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13 de julho de 2011

BANANA


Comer pelo menos uma banana diariamente faz muito bem para saúde. Pode ser pura, Vitamina de banana, salada de frutas com banana, banana frita, torta de banana ou qualquer outra forma de fazer comidas com banana.
No mundo são cultivados mais de 100 espécies de bananeiras e as mais tradicionais que conhecemos no Brasil são: Banana nanica, banana prata, banana da terra, banana maçã, banana de são tomé, banana ouro e banana sapo.
Banana nanica é conhecida por muitos como banana d’água, banana anã e banana chorona. Cada cacho desta banana dá até 200 unidades.
Banana prata é também chamada de banana anã grande e cada uma chega até 15 cm de comprimento.
Banana da terra é a mesma banana chifre de boi ou pacovan, esta chega a medir 30 cm de comprimento e uma pesa até 500 gramas.
Banana maçã é também conhecida como banana branca, recomendada para crianças e bebês.
Banana de São Tomé que alguns conhecem como banana curta e banana do paraíso, tem sua polpa amarelada, com cheiro forte.
Banana ouro, a mesma inajá, banana dedo de moça, banana mosquito ou banana imperador. Está é nanica e chega no máximo a 10 cm de comprimento.
Banana sapo, é de formato curto e grosso e muito usada para tratamento de animais domésticos.
Para a saúde a banana tem uma função muito boa por ser rica em potássio, são boas para auxiliar no tratamento da pressão arterial, controle da diarréia, para melhorar o humor das pessoas e ajudam no sono. Segundo estudos recentes, a banana ajuda na musculatura e é muito boa para o coração e para diminuir o colesterol no sangue.
A banana é um alimento altamente energético com aproximadamente 22% de hidratos de carbono e de fácil absorção pelo organismo, tem vitaminas C, A, B1, B2, B6, D e E, e minerais: potássio, fósforo, cálcio e ferro.
Ingerindo uma banana de 130 gramas: Informação Nutricional
Calorias 120 cal
Carboidratos 28gr
Proteínas 1gr
Gordura 1gr
Potássio 370mg
Vitamina C 20mg
Ferro 1,6mg
Sódio 0mg
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Frutas são saudáveis para saúde mantendo o bom funcionamento de seu organismo. A banana é indicada para evitar problemas de cãibras e consumida por atletas pelo menos 3 por dia.
A banana é considerada o alimento básico para milhões de pessoas pelo mundo, principalmente em países em desenvolvimento. O consumo em muitos lugares é na forma verde, podendo ser fritas, cozidas, guisadas e assadas. Bananas verdes são cortadas em fatias e fritas igual a batata, fica com um sabor parecido e tem valor calórico e nutricional também parecidos.
Dieta da banana verde, dieta da banana matutina, dieta de frutas para emagrecer são largamentes utilizados por pessoas que lutam contra a balança e se seguidas a risca dão um ótimo resultado.

Receita simples da dieta da banana

De manhã cedo come só bananas, pode ser uma ou mais e depois toma um cópo de água morna. O almoço e o jantar podem ser normais como o de costume e sempre vai dormir até as 23 horas. Esta receita virou febre no japão e foi desenvolvida e testada pelo casal Hitoshi e Sumiko Watanabe, ele é um estudioso de medicina preventiva e ela é farmacêutica. Além de emagrecer com saúde ainda limpa, desintoxica, fortifica, amacia, endurece e reanima as pessoas que andam desanimadas com seu peso.
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O que é que a banana (verde) tem
Vitaminas, minerais, carboidratos... Com uma qualidade nutricional impressionante, a fruta antes de amadurecer serve de base para uma infinidade de pratos - acredite, vai de doces simples como brigadeiro até pães e delícias da alta gastronomia - e ainda faz um bem enorme para a saúde
A banana é a quarta cultura mais importante do planeta, só perde para o arroz, o trigo e o milho. Cerca de 300 milhões de cachos da fruta são produzidos por ano e 85% da produção mundial é destinada ao consumo familiar. Só que 60% da produção de banana verde no Brasil - do campo até a comercialização - é desperdiçada. Mas você deve estar se perguntando: o que fazer com a banana verde a não ser esperar que amadureça? A resposta é: tudo o que se possa imaginar na culinária. Quem percebeu essa versatilidade do alimento e vem trabalhando na idéia há 10 anos é Heloísa de Freitas Valle, ex-bananicultora do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, criadora do Projeto Pró-Banana Verde. Acredite, por meio de um processo de extração da polpa da banana verde - que ela batizou de biomassa -, é possível fazer brigadeiro, quindim, pães, bolos, molhos, geléias, kibe, maionese, macarrão e agora mais recentemente, pelas mãos do chef de cozinha Renato Caleffi, do restaurante Casuale e do Thai Day Spa (SP), até mesmo pratos sofisticados de uma tendência que ele chama de alta gastronomia funcional. E tudo muito gostoso (eu provei alguns petiscos e fiquei impressionada com o sabor, que nem de longe lembra banana).
Os benefícios vão muito além da função multiuso da fruta. "A banana verde possui alto teor de amido resistente (AR), um tipo de carboidrato - portanto fonte de energia - que funciona como alimento probiótico, beneficiando a flora intestinal. Com o amadurecimento, o AR cai de 26% para 2%. Ainda contém minerais e vitaminas A, do complexo B e C", explica a nutricionista Flávia Zibordi Camargo, da EMF Consultoria em Alimentos (SP). Graças a essas propriedades, o 'ouro verde do Brasil' atua na manutenção da saúde, prevenindo males crônicos como o câncer, doenças do cólon, dislipidemias e distúrbios coronários. Outra vantagem do AR, segundo a especialista, é que ele possui baixo índice glicêmico, podendo ser consumido por portadores de diabetes tipo 2. Esse carboidrato também tem grande poder de saciedade, o que o torna um elemento interessante em dietas que combatem a obesidade.
A primeira receita
Defensora entusiasmada da banana verde, Heloísa de Freitas Valle destaca ainda a palatabilidade da fruta. "Ela fica bem em qualquer tipo de preparo" afirma. E pensar que tudo começou por força de uma circunstância. No ano de 1994, seu sítio foi assaltado e os ladrões levaram inclusive todo seu estoque de mantimentos. "Quando cheguei, depois de um dia de trabalho, vi que para comer só havia bananas verdes da plantação. Mandei buscar um cacho e improvisei uma receita. Cozinhei a fruta, passei pela peneira e daquela polpa fiz uma sopa creme. E sabe que me deu a maior disposição?", lembra. Curiosa, foi testando outras preparações. Mas além da atividade culinária, buscou respaldo científico para entender por que a banana verde dava aquele pique e quais outros benefícios continha. A Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista, e a Universidade de São Paulo (USP) mostraram interesse e colaboraram com suas descobertas, analisando o uso da fruta na indústria alimentícia. Mais tarde, Heloísa escreveu o livro Yes, Nós Temos Banana, pela Editora Senac. Hoje ela ministra palestras e relata seu sucesso com o 'ouro verde' em todo o país - recentemente, inclusive, marcou presença no primeiro Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, em São Paulo. E por meio da Associação Brasileira de Fomento à Banana Verde, entidade fundada em 2003, quer contribuir para programas de combate à fome e desnutrição. "Uma das idéias é enriquecer o pão francês, um alimento barato e acessível a toda a população. Usar a biomassa na merenda escolar também seria excelente", diz.
Um toque de mestre
O chef Renato Caleffi, que já atuou em grandes restaurantes paulistanos, sempre achou que a gastronomia, além de levar prazer às pessoas, poderia contribuir para a correta alimentação. Por isso, há algum tempo vem realizando pesquisas na área de alimentos funcionais e desenvolvendo pratos que se encaixam em uma tendência que ele passou a chamar de 'alta gastronomia funcional'.
Quando conheceu o Projeto Pró-Banana Verde, se encantou com a biomassa. "Trata-se de uma verdadeira massa de modelar. Além de ser rica em nutrientes, não tem cheiro e nem sabor, permitindo que eu viaje na elaboração das receitas. Minha intenção é quebrar a monotonia nutricional, oferecendo um prato bonito e saboroso, com saúde entre seus ingredientes", fala o chef, que também prepara um livro para mostrar algumas de suas criações.
Fonte- VIVA SAUDE
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Receitas com bananas verdes:

MAIONESE

Maionese feita sem ovos: acompanha petiscos ou pode ser usada em saladas

INGREDIENTES
• 3 bananas verdes
• 1 xícara (chá) de vinagre
• 1/2 xícara (chá) de óleo ou azeite de oliva
• 2 colheres (chá) de mostarda
sal

COMO FAZER
Bata o vinagre, óleo ou azeite, mostarda e sal no liqüidificador. Deixe o ligado e acrescente as bananas cozidas e quentes até formar um creme espesso. A maionese serve de acompanhamento para petiscos ou pode ser usada em saladas.

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Essa receita Super Funcional é do Alessander Guerra

BOLO DE FARINHA DE BANANA VERDE

Ingredientes:1 ovo grande caipira ou orgânico
¼ de xícara de açúcar mascavo light
01 xícara de farinha de banana verde
01 xícara de farinha de arroz integral
1 xícara de chá verde¼ de xícara de óleo de canola ou soja1 colher de sopa de levedo de cerveja1 colher de sopa de fermento em pó1 colher de chá de bicarbonato de sódioBananas cortadas em rodelas


Modo de Preparo:Antes de iniciar esta receita, ligue o forno (180°C). Bata o ovo com o açúcar, acrescente o óleo e misture bem. Em seguida, acrescente o chá e as farinhas. Bata por 3 minutos até ficar homogêneo. Após bater bem, acrescente o fermento em pó. Bata por mais 2 minutos. Coloque numa forma untada com óleo de canola ou soja, adicione a massa, acrescente por cima as rodelas de banana e asse até dourar.

13 de junho de 2011

ANEMIA FALCIFORME

Vejam nestes textos o que os especialistas falam sobre esta doença:


Esta postagem foi um pedido de um visitante do Blog.
Ai está, vou conversar com médicos do Hemoba e publicarei mais sobre este assunto.
obrigada pela visita!

(Primeiro texto)

O que é anemia falciforme?

A anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos do sangue. Nos doentes, chamados de falcêmicos, a hemoglobina dentro dessas células assume formato de foice ou meia-lua ao entregar o oxigênio para os tecidos e se enrijece, enquanto a hemoglobina normal é arredondada e maleável.

Por isso, essas células acabam ficando presas nos vasos sanguíneos, atrapalhando a circulação e provocando dor.
O baço, um órgão que fica no lado esquerdo do abdome, é responsável por filtrar anormalidades e corpos estranhos do sangue. As hemoglobinas normais passam por esse filtro, mas as defeituosas ficam retidas e voltam a circular pelo corpo.
Com isso, o número de glóbulos vermelhos cai e o organismo fica anêmico. ("Anemia" é a palavra técnica para o número reduzido de glóbulos vermelhos.)

Como a criança pega anemia falciforme? Ela é comum?

A anemia falciforme é uma doença hereditária, mais comum na população negra ou de ascendência africana. Segundo o Ministério da Saúde, em alguns Estados brasileiros, como a Bahia, a doença chega a atingir 1 em cada 500 recém-nascidos.

Os pais podem ser portadores assintomáticos da doença, que é causada por um gene recessivo. Se dois portadores tiverem filhos, a criança pode nascer com a doença, se herdar um gene recessivo de cada progenitor.

Crianças que possuem apenas um dos genes podem ser assintomáticas ou apresentar uma leve anemia, com a possibilidade de crises em situações muito extremas, como em grandes altitudes.

Como a anemia falciforme é diagnosticada?

A anemia falciforme é um dos exames presentes na fase 2 do teste do pezinho ampliado. Alguns Estados adotam a fase 2 do Programa Nacional de Triagem Neonatal do governo federal, outros não (existe até a fase 3).

Procure se informar sobre os testes gratuitos realizados na maternidade em que você deu à luz. Nos casos em que o exame não está incluído no teste do pezinho, ele pode ser feito sob recomendação médica, e às vezes é preciso pagar à parte.

Caso o teste do pezinho dê positivo para a doença, novos exames serão feitos para confirmar o diagnóstico.

O exame que diagnostica o problema é uma análise de sangue específica chamada eletroforese da hemoglobina. Pelo exame, dá para saber se a criança tem a doença ou se é portadora assintomática do gene recessivo.

Também dá para diagnosticar a doença antes mesmo do nascimento do bebê, assim como outras hemoglobinopatias (como a talassemia), com exames como a amniocentese e a biópsia do vilo corial.

Quais são os sintomas?

Os sintomas começam a aparecer quando os bebês têm entre 4 e 6 meses. A hemoglobina deformada fica retida nos vasos sanguíneos e atrapalha a circulação normal. Por isso, a criança pode ter dor nos braços, nas pernas, nas costas e na barriga.

A dor pode ser bastante intensa. A anemia falciforme também provoca inchaço nas mãos e nos pés, rigidez e dor nas articulações e forte sensação de cansaço -- as chamadas crises dolorosas. A gravidade dos problemas varia muito: há pessoas que têm sintomas muito leves e quase não sentem dor, e há outras que têm muitas crises.

A maioria das crianças afetadas passa por fases difíceis e fases melhores. Crianças falcêmicas também correm mais risco de ter infecções, por isso muitas vezes os médicos prescrevem a administração diária de penicilina até os 5 anos. Um esquema de vacinação mais completo é recomendado.

Outro sintoma é a própria anemia, que pode ser intensa nas chamadas crises aplásicas (insuficiência da medula em produzir hemácias). O tratamento para a anemia pode incluir várias transfusões de sangue.

O que devo fazer se meu filho tiver uma crise?

É preciso procurar atendimento médico imediato sempre que há uma crise. Quando a criança está tendo uma crise dolorosa, mesmo que ela ainda seja muito pequena, a diferença no comportamento será perceptível.

Uma pessoa em crise sente-se mal e reclama de forte dor de barriga e no peito, dor de cabeça e rigidez no pescoço, além de tontura. A temperatura do corpo sobe e a pessoa transpira, e pés e mãos podem inchar.

Quais são as opções de tratamento?


A anemia falciforme é uma doença para a vida toda, mas é possível administrar os sintomas e complicações. Para evitar infecções, a criança terá que tomar uma dose diária de penicilina. Os médicos também receitam suplementação de ácido fólico para ajudar na produção de sangue.

É possível aliviar a dor com medidas simples como compressas mornas. Analgésicos costumam ser usados, e o médico pode receitar medicamentos mais fortes.
Transfusões sanguíneas também podem ser usadas para controlar o quadro.

O que posso fazer para evitar que meu filho falcêmico fique doente?

Existem vários fatores e situações que podem deflagrar a deformação dos glóbulos vermelhos, por isso é importante tentar evitá-los. Fazer atividades físicas muito cansativas ou ir para lugares de grande altitude, por exemplo, podem reduzir o suprimento de oxigênio que a criança recebe e provocar uma crise falcêmica.

O estresse e a depressão também podem deflagrar um episódio. Se a criança precisar de uma cirurgia, a anestesia também pode aumentar a deformação dos glóbulos vermelhos. Outro fator que causa crises são infecções em geral, tanto bacterianas como virais.

Tente manter seu filho sempre bem hidratado, e é importante deixá-lo descansar bastante. O ideal é que ele fique sempre aquecido e no seco, e longe de pessoas doentes. A atividade física, no entanto, não deve ser desencorajada.



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(Segundo texo):

A hemoglobina, encarregada do transporte de oxigênio dos pulmões aos tecidos periféricos, é uma proteína responsável pela pigmentação vermelha do sangue e compõe-se de quatro subunidades ou cadeias (duas cadeias alfa e duas cadeias beta) e um agrupamento não protéico denominado "heme". A troca de um aminoácido, na cadeia beta, altera as propriedades químicas da hemoglobina, que passa a ser conhecida como hemoglobulina S (Hb S). Quando desoxigenada, a Hb S polimeriza e forma longos bastonetes que alteram a forma das hemácias de bicôncavas para falciformes (em formato de foice).
As hemácias falciformes são inflexíveis. Sua forma estranha e sua rigidez celular causam viscosidade sangüínea aumentada, estase e obstrução mecânica das pequenas artérias e capilares. O sangue não consegue circular facilmente através dos vasos sangüíneos de pequeno calibre, por isso diminui significativamente o suprimento de oxigênio para tecidos e órgãos. >> Anemia hemolítica Em situação normal, as hemácias têm vida média de 120 dias. Ora, os glóbulos vermelhos alterados só permanecem de 10 a 20 dias no sistema sangüíneo. O resultado é um quadro de anemia classificada como hemolítica (= anemia causada pela destruição excessiva de eritrócitos), que debilita o paciente. Este, em geral, mantém níveis de hemoglobina em torno de 7 a 9 gramas por decilitro.

Sinais e sintomas
A anemia falciforme provoca os mesmos sintomas da anemia comum, porém causa problemas resultantes do bloqueio do fluxo de sangue pelas hemácias alteradas:

• Fadiga e respiração curta.
• Pele pálida e unhas esbranquiçadas.
• Icterícia.
• Crescimento lento.
• Atraso da puberdade.
• Agravamento de infecções.
• Problemas osteoarticulares.
• Problemas oculares.
• Problemas cardiovasculares, como insuficiência cardíaca congestiva.
• Problemas pulmonares, como infarto pulmonar.
• Problemas renais, como perda de proteína na urina e insuficiência renal crônica.

Quadros de infecção ou desidratação podem favorecer o que se chama "crise vaso-oclusiva", geralmente acompanhada de muita dor.

DiagnósticoÉ realizado por meio de eletroforese da hemoglobina.

TratamentoAté o momento, não existem medicamentos que tratem eficientemente a anemia falciforme. Os tratamentos disponíveis, hoje, têm como objetivo acompanhar as condições do paciente, prevenindo complicações e diminuindo as lesões dos órgãos-alvo da doença. Episódios dolorosos podem ser tratados com analgésicos, líquidos e oxigênio. Suplementação diária de ácido fólico e início precoce de antibióticos, quando há febre, têm sido condutas comuns. Resultados satisfatórios têm sido obtidos com a administração de hidroxiuréia, um agente quimioterápico utilizado no tratamento de alguns tumores.

Raças mais propensas à doençaA anemia falciforme é encontrada em pessoas oriundas de algumas regiões da África, Arábia Saudita, Índia e regiões do Mediterrâneo. Indivíduos da América do Sul, América Central ou Estados Unidos da América cujos ancestrais eram dessas regiões também podem ser portadores da doença.

A hereditariedadeA anemia falciforme é uma doença hereditária. Para que se manifeste, é necessário que o filho tenha herdado um gene da doença de cada um dos pais. Quando herda apenas o gene do pai ou da mãe, torna-se portador do "traço" falciforme, isto é não apresenta sinais da anemia, mas pode transmitir esse gene aos seus filhos. Diante disso, quando existe algum caso de anemia falciforme na família, é necessário que o casal procure um especialista em aconselhamento genético, com o objetivo de avaliar possíveis riscos. Exames de sangue permitem determinar se há perigo e são úteis para auxiliar na decisão a ser tomada. Após a concepção, a doença pode ser diagnosticada, no bebê, por amniocentese, no segundo trimestre da gestação.

O pediatraUma vez que se trata de doença hereditária, o pediatra deve pedir um exame especial de sangue (eletroforese de hemoglobina) sempre que um bebê nascer em família de risco. Se a criança não foi examinada, a síndrome do pé e da mão (conseqüência da vaso-oclusão nesses locais) pode ser o primeiro sinal.

Fonte: Dra. Elisabete Almeida__________________________________________________
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(Terceiro texo):
A Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea acaba de concluir o consenso que inclui a anemia falciforme entre as doenças que têm indicação de transplante de medula óssea. As novas orientações serão publicadas na "Revista Brasileira de Hematologia".
A elaboração do documento levou em consideração dados da literatura internacional, que apontam cura dos doentes tratados com transplante. É considerado curado o paciente que não desenvolve mais a doença depois de cinco anos.
Atualmente, esse tipo de procedimento não consta da lista de indicações do Ministério da Saúde, por isso ele ainda não é coberto pelo SUS. Os cerca de dez transplantes realizados no Brasil foram feitos em caráter experimental, em centros especializados. No mundo, foram realizados cerca de 400.
A anemia falciforme, que atinge principalmente a população negra, é uma das doenças genéticas mais frequentes no país. Ela costuma ser diagnosticada clinicamente, por causa da anemia. Em alguns Estados brasileiros, o diagnóstico é feito durante o teste do pezinho.
A doença provoca mudanças no formato das hemácias (glóbulos vermelhos) --em vez de serem redondas, passam a ser rígidas e a ter formato de foice.
Isso causa dois problemas: quando o organismo detecta a anormalidade, passa a destruir as hemácias, o que leva à anemia crônica. Além disso, o formato de foice dificulta a circulação e facilita a formação de coágulos, aumentando o risco de AVC e de trombose.
O tratamento atual envolve uso de medicamentos e também transfusões de sangue para corrigir a anemia. "O problema é que esses pacientes estão sujeitos aos riscos da transfusão crônica e à sobrecarga de ferro no sangue", diz o hematologista Luís Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
De acordo com Bouzas, já existe uma experiência razoável de transplantes em anemia falciforme no exterior. Ele ressalta que a indicação é adequada em alguns casos específicos.
Bouzas diz que a SBTMO recomenda o transplante para pacientes que já apresentam algum grau de deficit neurológico, que já sofreram ao menos um episódio de AVC, que tenham doença vaso-oclusiva grave ou que sejam resistentes ao tratamento padrão.
"Estimamos que cerca de 20% dos pacientes com anemia falciforme terão a indicação para o transplante. A discussão com o Ministério da Saúde tem como objetivo beneficiar essas pessoas", afirma.
O hematologista Vanderson Rocha, diretor-científico do Projeto Eurocord, é um dos defensores do transplante nesses casos. Segundo Rocha, o Hospital Saint Louis, na França, já realizou 54 transplantes do tipo, sendo que 53 pacientes são considerados curados e apenas um rejeitou o transplante.
"Os resultados são muito bons, essas pessoas estão curadas. Três anos de tratamento com drogas e transfusões de sangue correspondem ao preço do transplante", afirma.
O imunologista Júlio Voltarelli, responsável pela Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, concorda. Ele já tratou cinco pacientes com transplante e todos os resultados são positivos. "O Brasil tem uma população enorme de negros e afrodescendentes. Muitos seriam beneficiados", diz.
Apesar de ser uma alternativa promissora, o transplante tem algumas limitações: o paciente precisa encontrar um doador na família (30% de chances), pois, como a técnica não é regulamentada, não é possível buscar pessoas compatíveis nos cadastros.
"O processo [de transplante] custa cerca de US$ 30 mil. Esse é um custo que o Ministério ainda não cobre para esse tipo de doença", afirma Voltarelli. Além disso, o transplante também tem uma fase crítica, com risco de morte por causa da baixa imunidade do paciente. "O transplante não é para todos. O médico tem que avaliar os reais riscos e benefícios."
O Ministério da Saúde informou, em nota, que ainda não incluiu a anemia falciforme na lista de indicações de transplante, pois acredita que os estudos ainda não apresentam evidências suficientes para recomendar a disponibilização da técnica de forma irrestrita.
A pasta informou, ainda, que pretende iniciar um protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia e a segurança da técnica. Os pacientes seriam acompanhados em centros de referência escolhidos pelo ministério.

FERNANDA BASSETTEda Folha de S.Paulo
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(Quarto texto):

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.

CausasA anemia falciforme é causada por mutação genética, responsável pela deformidade dos glóbulos vermelhos. Para ser portador da doença, é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe. Se for transmitido apenas por um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para seus descendentes, mas não a doença manifesta.

SintomasSão sintomas da anemia falciforme:
* Dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sangüíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos;
* Dores articulares;
* Fadiga intensa;
* Palidez e icterícia;
* Atraso no crescimento;
* Feridas nas pernas;
* Tendência a infecções;
* Cálculos biliares;
* Problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais;
* Priapismo.

DiagnósticoA eletroforese de hemoglobina é o exame laboratorial específico para o diagnóstico da anemia falciforme, mas a presença da hemoglobina S pode ser detectada pelo teste do pezinho quando a criança nasce.

TratamentoNão há tratamento específico para a anemia falciforme, uma doença para a qual ainda não se conhece a cura. Os portadores precisam de acompanhamento médico constante (quanto mais cedo começar, melhor o prognóstico) para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação, prevenir infecções e controlar as crises de dor.

Recomendações* Exija que o teste do pezinho seja feito em seu filho/a logo depois do nascimento. Se for constatado que é portador de anemia falciforme, encaminhe-o logo para um médico especialista;
* Procure imediatamente assistência se a pessoa com anemia falciforme tiver uma crise de dor. Embora às vezes ela possa ser tratada em casa com analgésicos, repouso e ingestão de muito líquido, só o médico poderá avaliar a necessidade de internação hospitalar;
* Entenda a febre do portador de anemia falciforme como um sinal de alerta e não faça uso de medicamentos sem orientação médica que acompanha o caso;
* Leve imediatamente para o hospital mais próximo, a criança com anemia falciforme que ficou pálida de repente;
* Lembre-se de que alterações oculares podem ocorrer nesses pacientes. Por isso, eles devem ser avaliados periodicamente por um oftalmologista.

Drauzio Varella

31 de maio de 2011

ENERGÉTICOS EM EXCESSO PREJUDICAM A SAÚDE

As bebidas, cápsulas e pós energéticos estão se tornando um hábito muito comum entre as pessoas, principalmente entre os jovens e adultos que precisam se manter acordados seja para fazer uma prova, estudar ou trabalhar. Para isso, surgiram vários meios de adquirirem esses efeitos energéticos, os mais usados são o pó de guaraná, bebidas como o red bull, comprimidos vendidos em farmácias e em outros lugares, enfim, são várias formas de conseguir manter-se acordado durante algumas horas a mais. Porém, algumas pessoas abusam dessas maneiras, passando a ingeri-las frequentemente ou todos os dias como um hábito diário, o que é extremamente errado e inadequado, segundo especialistas da área da saúde.

O hábito de ingerir o energético a todo momento que sentir sono irá prejudicar o organismo, pois possui substâncias que se ingeridas ocasionalmente não afetarão a saúde, porém, se ingeridas frequentemente irá causar resultados indesejáveis com o decorrer do tempo. A cafeína é uma das substâncias essenciais seja no líquido ou cápsulas energéticas, até mesmo no pó de guaraná, por isso não é recomendado que se beba refrigerantes no período da noite já que ele interfere no sono. Assim, se ingeridos em excesso, o organismo se acostumará com a substância e então ela não surtirá mais nenhum efeito, assim tendo que ingerir em quantidades cada vez maior para buscar o mesmo efeito que do início, causando a dependência ou sintomas desagradáveis para a saúde.

Segundo algumas pesquisas, se for utilizado em uso exagerado pode causar inúmeras consequências para o organismo, afetando o sono profundo durante a noite, o que é muito importante para a disposição diária, bom humor, raciocínio, enfim, vários fatores que seriam prejudicados com o uso abusivo dessas substâncias. As dores de cabeça também seriam muito comuns, além da falta do efeito energético quando ingeridos, pois o organismo já vai ter se adaptado à bebida ou o comprimido. As dificuldade de concentração, raciocínio, memória, mau humor, indisponibilidade e irregularidade nos hábitos naturais do corpo seriam apenas alguns dos sintomas e partes que seriam afetadas com o excesso de energéticos, assim em vez de causar efeitos benéficos, iriam prejudicar ainda mais a saúde e os outros quesitos que você teria intenção de melhorar com essa bebida ou cápsula.
Fonte
: Guiadicas.net
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O consumo de bebidas energéticas se tornou comum no país, seja em festas ou como estimulante na hora de estudar. Mas, segundo pesquisadores das universidades do Texas, nos Estados Unidos, e de Queensland, na Austrália, esses produtos podem ser perigosos.
A alta concentração de cafeína, um dos principais ingredientes, acelera o metabolismo e pode provocar problemas à saúde. O cardiologista Nabil Ghorayeb explica ainda que uso excessivo desses enérgicos pode atingir diretamente o coração.
“Você está jogando um acelerador no seu organismo, que inclui o coração. A ingestão excessiva da cafeína pode trazer alguns efeitos colaterais nas pessoas. Aqueles que têm tendência ou facilidade para arritmias cardíacas, essa própria cafeína pode desencadear arritmias, disparos no coração, falhas nos batimentos cardíacos”.
Nabil Ghorayeb lembra que, ao contrário do que muitos acreditam, além de fazer mal ao coração, a bebida prejudica os estudos.
“Se você tiver de uma noite mal dormida, ou acordada por conta de usos de energéticos você está deixando de absorver o conhecimento que você está querendo ter. Então é um erro muito grave. Apesar do uso do energético a tua produtividade vai ser muito ruim por que desgasta fisicamente a pessoa, ela não tem condições de fazer trabalhos intelectuais de qualidade.”
Para manter o organismo disposto, Nabil Ghorayeb recomenda atividade física regular e dieta saudável, de preferência receitada por um nutricionista.


Fonte: Rádio do Ministério da Saúde
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Sete energéticos naturais - Conheça algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição
Se você se sente cansado e sem disposição ao longo do dia ou é daqueles que só começa a produzir se tomar uma dose generosa de café, atenção! A nutricionista e doutora em medicina natural, Michelle Schoffro Cook alerta que o excesso de cafeína pode trazer riscos à saúde, e lista outra sete opções naturais para garantir energia e saúde durante todo o dia.
De acordo com a especialista, apelar para o café pode causar dependência, variações dos níveis de açúcar no sangue e destruição da glândula adrenal - o que o torna mais vulnerável ao estresse. Veja a seguir algumas alternativas mais saudáveis para se manter cheio de disposição:

Pólen de abelha


De acordo com Michelle, o pólen é apresentado como uma fonte de juventude por muitos livros antigos, incluindo o Talmud, a Bíblia, o Alcorão, e pergaminhos do antigo Oriente, Grécia, Roma, Rússia e Oriente Médio. "Atletas da Antiga Grécia comiam pólen de abelha regularmente para aumentar sua força e vitalidade", diz. Para completar, a nutricionista informa que descobertas científicas recentes apontam que a substância tem propriedades anti-cancerígenas.
Ainda segundo Michelle, o pólen de abelha possui 22 aminoácidos, antibióticos naturais, DNA / RNA (código genético de plantas), 18 de enzimas (que auxiliam na digestão e em outras funções corporais), glicosídeos (fontes naturais de energia no corpo), hormônios vegetais, 27 minerais e pelo menos 16 vitaminas. Portanto, não é nenhuma surpresa que essa substância aumente a energia e vitalidade. A única contra-indicação é para quem sofre com alergias ao pólen ou a abelhas.
Veja mais sobre o polén na postagem de Setembro de 2010, aqui neste blog.

Geléia realA - geléia real é o resultado natural da combinação do mel com o pólen. De acordo com a especialista, essa é uma mistura poderosa de vitaminas do complexo B. A geléia também contém vitaminas, minerais, hormônios, enzimas, 18 aminoácidos e substâncias antibacterianas e antibióticas.
Ela tem sido tradicionalmente utilizada para tratar a asma, pancreatite, doença hepática, insônia, úlceras estomacais, doença renal, fraturas ósseas, problemas imunológicos e doenças de pele. Para completar, a geléia real também é eficaz para aumentar a energia, garante Michelle.


Ginseng siberiano - Como o nome sugere, o ginseng siberiano tem origem na Sibéria, mas cresce também no Japão, China e Coréia e em partes do Canadá. "Ele tem sido usado medicinalmente há pelo menos dois mil anos", diz Michelle. O ginseng siberiano é um de apenas um de uma série de ervas adaptogênicas, o que significa que ele trabalha para normalizar as funções corporais. A substância inibe a resposta adrenal ao estresse e funciona como um estimulante do sistema imunológico, especialmente para combater os efeitos do estresse e da depressão. Ela ainda ajuda a desintoxicar o fígado, incluindo os agentes quimioterápicos e a radiação.
O ginseg siberiano também estimula a atividade de vários componentes do sistema imunológico, sendo excelente para a Síndrome de Fadiga Crônica e outras infecções virais", diz. De acordo com Michelle, atletas de todo o mundo usam o ginseng siberiano para aumentar o desempenho, reforçar o sistema imunológico durante os treinos, e reduzir a fadiga e o estresse.

Espirulina - O povo asteca descobriu que a espirulina, uma alga unicelular que eles chamaram tecuitlatl, fazia bem para o corpo e logo a incorporaram à sua dieta. Ela é rica em proteínas, além de ser uma grande fonte de vitamina B12 (muitas vezes chamado de "vitamina da energia"), possui oito minerais e vitaminas, incluindo sete tipos de precursores de vitamina A, conhecidos como carotenóides. Ela também é repleta de clorofila, o pigmento verde que dá cor à alga e que possui propriedades de purificação do sangue. E, claro, aumenta os níveis de energia.

Centella Asiática - De acordo com Michelle, a centella (ou centelha) asiática é uma erva repleta de nutrientes e fitoquímicos. Como uma das primeiras plantas energéticas utilizada pelos herbalistas, a centella asiática diminui a fadiga e a depressão, sem os efeitos nocivos da cafeína. Na verdade, ao contrário da cafeína, que pode mantê-lo acordado durante a noite, a centella asiática ajuda a melhorar o sono.

Ho Shou Wu - Também conhecida como fo-ti, a raiz desta videira nativa da China é um poderoso tonificante capaz de aumentar a energia e o vigor enquanto mantém o efeito calmante. Ela contém uma forma natural da lecitina, que ajuda a diminuir a placa e a pressão arterial. Em estudos de laboratório, a ho shou wu provou ser capaz de reduzir o colesterol no sangue e os triglicerídeos, além de prevenir o aumento dos níveis de colesterol.

Pimenta de Caiena - Por fim, a especialista indica o uso da pimenta de caiena, que é eficiente para aumentar a energia e melhorar a circulação. De acordo com Michelle, o alimento também é eficaz para ajudar a evitar resfriados, sinusite e dor de garganta, bem como reduzir a dor e inflamação.


Obs. Eu gostaria de dizer aqui também que todos os produtos omnlife são fontes naturais fabricados com frutas e legumes orgânicos e poderão ser usados por pessoas de qualquer idade, para dar energia ao corpo, fortalecimento, na prevenção e cura das doenças.
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Mais alguns Alimentos  Naturais para Repor as Energias sem prejudicar a saúde:

Com a correria do dia a dia muitas vezes se sentimos cansados e sem energia pra mais nada, porém existe formas saudáveis de repor as energias, muitas pessoas buscam a  ajuda através de medicamentos e também de certos tipos de suplementos para atleta, porém isso vai da sua disciplina alimentar.
Para pessoas que praticam esporte o melhor fruta para repor as energias é o açaí, porém vale lembrar que se trata de uma fruta bem calórica então não deve exagerar todos os dias.

Quando estamos sem energia ficamos totalmente desanimados, mau humorados e sem raciocínio.
Seja suco ou a massa de açaí ajuda a repor as energias antes e após, porém não é somente a fruta que tem muitas calorias e sim o xarope de guaraná, por isso evite seu consumo diariamente.

O caldo de cana  é hidratante e rico em vitaminas, ferro e carboidratos e deve ser tomado durante e depois dos exercícios pois repõe os eletrólitos e a água que são perdidos com os exercícios. Mas vale lembrar que a cana não é indicada para pessoas que possui a pressão baixa, pois tende abaixar ainda mais.

A banana é uma fruta saborosa e pode ser consumida após certos tipos de exercícios pois ajuda a repor energia e contém potássio, além das frutas o consumo de verduras e legumes na alimentação é importante pois todas tem um tipo de vitaminas que ajuda a melhorar nosso organismo auxiliando nas nossas energias.
Beba sempre dois litros de água por dia, pois além de hidratar ajuda a desintoxicar alimentos que estão no organismo e não fazem bem, procure se alimentar sempre saudavelmente retirando do cardápio muitos doces, frituras e gorduras.

Agora que você já conhece outras formas naturais de manter a energia, é só aproveitar.

4 de maio de 2011

TRANSTORNO DISFÓRICO


Transtorno Disfórico Pré-Menstrual - TDPM

É a Tensão Pré-Menstrual piorada e que precisa de tratamento.A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão emocional no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates. Desde então o ciclo menstrual da mulher tem sido relacionado ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos, desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas, juntamente com queixas físicas de inchaço, dores específicas ou generalizadas, cefaléias.
As primeiras descrições do problema com a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) apareceram em 1931 (Frank, 1931), relatando mulheres que, na última fase do ciclo menstrual, experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). As queixas vagas de alterações físicas, tais como edemas, retenção de líquidos, dores abdominais ou lombares, dor nas mamas, etc. e emocionais sem características inespecíficas. Isso tornava o diagnóstico de TPM muito vago e muito abrangente no público feminino, atingindo uma incidência de até 90% das mulheres.
Mais tarde os estudos duplo-cego envolvendo placebos para o tratamento das mulheres com esses sintomas vagos e se auto-diagnosticando como portadoras de TPM mostram que 80% delas melhoravam com comprimidos sem nenhuma ação farmacológica (Teng, 2000).
Em seguida, ampliou-se o conceito da vaga TPM para a Síndrome Pré-Menstrual (SPM), a qual associava ao mal estar físico da TPM, também alterações emocionais e comportamentais mais específicos, como irritabilidade, sensibilidade exagerada, crises de choro ou de ira. Na SPM os principais sintomas físicos eram dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias antes da menstruação.
A partir de 1987 o conceito da SPM evoluiu para o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), o qual, além de tudo isso, especificava mais ainda as alterações emocionais como sendo predominantemente ansiedade e depressão e tendo, desde então, os critérios mais específicos de diagnósticos estabelecidos pelo DSM.IV, que é o Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais da Associação Norte-americana de Psiquiatria, 4ª. Revisão. Sobre o TDPM o DSM.IV diz:
“Transtorno Disfórico Pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação.”
Acredita-se que cerca de 80% das mulheres que ovulam apresenta alguns sintomas de alterações do humor, do comportamento e de natureza física. Psiquicamente os sintomas costumam estar entre irritabilidade, mau humor, tristeza, ansiedade, angústia, descontrole emocional. Para a grande maioria delas a intensidade desses sintomas é leve.
Entre essas mulheres com sintomas, 20% apresenta o quadro com intensidade suficiente para interferir no desempenho cotidiano e de 5 a 8% tem sintomas graves o suficiente para exigir tratamento especializado, ou seja, com diagnóstico de TDPM.
Calcula-se a incidência do TDPM esteja entre 15 e 25% e sua maior prevalência é em mulheres solteiras, com idade entre 33 e 34 anos, predominantemente com alto componente de estresse. A intensidade dos sintomas tem sido associada também à presença de traços ansiosos de personalidade (Tchudin, 2010).
Assim sendo, podemos dizer que as alterações pré-menstruais atingem uma grande parte da população feminina, sendo a mais comum e menos grave delas a Tensão Pré-Menstrual, um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias", e a pior, felizmente menos comum, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual.
Sabe-se hoje que as pacientes portadoras de TDPM podem e devem ser tratadas adequadamente, notando-se sensível melhora com o tratamento especializado. É um tratamento, por assim dizer, altruístico, pois seus filhos e maridos agradecem, bem como seus colegas de trabalho.
Tratamentos a base de antidepressivos que aumentam a disponibilidade o neurotransmissor serotonina tem tido sucesso nesse tipo de transtorno (Freeman, 2001). De fato, o TDPM se apresenta de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade.
Entre as 80% das mulheres que apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual, 52% delas mostram sintomas que interferem drasticamente no estado de humor, no comportamento e no organismo em geral. As conseqüências emocionais do TDPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?
Portanto, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais específicas que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais, segundo os critérios do DSM.IV, são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente.
Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores lombares e nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite. Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas do Transtorno Disfórico Pré-menstrual na maioria dos ciclos e não apenas em alguns.


Sintomas:
A sintomatologia do TDPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem se manifestar isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa:

1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente sintomas depressivos.
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces.
Esses 4 grupos de sintomas do TDPM se relacionam a alterações hormonais, bioquímicas, metabólicas e desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo). Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 5 a 8% costumam satisfazer os estritos critérios de diagnóstico de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, conforme a listagem abaixo.

CRITÉRIOS PARA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo, devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação

1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou auto-depreciativos.
2. Marcante ansiedade e tensão
3. Marcante labilidade afetiva
4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal
5. Diminuição do interesse para atividades usuais
6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração
7. Cansaço, fadiga e perda de energia
8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos
9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia)
10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle
11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso.
12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento.

Apesar desses critérios, embora a expressiva maioria das mulheres que experimenta algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual não seja rigidamente classificada como portadoras de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, elas podem ser abordadas como portadoras de quadros mais leves, como por exemplo, Tensão ou Síndrome Pré-Menstrual.

Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton relacionou as causas da então Tensão Pré-Menstrual principalmente com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM.
Hoje em dia, embora alguns casos de Transtorno Disfórico Pré-menstrual também possam se beneficiar com a terapia hormonal, nos últimos 12 anos a teoria da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TDPM e naquelas sem esse transtorno.
Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas do TDPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que cada qual está sujeita. Parece, assim que o TDPM é um distúrbio relacionado a pelo menos dois sistemas, hormonal e neuroquímico.
Em alguns casos o TDPM pode ser resultante de distúrbios endócrinos que interferem no funcionamento dos ovários e das supra-renais. O TDPM seria, dessa forma, decorrente de uma sensibilidade cerebral diferenciada, provavelmente de origem genética, para as flutuações ovulatórias fisiológicas hormonais.
Pelo lado neuroquímico, a hipótese que se tem proposto é que essas mulheres teriam uma atividade aumentada para a serotonina durante a chamada fase folicular e muito mais baixa durante a fase lútea (depois da ovulação), justificando assim a sintomatologia emocional da TDPM. As mulheres normais ou apenas com TPM, por sua vez, teriam a atividade da serotonina normal durante todo o ciclo (Inoue, 2007).
Por essa hipótese, acredita-se que as mulheres com TDPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, elas acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores do cotidiano que as mulheres sem o transtorno. Mesmo assim, mesmo sendo essa hipótese bastante aceita, deve-se ter cautela ao afirmar que o estresse seja a causa do TDPM ou, ao contrário, que o TDPM torna as mulheres mais vulneráveis ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997).
A hipótese da serotonina justifica a melhora do TDPM com o tratamento por antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina. Outras substâncias do metabolismo cerebral que parece estar envolvidas com a TDPM são o ácido gama amino butírico (GABA) e a noradrenalina. Além das hipóteses orgânicas para o TDPM, considera-se também a existência de alguma alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor da associação entre a TDPM e transtornos depressivos. Isso sugere que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações no estado de humor ou afetivo, poderia representar algum subtipo de Transtorno Afetivo, o qual se manifestaria ciclicamente, tal como uma espécie de ciclotimia (Roy-Byrne, 1987).
Realmente alguns estudos mostram que entre as mulheres com TDPM, 11% apresenta critérios para algum distúrbio do humor, normalmente depressão ou distimia e 5% delas apresenta algum transtorno alimentar, do tipo anorexia ou bulimia.
Outra linha de pesquisa sobre as causas do TDPM têm cogitado, juntamente com alterações dos neurotransmissores, complexos mecanismos envolvendo opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), endorfinas, prostaglandinas e sistema nervoso autônomo. As alterações no eixo hipotálamo-hipofisário também têm despertado grande interesse como desencadeantes do TDPM.

Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TDPM (Halbreich, 1981).
Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desses opiáceos, tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc.
Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados no TDPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas do TDPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto no TDPM.
Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TDPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982). Um outro estudo interessante, citado por Chei Tung Teng (2010), também relaciona a intensidade dos sintomas do TDPM aos alimentos. Ele refere pesquisa mostrando que os quadros mais graves são em pacientes com maior índice de massa corporal (IMC) e que apresentem fissuras por doces e chocolates.
Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas no TDPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.
O componente hereditário na causa da TDPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TDPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão está presente em 73% das pacientes com TDPM, reforçando a idéia a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica do período pré-menstrual.


Tratamento:


Não há tratamentos oficialmente padronizados para a TDPM. O que se propõe são formas de controle dos sintomas, que em alguns casos pode ser bastante eficaz. As medicações mais usadas são os antidepressivos, a bromocriptina, espirolactona, progesterona e estradiol. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que seja designada um tratamento personalizado.
Inúmeras vitaminas, minerais e aminoácidos quando ministrados de maneira criteriosa podem abolir os desagradáveis sintomas do TDPM. Os pacientes não devem usá-los sem orientação, imitando um tratamento preconizado para outra pessoa, já que alguns suplementos pioram ou melhoram o TDPM na dependência de dosagens apropriadas e de utilização em dias adequados do ciclo menstrual.
A par da suplementação apoiada em antioxidantes, elementos do complexo B, minerais, alguns aminoácidos e ácidos graxos polinsaturados, também é necessário um ajuste dietético com aumento da ingestão de fibras, redução de gorduras saturadas (gorduras animais) e de hidratos de carbono simples (açúcar e mel principalmente); redução do consumo de sal e cafeína (café, chá, refrigerantes do grupo cola, guaraná); limitar a ingestão de produtos lácteos (leite e derivados). Não se deve abusar de bebidas alcoólicas e recomenda-se a redução do stress e prática de exercícios.
As mulheres com tensão pré-menstrual devem limitar o consumo de alimentos gordurosos e o excesso de proteínas. Um tipo especial de gordura contudo é extremamente útil - o ácido cis-linoleico - encontrado em alguns óleos, especialmente o de girassol. As verduras, legumes, cereais e leguminosas, especialmente os integrais, fornecem grande parte dos elementos nutricionais que propiciam o adequado equilíbrio entre hormônios femininos, corrigindo o TDPM.
As associações mais comuns entre o TDPM e transtornos emocionais, como já dissemos, é com a depressão, havendo até uma maior progressão de ocorrer esta síndrome pré-menstrual em portadoras de quadros de depressão maior (Graze,1990). Algumas das mulheres que procuram tratamento para a TDPM apresentam piora, nessa fase do ciclo, de outros transtornos emocionais pré-existentes, como por exemplo, a bulimia, distimia, transtorno de ansiedade e abuso de substâncias, entre outros (Endicott, 1994).


Antidepressivos e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

O papel da serotonina nos transtornos da TPM tem sido cogitado nos últimos anos. O aumento nos níveis de andrógenos, especificamente aqueles isentos da testosterona podem influenciar o mecanismo serotoninérgico, resultando em disforia, em mudanças do apetite, da disposição e no aumento da irritabilidade (Endicott, 1981, 1982). Essas observações se baseiam em achados sobre uma diminuição da serotonina sanguínea e alterações de sua recaptação durante a fase luteínica do ciclo.
Simultaneamente há, ainda nesta fase do ciclo, um aumento da sensibilidade dos receptores 5-HT1A (serotonina). É, talvez, devido a tais alterações nos níveis de serotonina que se justifica o eficiente papel dos antidepressivos, notadamente dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), para o tratamento da TDPM. Outros neurotransmissores podem ter também um papel importante na TPM.
Outra evidência no TDPM é em relação ao limiar de pânico. O declínio dos níveis de progesterona na fase lútea, juntamente com o aumento do PCO2 resultam sintomas de opressão e falta de ar, sintomas estes envolvidos na sensação de alarme e considerados como sintomas de pânico.


Os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) têm sido recomendados como a primeira linha de tratamento (Atkins, 1997) para o alívio dos sintomas de alteração do humor no TDPM. Sintomas físicos ou a valorização psicológica dos sintomas físicos desse transtorno são também enormemente beneficiados pelos antidepressivos.
A fluoxetina, a sertralina, a paroxetina e o citalopram, todos ISRSs, atua favoravelmente nos transtornos disfóricos que acompanham grande número de casos de TDPM, notadamente na irritabilidade, angústia e depressão conforme publicação do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (1996).


Estudos duplo-cego mostram uma ação muito melhor dos ISRS em comparação ao placebo para o controle do componente emocional do TDPM, notadamente quando a disforia é uma manifestação marcante (Yonkers, 1997). Alguns trabalhos mostram que a sertralina, mesmo usada intermitentemente apenas durante os últimos 10 dias do ciclo e na dose de 75 a 100 mg/dia, apresentara uma resposta tão satisfatória quanto se usada durante todo o período (Halbreich, 1997).
Um dos fatores que vêm favorecendo a utilização dos antidepressivos ISRS para o tratamento do componente emocional do TDPM é a tolerabilidade e escassez de efeitos colaterais significativos e a segurança quanto à dependência (Freeman, 1997).

Fonte: Psiq.Web

22 de abril de 2011

ALGUNS ALIMENTOS QUE COMBATEM A DEPRESSÃO




Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença


A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".

A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença.


Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.
Leite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.

Frutas: Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. "Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.

Laranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

Banana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. "A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo", explica Abykeyla. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.

Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.

Ovos: "Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.

Peixes: "O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono", enfatiza a nutricionista Abykeyla Tosatti. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.

Carboidratos complexos: eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)", explica a especialista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.

Aveia e centeio: os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. "Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão", diz a nutricionista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.

Folhas verdes: estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). "Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor", adverte a especialista Abykeyla Tosatti. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.

Soja: ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. "O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio, não se esquecendo também que a soja é muito rica em proteínas", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti.

8 de março de 2011

A MAÇÃ

Você consegue imaginar o poder da maçã?



Bom, essa Fruta é realmente importantíssima para nossa saúde, tanto que seria excelente comer pelo menos uma Maçã por Dia.
Quer Saber os Benefícios para a Saúde e Vida que a Maçã traz?


Confira abaixo:


Fruta das regiões temperadas, a maçã, além de saborosa, tem considerável valor nutritivo. Contém vitaminas B1, B2, Niacina e sais minerais como Fósforo e Ferro. As vitaminas do Complexo B em geral ajudam a regular o sistema nervoso, o crescimento, evitam problemas de pele, do aparelho digestivo e queda dos cabelos. O Fósforo previne a fadiga mental, além de contribuir para a formação de ossos e dentes. O Ferro é importante na formação do sangue.
É rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação dos coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames. A maçã é recomendada para pessoas com problemas de intestino, obesidade , reumatismo, gota, diabetes, enfermidades da pele e do sistema nervoso. A sua casca seca é empregada como chá para purificar o sangue e como diurético.
Para melhor aproveitamento das suas vitaminas, o ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que estão a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.
Na hora de comprar, escolha as de casca de cor acentuada e brilhante, polpa firme, pesadas, sem partes moles, furos ou rachaduras. Nessas condições ela se conserva até um mês na geladeira.
Seu período de safra vai de janeiro a abril. Daí até setembro só existem as importadas.



A maçã é uma das principais frutas que integram o grupo de superalimento. Que ela faz bem para a saúde e para o corpo não é nenhum segredo, mas alguns benefícios dela ainda são menos conhecidos. Conheça 8 boas razões para consumir maçã de acordo com o jornal Huffiton Post:

 Confira 8 benefícios da maçã para sua saúde


Diminui o colesterol
Uma maçã média possui aproximadamente quatro gramas de fibra. Uma parte disso está na forma de pectina, um tipo de fibra solúvel que tem sido associada a redução dos níveis do colesterol ruim. Isso acontece, pois, de acordo com a WebMD, ela bloqueia a absorção de colesterol, ajudando o corpo a usá-lo em vez de armazená-lo.
Mantém você saciado

A presença de fibras na maçã também faz com que ela deixe você saciado por mais tempo sem que precise consumir muitas calorias (95 em uma fruta média). O nosso corpo demora mais para digerir fibras complexas do que matérias simples como açúcar ou cereais refinados. Qualquer alimento com pelo menos três gramas de fibras é uma boa fonte de nutrientes, já que a maioria das pessoas deve consumir de 25 a 40 gramas por dia.
Ajuda a manter você magro
Um componente da casca de uma maçã, onde também se concentra a maior parta das fibras, é algo chamado ácido ursólico, que está relacionado a um risco menor de obesidade, segundo um recente estudo feito com ratos. Isso porque ele aumenta a queima de calorias e o desenvolvimento de músculos e massa magra.
Previne problemas respiratórios
Segundo a revista Heath, comer pelo menos cinco maçãs por dia pode melhorar a função pulmonar. Provavelmente graças a um antioxidante chamado quercetina encontrada na pele de maçãs, cebolas e tomates, informou a BBC. E os benefícios para respiração não param por aí: um estudo de 2007 descobriu que as mulheres que comem muito dessa fruta são menos propensas a ter filhos com asma.
Combate resfriados
Embora não chegue a ser tão eficiente quanto a laranja, a maçã é considerada uma boa fonte de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico. Uma fruta média possui cerca de oito miligramas dessa substância, o que equivale a cerca de 14 % da ingestão diária recomendada.
Pode combater câncer
Em 2004, uma pesquisa francesa, divulgada no WebMD, descobriu que uma substância da maçã é capaz de ajudar na prevenção ao câncer de cólon. Um novo estudo, realizado em Cornell, EUA, em 2007, encontrou compostos adicionais, chamados triterpenóides, que parecem lutar contra o câncer de cólon, fígado e mama.
Diminui o risco de diabetes
Um estudo publicado em 2012 no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que as maçãs, bem como pêras e amoras, estavam ligados a um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 por causa de uma classe de antioxidantes, antocianinas, que são também responsáveis ​​para pela coloração frutas e vegetais.
Melhora as funções cerebrais
Segundo o Good Housekeeping, a fruta tem sido associada a um aumento na produção de acetilcolina, que se comunica entre as células nervosas. Isso faz com que a maçã possa ajudar a memória e diminuir as chances de desenvolver Alzheimer. Uma dieta rica em antioxidantes pode ter efeitos semelhantes, por isso a maçã, que é particularmente rica em quercetina, é uma boa aposta, de acordo com pesquisa de 2004.
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Coração protegido - Diz o ditado americano que comer uma maçã por dia é a receita para manter-se longe das doenças e, portanto, do consultório médico. Estudiosos espanhóis também apostam nessa fruta como garantia de longevidade. Eles observaram que o fruto da macieira ajuda a controlar os níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue. A pectina - um tipo de fibra solúvel, presente na polpa da maçã e capaz de arrastar gorduras para fora do organismo -está por trás dessa ação, diz a pesquisadora Maria Amaya Aleixandre, uma das autoras do trabalho, que foi realizado na Universidade Complutense, em Madri.


Livre da úlcera - Que tal forrar o estômago com a fruta?
Cientistas da Universidade Federico II, na Itália, garantem que ela preserva as paredes do órgão e, assim, mantém mais distante o perigo da úlcera. Eles comprovaram esse benefício por meio de um estudo com ratos. O pesquisador Vincenzo Fogliano, um dos autores, explica: Os polifenóis da maçã atenuam a acidez. E a acidez, como se sabe, tem boa parcela de culpa na doença.







 Outros benefícios da Maçã :

* Baixo Valor Calórico – A maçã pode ser consumida diariamente, pois além de ter apenas de 60 a 110 calorias, é muito saudável;

* Ajuda no combate ao envelhecimento e possue grande quantidade de Antioxidantes;


* Seus Nutrientes Protegem o corpo de Doenças causadas pelos radicais livres – moléculas formadas no organismo que, em excesso, prejudicam o DNA das células, gerando a formação de Tumores ou Câncer;


* Quando comemos maça, fazemos uma limpeza na boca;


* Coma sempre a maçã inteira, pois a casca possui de cinco a dez vezes mais substâncias ativas do que a polpa;


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