDPM com o tratamento por antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina. Outras substâncias do metabolismo cerebral que parece estar envolvidas com a TDPM são o ácido gama amino butírico (GABA) e a noradrenalina. Além das hipóteses orgânicas para o TDPM, considera-se também a existência de alguma alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor da associação entre a TDPM e transtornos depressivos. Isso sugere que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações no estado de humor ou afetivo, poderia representar algum subtipo de Transtorno Afetivo, o qual se manifestaria ciclicamente, tal como uma espécie de ciclotimia (Roy-Byrne, 1987).
Realmente alguns estudos mostram que entre as mulheres com TDPM, 11% apresenta critérios para algum distúrbio do humor, normalmente depressão ou distimia e 5% delas apresenta algum transtorno alimentar, do tipo anorexia ou bulimia.
Outra linha de pesquisa sobre as causas do TDPM têm cogitado, juntamente com alterações dos neurotransmissores, complexos mecanismos envolvendo opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), endorfinas, prostaglandinas e sistema nervoso autônomo. As alterações no eixo hipotálamo-hipofisário também têm despertado grande interesse como desencadeantes do TDPM.

Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TDPM (Halbreich, 1981).
Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desses opiáceos, tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc.
Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados no TDPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas do TDPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto no TDPM.
Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TDPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982). Um outro estudo interessante, citado por Chei Tung Teng (2010), também relaciona a intensidade dos sintomas do TDPM aos alimentos. Ele refere pesquisa mostrando que os quadros mais graves são em pacientes com maior índice de massa corporal (IMC) e que apresentem fissuras por doces e chocolates.
Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas no TDPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.
O componente hereditário na causa da TDPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TDPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão está presente em 73% das pacientes com TDPM, reforçando a idéia a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica do período pré-menstrual.


Tratamento:


Não há tratamentos oficialmente padronizados para a TDPM. O que se propõe são formas de controle dos sintomas, que em alguns casos pode ser bastante eficaz. As medicações mais usadas são os antidepressivos, a bromocriptina, espirolactona, progesterona e estradiol. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que seja designada um tratamento personalizado.
Inúmeras vitaminas, minerais e aminoácidos quando ministrados de maneira criteriosa podem abolir os desagradáveis sintomas do TDPM. Os pacientes não devem usá-los sem orientação, imitando um tratamento preconizado para outra pessoa, já que alguns suplementos pioram ou melhoram o TDPM na dependência de dosagens apropriadas e de utilização em dias adequados do ciclo menstrual.
A par da suplementação apoiada em antioxidantes, elementos do complexo B, minerais, alguns aminoácidos e ácidos graxos polinsaturados, também é necessário um ajuste dietético com aumento da ingestão de fibras, redução de gorduras saturadas (gorduras animais) e de hidratos de carbono simples (açúcar e mel principalmente); redução do consumo de sal e cafeína (café, chá, refrigerantes do grupo cola, guaraná); limitar a ingestão de produtos lácteos (leite e derivados). Não se deve abusar de bebidas alcoólicas e recomenda-se a redução do stress e prática de exercícios.
As mulheres com tensão pré-menstrual devem limitar o consumo de alimentos gordurosos e o excesso de proteínas. Um tipo especial de gordura contudo é extremamente útil - o ácido cis-linoleico - encontrado em alguns óleos, especialmente o de girassol. As verduras, legumes, cereais e leguminosas, especialmente os integrais, fornecem grande parte dos elementos nutricionais que propiciam o adequado equilíbrio entre hormônios femininos, corrigindo o TDPM.
As associações mais comuns entre o TDPM e transtornos emocionais, como já dissemos, é com a depressão, havendo até uma maior progressão de ocorrer esta síndrome pré-menstrual em portadoras de quadros de depressão maior (Graze,1990). Algumas das mulheres que procuram tratamento para a TDPM apresentam piora, nessa fase do ciclo, de outros transtornos emocionais pré-existentes, como por exemplo, a bulimia, distimia, transtorno de ansiedade e abuso de substâncias, entre outros (Endicott, 1994).


Antidepressivos e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

O papel da serotonina nos transtornos da TPM tem sido cogitado nos últimos anos. O aumento nos níveis de andrógenos, especificamente aqueles isentos da testosterona podem influenciar o mecanismo serotoninérgico, resultando em disforia, em mudanças do apetite, da disposição e no aumento da irritabilidade (Endicott, 1981, 1982). Essas observações se baseiam em achados sobre uma diminuição da serotonina sanguínea e alterações de sua recaptação durante a fase luteínica do ciclo.
Simultaneamente há, ainda nesta fase do ciclo, um aumento da sensibilidade dos receptores 5-HT1A (serotonina). É, talvez, devido a tais alterações nos níveis de serotonina que se justifica o eficiente papel dos antidepressivos, notadamente dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), para o tratamento da TDPM. Outros neurotransmissores podem ter também um papel importante na TPM.
Outra evidência no TDPM é em relação ao limiar de pânico. O declínio dos níveis de progesterona na fase lútea, juntamente com o aumento do PCO2 resultam sintomas de opressão e falta de ar, sintomas estes envolvidos na sensação de alarme e considerados como sintomas de pânico.


Os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) têm sido recomendados como a primeira linha de tratamento (Atkins, 1997) para o alívio dos sintomas de alteração do humor no TDPM. Sintomas físicos ou a valorização psicológica dos sintomas físicos desse transtorno são também enormemente beneficiados pelos antidepressivos.
A fluoxetina, a sertralina, a paroxetina e o citalopram, todos ISRSs, atua favoravelmente nos transtornos disfóricos que acompanham grande número de casos de TDPM, notadamente na irritabilidade, angústia e depressão conforme publicação do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (1996).


Estudos duplo-cego mostram uma ação muito melhor dos ISRS em comparação ao placebo para o controle do componente emocional do TDPM, notadamente quando a disforia é uma manifestação marcante (Yonkers, 1997). Alguns trabalhos mostram que a sertralina, mesmo usada intermitentemente apenas durante os últimos 10 dias do ciclo e na dose de 75 a 100 mg/dia, apresentara uma resposta tão satisfatória quanto se usada durante todo o período (Halbreich, 1997).
Um dos fatores que vêm favorecendo a utilização dos antidepressivos ISRS para o tratamento do componente emocional do TDPM é a tolerabilidade e escassez de efeitos colaterais significativos e a segurança quanto à dependência (Freeman, 1997).

Fonte: Psiq.Web

22 de abril de 2011

ALGUNS ALIMENTOS QUE COMBATEM A DEPRESSÃO




Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença


A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".

A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença.


Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.
Leite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.

Frutas: Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. "Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.

Laranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

Banana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. "A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo", explica Abykeyla. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.

Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.

Ovos: "Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.

Peixes: "O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono", enfatiza a nutricionista Abykeyla Tosatti. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.

Carboidratos complexos: eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)", explica a especialista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.

Aveia e centeio: os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. "Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão", diz a nutricionista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.

Folhas verdes: estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). "Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor", adverte a especialista Abykeyla Tosatti. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.

Soja: ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. "O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio, não se esquecendo também que a soja é muito rica em proteínas", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti.

8 de março de 2011

A MAÇÃ

Você consegue imaginar o poder da maçã?



Bom, essa Fruta é realmente importantíssima para nossa saúde, tanto que seria excelente comer pelo menos uma Maçã por Dia.
Quer Saber os Benefícios para a Saúde e Vida que a Maçã traz?


Confira abaixo:


Fruta das regiões temperadas, a maçã, além de saborosa, tem considerável valor nutritivo. Contém vitaminas B1, B2, Niacina e sais minerais como Fósforo e Ferro. As vitaminas do Complexo B em geral ajudam a regular o sistema nervoso, o crescimento, evitam problemas de pele, do aparelho digestivo e queda dos cabelos. O Fósforo previne a fadiga mental, além de contribuir para a formação de ossos e dentes. O Ferro é importante na formação do sangue.
É rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação dos coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames. A maçã é recomendada para pessoas com problemas de intestino, obesidade , reumatismo, gota, diabetes, enfermidades da pele e do sistema nervoso. A sua casca seca é empregada como chá para purificar o sangue e como diurético.
Para melhor aproveitamento das suas vitaminas, o ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que estão a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.
Na hora de comprar, escolha as de casca de cor acentuada e brilhante, polpa firme, pesadas, sem partes moles, furos ou rachaduras. Nessas condições ela se conserva até um mês na geladeira.
Seu período de safra vai de janeiro a abril. Daí até setembro só existem as importadas.



A maçã é uma das principais frutas que integram o grupo de superalimento. Que ela faz bem para a saúde e para o corpo não é nenhum segredo, mas alguns benefícios dela ainda são menos conhecidos. Conheça 8 boas razões para consumir maçã de acordo com o jornal Huffiton Post:

 Confira 8 benefícios da maçã para sua saúde


Diminui o colesterol
Uma maçã média possui aproximadamente quatro gramas de fibra. Uma parte disso está na forma de pectina, um tipo de fibra solúvel que tem sido associada a redução dos níveis do colesterol ruim. Isso acontece, pois, de acordo com a WebMD, ela bloqueia a absorção de colesterol, ajudando o corpo a usá-lo em vez de armazená-lo.
Mantém você saciado

A presença de fibras na maçã também faz com que ela deixe você saciado por mais tempo sem que precise consumir muitas calorias (95 em uma fruta média). O nosso corpo demora mais para digerir fibras complexas do que matérias simples como açúcar ou cereais refinados. Qualquer alimento com pelo menos três gramas de fibras é uma boa fonte de nutrientes, já que a maioria das pessoas deve consumir de 25 a 40 gramas por dia.
Ajuda a manter você magro
Um componente da casca de uma maçã, onde também se concentra a maior parta das fibras, é algo chamado ácido ursólico, que está relacionado a um risco menor de obesidade, segundo um recente estudo feito com ratos. Isso porque ele aumenta a queima de calorias e o desenvolvimento de músculos e massa magra.
Previne problemas respiratórios
Segundo a revista Heath, comer pelo menos cinco maçãs por dia pode melhorar a função pulmonar. Provavelmente graças a um antioxidante chamado quercetina encontrada na pele de maçãs, cebolas e tomates, informou a BBC. E os benefícios para respiração não param por aí: um estudo de 2007 descobriu que as mulheres que comem muito dessa fruta são menos propensas a ter filhos com asma.
Combate resfriados
Embora não chegue a ser tão eficiente quanto a laranja, a maçã é considerada uma boa fonte de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico. Uma fruta média possui cerca de oito miligramas dessa substância, o que equivale a cerca de 14 % da ingestão diária recomendada.
Pode combater câncer
Em 2004, uma pesquisa francesa, divulgada no WebMD, descobriu que uma substância da maçã é capaz de ajudar na prevenção ao câncer de cólon. Um novo estudo, realizado em Cornell, EUA, em 2007, encontrou compostos adicionais, chamados triterpenóides, que parecem lutar contra o câncer de cólon, fígado e mama.
Diminui o risco de diabetes
Um estudo publicado em 2012 no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que as maçãs, bem como pêras e amoras, estavam ligados a um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 por causa de uma classe de antioxidantes, antocianinas, que são também responsáveis ​​para pela coloração frutas e vegetais.
Melhora as funções cerebrais
Segundo o Good Housekeeping, a fruta tem sido associada a um aumento na produção de acetilcolina, que se comunica entre as células nervosas. Isso faz com que a maçã possa ajudar a memória e diminuir as chances de desenvolver Alzheimer. Uma dieta rica em antioxidantes pode ter efeitos semelhantes, por isso a maçã, que é particularmente rica em quercetina, é uma boa aposta, de acordo com pesquisa de 2004.
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Coração protegido - Diz o ditado americano que comer uma maçã por dia é a receita para manter-se longe das doenças e, portanto, do consultório médico. Estudiosos espanhóis também apostam nessa fruta como garantia de longevidade. Eles observaram que o fruto da macieira ajuda a controlar os níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue. A pectina - um tipo de fibra solúvel, presente na polpa da maçã e capaz de arrastar gorduras para fora do organismo -está por trás dessa ação, diz a pesquisadora Maria Amaya Aleixandre, uma das autoras do trabalho, que foi realizado na Universidade Complutense, em Madri.


Livre da úlcera - Que tal forrar o estômago com a fruta?
Cientistas da Universidade Federico II, na Itália, garantem que ela preserva as paredes do órgão e, assim, mantém mais distante o perigo da úlcera. Eles comprovaram esse benefício por meio de um estudo com ratos. O pesquisador Vincenzo Fogliano, um dos autores, explica: Os polifenóis da maçã atenuam a acidez. E a acidez, como se sabe, tem boa parcela de culpa na doença.







 Outros benefícios da Maçã :

* Baixo Valor Calórico – A maçã pode ser consumida diariamente, pois além de ter apenas de 60 a 110 calorias, é muito saudável;

* Ajuda no combate ao envelhecimento e possue grande quantidade de Antioxidantes;


* Seus Nutrientes Protegem o corpo de Doenças causadas pelos radicais livres – moléculas formadas no organismo que, em excesso, prejudicam o DNA das células, gerando a formação de Tumores ou Câncer;


* Quando comemos maça, fazemos uma limpeza na boca;


* Coma sempre a maçã inteira, pois a casca possui de cinco a dez vezes mais substâncias ativas do que a polpa;


LEIA MAIS SOBRE OS BENEFÍCIOS DA MAÇA  ACESSANDO ESTE SITE:
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19 de fevereiro de 2011

ÁGUA


Médicos alertam para necessidade de hidratar o corpo no verão.
O consumo de água aumenta no verão e não é à toa. A água é importante, segundo os médicos, para manter o corpo hidratado. "O suor é uma tentativa do corpo humano de manter a temperatura em condições ideais. Mas a pessoa elimina água em excesso. Caso não reponha, isso pode provocar desidratação", afirma o clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paulo Olzon. A pessoa desidratada, lembram os médicos, pode apresentar febre e, em casos graves, convulsões.

O presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes, acrescenta que quando sentimos sede é porque o sangue perdeu água na composição. "O sangue viscoso pode entupir uma artéria", ressaltou. O sinal de que o corpo está hidratado é a cor da urina. Se estiver clara é sinal de que a hidratação está boa. Se estiver escura, a recomendação é beber mais água.

Os extremos das idades são os que mais sofrem com as altas temperaturas. Em dias de calor excessivo, os médicos afirmam que os idosos e as crianças, em especial recém-nascidos, são as principais vítimas e precisam de cuidados redobrados. No caso dos pequenos, os principais problemas são centrados nas vias respiratórias, pelo fato de o sistema ainda não estar totalmente formado. Por isso, deve-se oferecer água e suco várias vezes ao dia, não esquecer do protetor solar e também abusar das roupas leves (algodão) para evitar dermatites e alergias. É bom lembrar que a criança nem sempre sabe expressar a sede. A manifestação pode ser por choro ou pela irritabilidade.

Já os idosos, segundo o médico da Unifesp, Paulo Olzon, tem o corpo mais desidratado do que os mais novos - as rugas na pele são prova disso. "Eles perdem água sem poder perder. E também não costumam pedir água, porque não sentem necessidade, uma vez que não gastam tanto energia". Outro problema é que os maiores de 60 anos sofrem mais do que os com menos idade de outras doenças agravadas pelo calor, como problemas cardíacos e de pressão.
Abril.com – ciência

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Vejam quão importante é a água para nossa saúde e qualidade de vida. Esse líquido precioso evita várias doenças e ainda ajuda da uma força para a beleza e emagrecimento.



1 - Elimina os anti-ácidos e cura a acidez estomacal.
A acidez estomacal ou azia pode ser um sinal de falta de água na parte superior do trato gastrointestinal. Este é um sinal importante de sede, que o corpo humano emite.
A ingestão de anti-ácidos ou comprimidos contra a acidez estomacal não corrige a desidratação e o corpo continua sofrendo por falta de água no organismo.
Alerta: Ao não reconhecer que a acidez estomacal é um sinal de desidratação e ao tratá-la por meio de anti-ácidos, com o tempo, poderão ocorrer inflamações estomacais no duodeno, hérnias hiatais, úlceras e eventualmente câncer no trato gastrointestinal ou no pâncreas e fígado.


2 - A água pode prevenir e curar a artritesA ocorrência de artrites e dores nas articulares pode ser um sinal de falta de água nas articulações. Pode afetar tanto aos jovens como aos adultos. O uso de analgésicos não resolve o problema e a enfermidade prosseguirá.
Tomar água pode aliviar a dor ou resolver este problema.


3 - Dores lombares
A dor nas costas e a artrites paralisante da espinha dorsal podem ser sinais de falta de água nos discos da espinha dorsal – os amortecedores que suportam o peso do corpo. Estas moléstias devem ser tratadas com o aumento de água a ser ingerida diariamente.

Alerta: Ao não reconhecer que a dor nas costas é um sintoma de desidratação das articulações e ao tratá-la com analgésicos, massagens, acupuntura e eventualmente cirurgia, com o passar do tempo, isto provocará osteoporose e quando as células das cartilagens das articulações vierem a eventualmente morrer e causarem uma deformação na espinha dorsal, poderá até haver incapacidade física dos membros inferiores.


4 - AnginaDor no peito - angina de peito – pode ser um sinal de falta de água no organismo entre o eixo do coração e dos pulmões. Este sintoma deve ser tratado bebendo-se maior quantidade de água, até que o paciente já não tenha dor e sem tomar medicamentos. É prudente se providenciar supervisão médica, no entanto, ao aumentar-se a quantidade de água ingerida, pode-se curar a angina de peito.

5 - Enxaqueca
A enxaqueca pode ser um sintoma de falta de água requerida no cérebro e olhos e pode ser evitada ao se impedir a desidratação do corpo. Este tipo particular de desidratação eventualmente ocasiona uma inflamação na parte posterior dos olhos e possivelmente uma diminuição ou perda de visão.


6 - Asma
A asma afeta milhões de crianças e mata milhares delas a cada ano. É uma complicação da desidratação do corpo, causada por falha no programa de administração da hidratação no organismo.Obstrui-se a passagem livre de ar e impede-se a eliminação de água do corpo em forma de vapor.O aumento do consumo de água evita os ataques de asma.

Alerta: Ao não se reconhecer a asma como um indicador de falta de água quando as crianças estão na fase de desenvolvimento, não somente muitos deles morrem, como também se provocará danos irreversíveis nas crianças asmáticas sobreviventes.

7 - Pressão Alta
A hipertensão é um estado de adaptação do corpo a uma desidratação geral quando as células dos vasos sanguíneos não obtém a quantidade de água suficiente. Como parte do mecanismo de osmose inversa, quando a água do soro é filtrada e injetada nas células importantes através de poros diminutos existentes em suas membranas, é requerida uma pressão extra para o “processo de injeção”, tal como acontece quando se injeta o “soro” nos hospitais para re-hidratar milhões de células. Beber água, compensará a pressão e fará a mesma voltar à normalidade.

8 - Diabetes Tipo II ou de Adultos.
A diabetes dos adultos é outra causa provável devida à desidratação do corpo. Ao se manter uma quantidade adequada de água na circulação, incluindo-se as necessidades prioritárias do cérebro, a secreção de insulina se inibe para impedir a entrada de água nas células do corpo. Nos diabéticos somente algumas células obtém suficiente água para sobreviver. Beber água reverte à diabetes adulta para as etapas iniciais.


9 - Colesterol no sangueOs altos níveis de colesterol são indicadores de uma desidratação corporal prematura. O colesterol é um material argiloso que se adere entre os espaços de algumas membranas celulares, para impedir que estas percam sua umidade vital pela pressão osmótica mais forte do sangue que circula nas áreas vizinhas.
O colesterol, além de ser utilizado na fabricação das membranas das células nervosas e de hormônios, também atua como um “escudo” contra a demanda de água de outras células vitais que normalmente trocam água através de suas membranas celulares.


CancroUma ingestão insuficiente de água aumenta o risco de padecer de cancro da bexiga e do cólon porque fomenta a concentração de substâncias tóxicas nestes órgãos. Uma ingestão adequada de água reduz o risco.

Infecções
Beber entre cinco a oito copos de água por dia reduz a produção de pedras nos rins e as infecções urinárias. Para além disso, mantém as mucosas do sistema respiratório convenientemente hidratadas, e diminui o risco de infecções virais como a gripe. A água também ajuda a limitar a incidência de ataques de asma.


Gengivite e outros problemas bucaisA saliva, que contém substâncias antibacterianas, diminui se não bebermos água. Isto favorece a presença de bactérias que provocam gengivites, cáries e outras doenças da boca.

Da uma força á beleza
A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do nosso corpo, tais como a digestão, absorção e transporte de nutrientes e desintoxicação (a partir dos 25 anos, o corpo começa a perder água naturalmente).
Filtra as toxinas, assim como as dilui facilitando o processo de excreção do corpo, regula a nossa temperatura corporal, acelera o processo de emagrecimento, ajuda a combater a acne, celulite, estrias, são inúmeras as vantagens corporais de ingerirmos o precioso líquido!


Água emagrece mesmo, veja por que:

Dá volume e saciedade
O controle da ingestão de alimentos pode ser feito de duas formas: pelo sistema nervoso (sensação de fome) e pelo sistema digestivo (saciedade). Assim, a ingestão de água ao longo do dia, e principalmente antes das refeições, mantém o estômago relativamente preenchido, diminuindo a “fome”.

Evita a retenção de líquidosQuando o corpo recebe pouca água interpreta-o como uma ameaça para a sua sobrevivência e compensa essa carência retendo líquidos. Para o evitar, basta fornecer-lhe toda a água de que precisa.

Como saber que quantidade tomar?

Varia de pessoa para pessoa em função da idade, do sexo, da atividade, do estado de saúde, da alimentação e até mesmo do clima. Por isso, a forma mais prática de sabermos se ingerimos a água de que necessitamos (não só no seu estado puro, mas também através dos alimentos) consiste em observar a cor e o cheiro da urina (que deve ser clara e inodora) e a frequência com que vamos ao banheiro urinar, que deve ser, no mínimo, quatro vezes por dia.

Se bebermos mais do que necessitamos, o organismo fará automaticamente o seu equilíbrio interno, eliminando a água em excesso pela urina. De nada adianta bebê-la em excesso.


Hidrate seu filho


As crianças, principalmente, precisam repor a água perdida. No caso dos bebês de até 6 meses, o leite materno é suficiente para garantir a hidratação. Já os maiozinhos precisam, sim, beber água. Em que quantidade?

“Até a adolescência, a necessidade diária varia de 500 mililitros a 1 litro”, responde Tânia Rodrigues. Não tem erro: de novo, a cada grama de peso corresponde 1 mililitro de água.

Então, se quiser seguir a cartilha da boa hidratação, você tem que pesar seu filho logo ao acordar e depois de algumas horas de atividade. Mas, convenhamos, dá trabalho. Não precisa chegar a tanto.

“Basta oferecer água sempre, pois os pequenos correm mais riscos de uma desidratação, já que estão em crescimento, são muito ativos e nem sempre se lembram de pedir água”, diz Tânia.


Fonte:Manias da beleza,Revista Saúde

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Você vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.

O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"
Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas q "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"

E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar
isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o
CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o q ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as
mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora q você desmaia... dorme... capota...
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem q tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos.
Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei que na hora as
pessoas nem pensam nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida q você urina, já repõe a água.



Texto retirado de "O bar do Zé".

7 de janeiro de 2011

BENEFÍCIOS DO CHÁ VERDE





Atualmente, o chá em suas diversas formas (preto, e mais popularmente, o chá verde) é a bebida mais consumida em todo o mundo depois da água.
Por milhares de anos, as pessoas têm conhecido de muitos benefícios de saúde do chá verde, e novas descobertas são feitas quase que diariamente.
Baseado em muitos estudos recentes alardeando sobre as vantagens de beber chá verde, vejamos uma lista dos maiores benefícios do chá verde:


Perda de Peso – Uma grande variedade de pessoas utilizam o chá verde como um meio para perder peso. Pesquisas mostram que o chá verde ajuda a regular hormônios, acelerar o metabolismo e promover a oxidação da gordura. Combinando o chá verde com uma dietas simples se pode ter ótimos resultados.

Longevidade – O chá verde pode prevenir a morte prematura das pessoas, principalmente as decorrentes de doenças cardiovasculares. Estudo de pesquisadores japoneses com mais de 40.000 participantes ao longo de 11 anos concluiu que aqueles que bebiam mais de cinco xícaras de chá verde por dia apresentaram um risco menor de morte por doença cardíaca e derrame.


Melhoria da memória e função cognitiva – Outro estudo japonês revelou que beber grandes quantidades de chá verde pode melhorar a memória e a função cognitiva. Ele também pode melhorar o aprendizado e as habilidades de memória. Os principais compostos que são pensados para ser responsáveis são o EGCG e outros polifenóis presentes na catequina. O uso de oxigênio durante o processo metabólico conduz à formação de radicais livres, que podem danificar o cérebro ao longo do tempo. Os antioxidantes no chá verde podem neutralizar estes radicais livres e inibir esse dano.


Redução dos níveis de colesterol – O chá verde pode também reduzir os níveis de colesterol total, e também pode melhorar a ração de HDL (High Density Lipoprotein – lipoproteína de alta densidade) para LDL (Low Density Lipoprotein – lipoproteína de baixa densidade). Estudos mostram que os consumidores de chá verde têm níveis de colesterol muito mais baixos do que aqueles que não bebem chá verde diariamente. O chá verde reduz o colesterol, vez que inibe a absorção de lipídios pelo sistema digestivo, permitindo que eles sejam liberados do corpo.

Controle dos níveis de açúcar do sangue – O chá verde também é usado para controlar o açúcar no sangue. Estudos sugerem que o chá verde pode reduzir o risco para o diabetes tipo 2. Aqueles que bebem mais de seis xícaras de chá verde por dia são menos propensos a desenvolver diabetes do que aqueles que não bebem chá verde. É possível que o teor de cafeína do chá seja responsável por este benefício, mas ninguém sabe ao certo. O extrato de chá verde também reduz os níveis de A1c.

Redução da pressão arterial – O chá verde também pode reduzir a pressão arterial. O chá aumenta a produção de óxido nítrico pelo corpo, que abre as artérias e, portanto, reduz a pressão arterial. Um estudo mostrou que consumidores de chá verde regularmente tinham uma probabilidade 46% menor de desenvolver hipertensão arterial, e esse percentual subiu para 65% para aqueles que bebiam mais de duas xícaras e meia de chá verde por dia.Ação estimulante – O chá verde contém cafeína, que uma vez ingerida em quantidades moderadas, estimula todos os órgãos do corpo. O chá verde tem um efeito particularmente forte sobre o sistema nervoso central, coração e fígado. Essa reação estimulante é ainda mais acentuada quando se está com sono ou cansado.

O CHÁ VERDE NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL


O chá verde pode ser muito útil no tratamento natural da hipertensão arterial, vez que previne o aparecimento da aterosclerose, controlando a pressão arterial dos vasos sanguíneos e regularizando o sistema vascular.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica na qual as artérias de grande e médio porte, como as artérias coronárias, carótidas e as artérias dos membros inferiores acabam transformando suas paredes em depósitos de gordura, cálcio e outros elementos, podendo chegar a obstrução total do mesmo. (ref: http://www.arteriosclerose.med.br/).
A causa da hipertensão arterial ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que a substância química chamada angiotensina II desempenha um papel fundamental no aumento da hipertensão.
Estudos demonstraram que a catequina do chá verde impede a ação da ECA (enzima conversora de angiotensina) e suprime a produção da angiotensina II. Ele também demonstrou que a administração de catequina em ratos hipertensos poderia limitar o aumento da pressão sanguínea desses animais. A pressão arterial nas cobaias no início do experimento (idade aproximada de cinco semanas) era de 130 a 140 mmHg. Com a idade de aproximadamente 10 semanas, depois de uma dieta alimentar normal, a pressão arterial subiu para mais de 200mmHg. Contudo, a pressão arterial dos mamíferos que tiveram a catequina presente no chá verde administrada em suas dietas fez com que suas pressões arteriais ficassem abaixo de 200mmHg. Trocando a alimentação dos dois grupos com 16 semanas de idade, o resultado foi que houvesse uma pequena reversão da pressão arterial entre esses dois grupos.
A conclusão é de que a catequina do chá verde tem a capacidade de impedir um aumento elevado da pressão arterial. O estudo foi realizado pelos Drs. Y. Hara, T. Matsuzaki e T. Suzuki. Nippon Nogeikagaku Kaishi.

9 de dezembro de 2010

CUIDADO COM O CÂNCER DE PELE!


Tipos de câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. São mais de um milhão de novos casos por ano nos Estados Unidos e cerca de 120 mil novos casos no Brasil. Desse total, cerca de 5% são melanomas, os principais responsáveis por mortes por câncer de pele.


Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das células basais ou das escamosas, e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina. Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de pele clara, no tronco nos homens, ou, em membros inferiores nas mulheres – embora possam surgir em outras partes do corpo também. Apesar de mais comuns em pessoas de pele clara, negros e seus descendentes não estão livres da doença.


Descoberto em seus estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável. Porém, se diagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo em um processo chamado metástase. Ele é bem mais raro que os carcinomas baso e espinocelular, mas é uma doença bem mais grave.

É recomendável checar a sua pele pelo menos uma vez por mês usando um espelho. É uma forma de você conhecer o padrão de suas pintas, sardas, verrugas e perceber se ocorrer alguma mudança. Fique atento ao aparecimento de novos sinais na pele, ou crescimento dos que já existem. Pontos da pele que apresentam mudança de cor, forma ou tamanho exigem uma consulta ao médico. Qualquer ferimento, caroço, mancha, marca ou mudança na aparência da pele ou sua textura pode ser sinal de câncer de pele.

Pintas ou sinais normais

Um pinta sem suspeita de malignidade é geralmente marrom ou preta, de coloração uniforme, chata ou levemente elevada em relação ao restante da pele. Pode ser redonda ou oval e costumam ser menores que a borracha da extremidade de um lápis. Elas podem estar na pele já no nascimento ou aparecer depois e são “estáveis”, mantêm tamanho, forma e cor por muitos anos – elas podem clarear nas pessoas idosas.

Pintas ou sinais anormaisAparelhos chamados dermatoscópios, existentes nos consultórios, podem dizer a diferença entre pintas suspeitas ou não, mas existem algumas características que caracterizam as pintas preocupantes. E podem ser classificadas em uma regra chamada ABCD:


- Assimétricas: a metade da pinta não “casa” com a outra metade

- Bordas irregulares: elas são dentadas, chanfradas, com sulcos
- Cor: a coloração não é a mesma em toda pinta, há diferentes tons de marrom, preto e, às vezes, azul,
vermelho ou branco.
- Diâmetro: a pinta tem mais de 0,5 cm (embora médicos diagnostiquem melanomas bem menores)
Alguns melanomas fogem dessa descrição e o melhor é procurar um especialista se você suspeitar de algo diferente.

Em caso de suspeita de melanoma, seu médico irá perguntar quando a mudança em sua pele surgiu, se ela aumentou de tamanho ou mudou de aparência, se alguém mais em sua família teve câncer de pele e sobre a sua exposição aos fatores de risco.


O especialista deverá também observar tamanho, forma, cor, textura da lesão, se ela sangra ou descama. Ele vai checar se há outras manchas e pintas suspeitas e verificar se há inchaço dos linfonodos (gânglios linfáticos), do pescoço, axilas, virilha, que pode indicar que o melanoma se espalhou.


A confirmação ou não do diagnóstico de câncer de pele é feito através de uma biópsia, a retirada de uma amostra de tecido que vai ser analisada ao microscópio. Existem vários tipos de biópsia, sempre feitas com anestesia e a opção vai depender do tamanho da lesão e de sua localização no corpo.


Nos casos de suspeita de melanoma, os especialistas geralmente removem todo tumor durante a biópsia, método chamado biópsia excisional ou biópsia de excisão.


Em alguns casos raros, o melanoma se espalha (metástase) para linfonodos (gânglios linfáticos), pulmões, cérebro ou outros órgãos enquanto a lesão na pele ainda é muito pequena. Quando isso ocorre, o melanoma metastático pode ser confundido com um câncer que teve início nesses órgãos. Por exemplo, descobre-se um câncer que parece ser de pulmão, mas que na verdade é um melanoma que atingiu o pulmão. Nesses casos, as amostras da biópsia são examinadas para ver se trata de melanoma, porque diferentes tipos de câncer exigem diferentes tratamentos.

Não se sabe ao certo o que causa o melanoma, mas há fatores de risco conhecidos associados à doença.



- Exposição prolongada ao sol: expor-se ao sol, principalmente sem proteção de filtros (no mínimo fator 15), favorece o envelhecimento precoce da pele e aumenta enormemente o risco de câncer no futuro.

- Ter pele clara: O risco é bem maior entre pessoas brancas (loiras e ruivas) do que entre as negras – o que não significa que negros não têm câncer de pele, só que é mais raro.


- Ter sofrido grave queimadura de sol: na infância ou adolescência, aumentam o risco de aparecimento da doença mais tarde.


- Já ter tido melanoma: aumenta enormemente o risco de ter outro.


- Pintas: Uma pinta (nevus) é um tumor benigno, mas alguns tipos de pintas aumentam o risco de uma pessoa desenvolver melanoma. Pessoas com muitas pintas, especialmente as grandes, devem consultar um especialista regularmente e ter cuidado redobrado quando expostas ao sol.


- Histórico familiar: cerca de 10% dos pacientes com melanoma têm um parente próximo (pai, mãe, irmãos, filhos) com a doença. Pode ser porque a família tem o hábito de passar muito tempo ao ar livre, porque são todos de pele muito clara ou ambos. Membros dessas famílias devem consultar o especialista regularmente (pelo menos uma vez por ano), aprender a observar a própria pele e ter cuidado redobrado quando expostos ao sol.

O melanoma familial, como é chamado, pode ocorrer também por um defeito hereditário, principalmente quando ocorre mais de um melanoma em um indivíduo ou em parentes de primeiro grau.

- Xeroderma pigmentoso: é uma doença genética rara. Os doentes, também conhecido como “Filhos da Lua” não tem a capacidade de reparar os danos no DNA danificado pela ação dos raios de sol e de algumas fontes de iluminação artificial (emissões de radiação ultra-violeta). Os portadores podem ter vários cânceres de pele, começando já na infância.


- Idade: Melanomas são mais comuns em adultos, mas também podem surgir em pessoas jovens.


- Imunossuprimidos: Pessoas submetidas a transplantes e que tomam drogas para evitar a rejeição do novo órgão correm maior risco de ter melanomas e outros cânceres de pele.


Como evitar a doença:


- Filtro solar e chapéu são as melhores armas para prevenir o câncer de pele. O ideal é evitar o sol, mas, caso vá se expor, que seja antes das 10 horas, ou à tarde, depois das 16 horas, sempre usando filtro solar (fator 15, no mínimo), chapéu e óculos escuros. Use também um protetor labial.


- O cuidado deve ser redobrado com as crianças, porque a exposição exagerada ao sol nos primeiros 20 anos de vida é decisiva para o aparecimento de câncer de pele na meia-idade.


- Uso de filtro solar não vale apenas para a praia, ele deve ser usado no dia-a-dia também, principalmente em áreas do corpo expostas durante passeios, caminhadas, ao fazer exercícios ou em compras ao ar livre.


- A recomendação vale também para aqueles dias de mormaço ou nublados.


- Use óculos escuros – com lentes de boa qualidade. Eles ajudam a proteger a pele delicada da região dos olhos.


Procure um departamento especializado em oncogenética ou oncologia cutânea se:

- Você já teve melanoma
- Se mais de uma pessoa de um lado da sua família tive melanoma
- Você teve melanoma quando jovem
- Você tem um tipo de pinta chamada nevus displásico ou atípico
Há indícios de que algumas famílias com alta incidência de melanoma são portadoras de uma mutação genética.
Nos casos de melanoma, a escolha do tratamento vai depender basicamente da espessura do tumor e de seu estadiamento. Fatores prognósticos relacionados ao tratamento incluem ressecção cirúrgica, mas como não existe um tratamento padrão para os pacientes portadores de metástases disseminadas, a existência de protocolos nos quais esses indivíduos possam ser alocados deve sempre ser verificada.

Excisão simples: melanomas finos podem ser tratados com uma pequena cirurgia para sua remoção. O câncer é retirado juntamente com uma pequena porção de tecido sadio.


Ampliação de margens: se a biópsia retirou uma amostra de tecido e confirmou a existência de melanoma, a pele será retirada e examinada, para verificar se não restou tecido canceroso na região.


Amputação: Se o melanoma estiver nos dedos da mão ou pés, o especialista pode optar pela amputação.


Dissecção de linfonodo ou Linfadenectomia: o especialista vai checar se os gânglios linfáticos próximos ao melanoma foram ou não atingidos pelo câncer, mesmo quando não se apresentam inchados ou endurecidos. Se isso ocorrer, eles são removidos. A remoção dos gânglios pode causar problemas permanentes, entre eles o linfedema. É que os gânglios linfáticos ajudam a drenar fluidos das pernas e braços e sem eles, esses líquidos tendem a se acumular. Por isso, gânglios linfáticos só são removidos se houver a real necessidade. Esta cirurgia pode ser realizada também após a biópsia de linfonodo sentinela. Se houver células cancerosas neste gânglio, os demais nódulos da área são retirados. Se não houver, não há necessidade de remover os demais.


Cirurgia para melanoma metastático: quando o melanoma atinge órgãos distantes, como pulmão, fígado, cérebro, os médicos partem do pressuposto que ele não pode mais ser curado por cirurgia. Mesmo assim, ela pode ser indicada para ajudar o paciente a viver mais ou ter mais qualidade de vida. Em um seleto grupo de pacientes, a cirurgia pode ser considerada curativa, principalmente quando ocorre um tempo razoável (maior que um ano) entre o tratamento do melanoma na pele e o aparecimento de uma ou poucas metástases.


Quimioterapia: é o uso de medicamentos, por via oral ou injetados, para matar células cancerosas em todo o organismo. A quimioterapia é muito útil quando o câncer se espalhou. A quimioterapia mata as células cancerosas, mas também as normais, podendo, eventualmente, produzir alguns efeitos colaterais, entre eles:

- náusea e vômito
- perda de apetite
- feridas na boca
- maior risco de infecções (porque diminui o número de glóbulos brancos)
- risco de sangramento ou hematoma por causa de pequenos cortes ou pancadas
(por causa da redução na quantidade de plaquetas no sangue)
- cansaço (por causa do menor número de glóbulos vermelhos)

A maioria dos sintomas desaparece com o fim do tratamento.

Há vários tipos de quimioterapia que podem ser usados no tratamento do melanoma de estádio IV. Embora ela não funcione tão bem em casos de melanoma quanto em outros tipos de câncer, ela pode melhorar a qualidade de vida e prolongar a vida do paciente.

Imunoterapia: ela ajuda o sistema de defesa do paciente a combater o câncer e pode ser usada em paciente com melanoma avançado:


Imunoterapia: com os interferons, que são substâncias que o organismo produz para combater infecções. Um deles, o interferon-alfa2b, pode ser usado, mas são necessários altas doses e muitos doentes não suportam os efeitos colaterais, que incluem febre, calafrios, dores, fadiga extrema e danos ao fígado e coração. Essa terapia só pode ser conduzida por oncologistas especializados.


Vacina terapêutica: a lógica é semelhante à das vacinas comuns. Células enfraquecidas de melanoma ou substâncias obtidas a partir dessas células são injetadas no paciente para estimular o sistema imunológico a combater as células cancerosas. É difícil “produzir” essas vacinas, que podem ser usadas em pacientes com melanomas em estágio IV. Essa terapia ainda está sendo pesquisada e seus benefícios, avaliados.




Radioterapia: é o tratamento com raios de alta energia que matam as células cancerosas ou fazem o tumor encolher. Ela geralmente não é usada para tratar o melanoma, mas pode ser usada no tratamento do tumor que reaparece, tanto na pele como nos gânglios linfáticos, se ele não pode ser retirado cirurgicamente. Ela também pode ser utilizada para tratar metástases cerebrais ou aliviar dores provocadas por metástases ósseas. Nesses casos, a radioterapia não é usada para curar o câncer, mas para aliviar os sintomas. Tem papel importante também no controle da doença para evitar a volta do tumor após cirurgia de retirada de linfonodos. Em casos especiais em que a probabilidade de o câncer se instalar novamente no local dos gânglios é alta, é possível acrescentar a radioterapia, que diminui o risco deste retorno. Este tratamento, no entanto, cobra um preço – por todos os seus efeitos colaterais - e seu custo e benefício devem ser bem discutidos entre o médico e o paciente.

Bioquimioterapia: esta opção de tratamento é reservada a pacientes jovens e que apresentem condição de desempenho mais preservada. Deve ser apresentada de maneira equilibrada tendo em vista a toxicidade envolvida e a ausência de dados definitivos sobre a eficácia do tratamento.



Estadiamento: Estadiamento é o processo de classificar o quanto o câncer se espalhou e isso determina tanto o tratamento quando as suas chances de recuperação. Os estádios da doença são indicados por algarismos romanos, que vão de zero a IV (4) e quanto maior o número, mais grave a fase da doença.


Há dois tipos de estadiamento para melanomas. O estádio (estágio) clínico, que se baseia nos resultados de exames físicos, biópsia, raios-X, tomografias, e o estádio patológico, que usa todos esses dados mais os obtidos pelas biópsias da pele, dos linfonodos ou outros órgãos.


Quanto mais fino o melanoma, menor o risco de ele se espalhar. A espessura do melanoma também determina a escolha do tratamento. Uma das maneiras de medir a espessura do melanoma é o uso de uma pequena régua especial e o resultado é chamado medida de Breslow.


Outro sistema avalia a profundidade do melanoma em relação às camadas da pele. É o chamado nível de Clark, que usa uma escala de I a V (1 a 5) e descreve quais camadas da pele estão comprometidas pela doença, sendo o I o menor e V o melanoma mais profundo.


Metástases- Uma série de exames podem ser utilizados para verificar se há metástase, se o câncer já se espalhou e que órgãos foram atingidos:

Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (BAAF): é utilizada quando se suspeita de metástase do melanoma para pulmão, fígado ou linfonodos. O exame causa pouco desconforto e remove pequenas amostras de tecido para análise.


Biópsia cirúrgica de linfonodo: é a remoção de um nódulo linfático aumentado através de uma pequena incisão. Ela é usada quando se acredita que o melanoma atingiu os gânglios, mas o BAAF não encontra células cancerosas.


Biópsia do linfonodo sentinela: é o método-padrão para saber se o câncer atingiu linfonodos em pacientes com melanoma e quando os linfonodos não parecem clinicamente aumentados. Uma substância radioativa é injetada no melanoma ou na cicatriz da biópsia prévia e uma hora depois os linfonodos são examinados para ver qual deles é o primeiro a drenar a região do melanoma. Durante a cirurgia, novamente uma substância é injetada na lesão, um contraste azul, para que também vá para o primeiro nódulo a receber a drenagem linfática do tumor, que é o chamado linfonodo sentinela. É feita também a biópsia deste linfonodo, chamado sentinela, e encaminhada para estudo anátomo-patológico com cortes seriados, na tentativa de se identificar a presença de micrometástases.


Raios-X: podem ser pedidos para ver se o melanoma atingiu os pulmões.


Tomografia computadorizada: se houver suspeita de que a doença se espalhou para o fígado ou outros órgãos, a equipe médica pode pedir uma tomografia, que nada mais é do que múltiplas imagens de raios-X combinadas por computador, para produzir uma imagem detalhada de várias secções do organismo. O exame demora cerca de 30 minutos, durante os quais o paciente tem de permanecer imóvel sobre uma mesa. Normalmente a tomografia é usada para casos mais preocupantes, como aqueles que tiveram metástase para linfonodos, ou se há algum sintoma que possa indicar uma possível metástase para outros órgãos.


Ressonância magnética (MRI): ele é semelhante à tomografia, mas usa ondas magnéticas e ímãs fortes para produzir uma imagem. É usada principalmente para suspeita de metástases cerebrais.


Tomografia por emissão de pósitrons (PET): PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) é uma técnica de imagem que revela as alterações do metabolismo celular por todo o corpo. Ela permite a detecção precoce de mínimas lesões tumorais ou novos focos da doença. Consiste na injeção de uma pequena quantidade de radiofármaco (glicose marcada pelo material radioativo Flúor 18 FDG), que após sua distribuição pelo corpo, gera informações únicas, que nenhum outro exame de imagens consegue. A CT (Tomografia Computadorizada) utiliza-se dos recursos de Raios-X e tecnologia computacional para produzir imagens diagnósticas detalhadas que determinam, com precisão, a localização e a forma das lesões num determinado órgão. Assim como a tomografia, o PET é indicado para casos mais preocupantes.


SobrevidaA taxa de sobrevida após 5 anos indica a porcentagem de pacientes que vivem pelo menos 5 anos após o diagnóstico. Claro que muitos doentes vivem mais que 5 anos. E este índice não inclui pacientes que morrem por outras causas no período analisado, como enfarte, por exemplo. Esses números representam um panorama geral, mas cada caso é único e as estatísticas não podem prever especificamente o que vai ocorrer em cada caso em particular. Só a equipe que atende o paciente pode tirar as dúvidas relacionadas a chances de cura e sobrevida.

Para mais esclarecimentos, pergunte ao seu médico e veja em seu exame anátomo-patológico.

É recomendável checar a sua pele pelo menos uma vez por mês usando um espelho. É uma forma de você conhecer o padrão de suas pintas, sardas, verrugas e perceber se ocorrer alguma mudança. Fique atento ao aparecimento de novos sinais na pele, ou crescimento dos que já existem. Pontos da pele que apresentam mudança de cor, forma ou tamanho exigem uma consulta ao médico. Qualquer ferimento, caroço, mancha, marca ou mudança na aparência da pele ou sua textura pode ser sinal de câncer de pele.

Fonte: UICC/AJCC 2002 American Joint Commission on Cancer